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sábado, 15 de fevereiro de 2025

*Na urgência do teu amor

Sinto em mim a  urgência, desse amor, 
como o sol anseia , plo amanhecer. 
eterna chama que arde , com fulgor, 
um desejo que não cessa, de crescer. 

Da urgência de te amar, sou cativo,
refém de um sentimento, que domina, 
razão do meu viver ,és o motivo, 
que faz com que a vida, se ilumina. 

Tenho sede desse olhar, que ilumina, 
nos teus olhos vejo o mundo, por inteiro 
como inteiro é o amor, que não termina,  
este amor que me mantem, prisioneiro 

Vem pois meu    amor, sem hesitar, 
que esta urgência de amor, é poesia, 
juntos na  louca dança, de te amar, 
seremos sempre uma eterna melodia

 Alfredo Marceneiro-Versículo

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

A força para vencer

Se a vida escorre inclemente, 
sendo dor em nossa mente, 
fruto da nossa lembrança, 
mas a alma sempre crê, 
que a luz que não se vê, 
seja a chama da esperança. 

Quando o vento sopra triste, 
parecendo que o sol não existe 
traçando um destino incerto, 
risca na alma outro brilho, 
que seja um novo trilho, 
faz da esperança um céu aberto 

A vida tem vários caminhos, 
feita de pedras e espinhos, 
mas só o amor dá o poder, 
de seguirmos sem ter receio, 
até com derrotas pelo meio, 
encontrar força pra vencer. 


 Joaquim Campos-Fado Vitória

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Viver sem sofrer

O muito que tenho é nada, 
por o teu amor faltar, 
desisto da vida errada, 
se contigo me encontrar, 
vivendo para te amar. 

O pouco que tenho é tudo, 
mas pior é não te ver, 
e por isso eu me acudo, 
que fiques a saber 
da dor de não te ter 

Se o mundo me der o ouro, 
mas de ti for separado, 
eu troco esse tesouro, 
por uma vida a teu lado 
sem de ti estar afastado 

Se o muito que tenho é vão, 
e tua luz não me guiar, 
ao longe fico sem chão, 
mas nao canso de sonhar 
que um dia queiras amar. 

Desejo não alcancei, 
teus braços um só momento, 
que toda a vida sonhei ,
mas amar foi o tormento, 
do amar em sofrimento . 

Neste vazio que me invade, 
em teu braços quero viver, 
pois em nome da verdade,  
o que mais quero saber, 
 como é viver sem sofrer 

 Alcídia Rodrigues-Fado Tradição

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

*A voz do verbo amar

Adeus, jardim dos sonhos esquecidos,
na brisa leve, o tempo despedaça, 
adeus olhos doces, não esquecidos, 
no mar deste pranto, que não passa 

Adeus, promessas feita, em madrugadas, 
quebrada aos poucos, por qualquer razão, 
adeus palavras minhas, sufocadas, 
que um dia, foram luz no coração. 

Adeus, na curva longa da estrada, 
e teu rosto sumiu sem mais voltar ,
adeus, sem renascer nova manhã, 
restando a dor de não mais te amar. 

Adeus, amor, nos fios da memória, 
ficou teu nome, no ir e não voltar, 
nas ruas frias, finda-se uma história, 
e o vento cala a voz do verbo amar. 

 Armando Machado-fado súplica

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

*Há choro em campos de dor

Há choro em campos de dor, 
onde o horror faz morada, 
bombas do usurpador, 
matam vida malfadada, 

 No chão marcado pla guerra, 
flores deixam de crescer, 
pessoas fogem da terra, 
sonhos param de viver. 

 Crianças gritam sozinhas, 
 sem ter colo ou um amigo, 
 vivem só entre ruínas, 
 sem esperança ou abrigo 

 O mundo fecha os olhos, 
 indiferente à voz que grita, 
 sofrida entre os escolhos, 
 numa dor quase infinita. 

 Se a esperança já se apaga, 
 no olhar de uma criança, 
 cada lágrima é uma chaga, 
 sem um riso,ou lembrança. 

 Fado das horas

domingo, 9 de fevereiro de 2025

*Mãos vazias de ti


Se as mãos, sem teu abrigo, 
os meus olhos, por castigo, 
já não podem mais chorar, 
boca secos, voz calada , 
dor agreste que se embala, 
por não me quereres amar. 

No silêncio, o peito cala, 
cada sombra que se instala, 
saudades a devorarem, 
mas na fria realidade, 
mãos vazias, frialdade, 
sem ter poiso pra morarem 

 
Sabe-se lá se o amor, 
É um espelho sem calor, 
que reflete estar sem ti 
nos meus lábios, teu sabor, 
nos meus olhos, o torpor, 
nas mãos, tudo o que perdi 

No meu peito, a noite fria ,
sem teu lume, a luz fugia ,
caminhando sem te achar ,
pelos becos da lembrança, 
onde a dor nunca descansa, 
sem teu corpo pra me abraçar, 


O segredo, tão guardado, 
é vazio, silêncio dado, 
num suspiro mais profundo. 
olhos secos, naufragados, 
lábios rubros, condenados, 
num adeus ser fim do mundo. 


 Alfredo Correeiro-Fado Correeiro

sábado, 8 de fevereiro de 2025

*Queremos voltar a viver

 

 Lavava no rio lavava, 
 em casa tambem gelava, 
 de raiva plo meu viver, 
 e muita fome passava, 
 e de pobreza chorava 
 ao ver meus filhos sofrer, 

 Cantei em tempos, cantei, 
 sonhei em tempos, sonhei, 
 e era tudo fantasia , 
 o que eu fantasiava, 
 não me esqueci que chorei, 
 não me esqueci que sofria, 

 Já não há rio onde lavar, 
 mas continuo a penar, 
 sem ter onde trabalhar, 
 já não vou lavar ao rio. 
 mas continuo a ter frio. 
 sem ter casa pra morar, 

 Ai minha mãe, minha mãe, 
 há mais carências também, 
 e que eu já bem conhecia. 
 dessa fome que passava, 
 e o sofrer continuava, 
 e já não há fantasia , 

 Voltamos a ter fome, mãe, 
 casa não temos também, 
 como eu gostava de ter, 
 voltamos a ter que sonhar, 
 andam a nos enganar, 
 queremos voltar a viver 


 Modesta homenagem a grande Amália Rodrigues autora do poema original Lavava no rio lavava

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

*Valsa acabada

Numa noite fomos dançar, 
no compasso do luar, 
se alegrou meu coração. 
Mas quando o sol quis brilhar, 
teu olhar quis me deixar, 
foi-se o sonho na canção. 

Nessa noite nosso bailar 
na valsa do desejar, 
foi de amor o movimento. 
Mas quando a noite findou, 
e quando a valsa acabou, 
ficou só meu sofrimento.

Cada passo era um beijo, 
cada volta, um desejo, 
num abraço, perdição. 
O dia trouxe me o medo, 
e desfez o meu enredo, 
e ficou só a canção. 

Na dança eu fui verdade,
ao temer a realidade, 
que o dia iria trazer. 
Pois a luz, sem piedade, 
apagou minha ansiedade, 
e ficou só o meu querer. 



 Georgino de Sousa-Fado Georgino

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Nosso amor é oração

Caminhando lado a lado, 
sob a luz que nos conduz. 
nosso amor tão encantado, 
cada instante nos seduz 

Teu sorriso é meu abrigo, 
teu olhar, minha paixão. 
sou feliz estando contigo, 
bate forte o coração 

Em teus braços sou ternura, 
cada instante é paz sem fim. 
tua voz é doce cura, 
és o sol junto de mim. 
 
Teu olhar é um poema, 
o teu toque, uma canção. 
se o fado é nosso tema, 
nosso amor é oração 

  Fado da Horas

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Vem amor

Vem amor eu tenho fome/ do teu ser 
tenho fome de viver /sem te perder 
se eu viver eternamente /nos teus braços 
eternamente até morrer nos teus abraços 

Vem amor eu tenho sede / desse enleio 
tenho sede desses beijos/ porque anseio 
desses beijos boca linda/ apaixonada 
boca linda ó doce encanto / minha amada 

Vem amor eu tenho sede /de viver 
tenho sede de beber ,/ e me envolver 
de beber na boca doce /dos teus lábios 
boca doce pra viver/ encantos vários 

Vem meu amor mergulha / em meu viver, 
Mergulha em meu viver,/ faz renascer 
Viver só do teu abraço /enlouquecendo, 
Abraço em doce enleio/ acontecendo 

Alfredo Marceneiro-Versículo
  Por não ter encontrado nenhuma versão apenas musical deste fado publico este cantado por Diana Vilarinho

*O presente é luz que arde

O presente é luz que arde, 
que o agora nunca tarde, 
a vida está a nos chamar, 
cada dia em realidade, 
nosso amor é mais verdade, 
temos mundos pra sonhar. 

Se o relógio vai parar, 
todo o tempo que restar, 
o nosso amor faz sentido, 
se o futuro é presente, 
e o passado, está ausente, 
quero estar sempre contigo. 

O amor que em nós se faz, 
momentos que a vida traz , 
sem passado a nos prender,
cada gesto afago intenso, 
cada beijo fogo imenso, 
sem temer o que há de ser. 

 
O tempo é só um instante, 
mesmo sendo amor bastante,
cada vez somos mais nós, 
cada sussurro outro peso, 
cada ternura grito aceso, 
cantado pla nossa voz, 

musica do fado  Carlos da Maia-Sextilhas

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Nosso amor ganhou o Mundo

O tempo fugia sem parar, 
cruel, sem se importar, 
sem saber do meu anseio. 
mas quiseste me convidar, 
para irmos ver o mar, 
num tão doce devaneio. 

Fomos então ver o mar, 
por entre as ondas te amar 
num desejo tão profundo, 
sem ter medo de ficar, 
nem ninguem a amarrar 
nosso amor ganhou o mundo. 

Nas ondas que vão e vêm, 
cada gesto teu contém 
um futuro por desvendar. 
mas o tempo, já não tem 
plo nosso amor o desdém 
nem o poder de o calar.
 
O presente em nós se faz, 
um momento que é de paz, 
sem passado a nos prender. 
cada olhar é liberdade, 
a viver só na verdade, 
sem temer o que há de ser. 

Quando os sonhos caminharam, 
nossas vidas se cruzaram, 
e o agora se eternizou, 
seja nas ondas ou no vento, 
nosso amor no firmamento 
agora enfim se afirmou 

 Franklim Godinho-sextilhas

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

*O sabor do teu sorriso

O sabor do teu sorriso, 
marca história que vivi, 
na raiz do meu caminho, 
ser tão doce a meu juízo,
farol firme que percebi,
flor da vida, e não espinho. 

Quando a vida te seguiu, 
passaste a ser minha guia, 
que da solidão me curou, 
com teu amor se vestiu,
foste a partir desse dia, 
o amor que me marcou. 

Nosso amor jamais resume, 
só paixão ou emoção, 
pois em ti eu encontrei, 
toda a ternura que assume, 
este amor em doação, 
e que, tambem te darei 

Quando longe, o teu cuidado, 
é presença que me abraça, 
num querer tão  infinito, 
neste amor, que é nosso fado, 
nunca o tempo o desfaça, 
seja fado sempre escrito, 


 Joaquim Campos-Fado Vitória

domingo, 2 de fevereiro de 2025

O nosso rio que já partiu

Tínhamos um rio que era só nosso, 
molhava teus pés que alvoroço, 
cresceu fugiu e foi pro mar, 
e nunca mais o pude alcançar. 

Esse rio era livre, feito calma, 
correndo a solta em minha alma, 
suas margens guardavam teu olhar, 
mas as águas levaram-no pro mar. 

O amor cantava no meu peito, 
agora o rio é mar, fora do leito,
levou o que perdi, o teu sorriso. 
deixando  a memoria desse riso 

O rio, em seu destino, se perdeu, 
no mar distante, e que era meu 
ficando só as margens, onde guardei. 
as saudades do amor, que eu te dei 

As águas partiram sem despedida, 
deixando um vazio em minha vida, 
levando contigo o que restou, 
ficando a lagrima, de quem amou. 


 Alfredo Marceneiro-Fado CUF

sábado, 1 de fevereiro de 2025

*Quero ser tudo


Quero ser tudo em ti, vida e ternura, 
uma luz suave em noite escura,. 
nas asas do tempo, ir sem medida, 
desbravando o caminho, unindo a vida. 

Quero ser tudo, em cada estação, 
na primavera,  inverno ou no verão. 
se o tempo ousar tentar nos separar, 
não haverá mais vida a recordar. 

Quero ser o silêncio que te embala, 
e a voz que no teu peito, sempre fala,. 
no tempo eterno, sem medo ou prisão, 
ser o amor que vive em tua mão. 

Quero ser tudo, em tempo de ternura, 
no teu sorriso encontro, a ventura,. 
ser tua força, o porto mais seguro, 
e nos teus braços, desejar futuro. 

Quero ser a luz que te guia, 
e à noite ser  fado, feito carícia. 
a dança eterna, não terá mais fim, 
ser o poema escrito em ti e em mim.


  Miguel Ramos-fado margaridas