Menciono aqui de novo a Cigana do Fado, com este fado um dos seus mais emblemáticos.
Quero também referir um magnífico blog de fado, da autoria de j.silva, do melhor que conheço na internet e que recomendo vivamente a todos os amantes do fado.
A letra é de António Campos a música do fado Porto de António Barbeirinho
Quando voltares, tem cautela
Pisa bem devagarinho
Não acordes minha dor;
Transforma-te numa estrela
Vem em nuvens de carinho
E traz-me um pouco de amor
Abre a porta levemente
Sobe a escada passo a passo
Lembra-te do tempo antigo
Dá-me um beijo docemente
Acorda-me num abraço
Estarei sonhando contigo
Depois, mente-me em segredo
Diz que tiveste saudade
Deves mentir, meu amor
É que eu tenho muito medo
Que a amargura da verdade
Venha acordar minha dor
para ouvir clicar aqui
Este blogue é o local onde guardo os meus poemas para serem cantados e também uma homenagem a todos os que amam o FADO.
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
sábado, 20 de junho de 2009
O ardinita
Este fado O ardinita vais ser aqui repartido pelas vozes de Alice Pires(que não canta a quadra inicial) e de Cidália Moreira.
Ainda não tinha apresentado aqui Alice Pires, um fadista de voz poderosa e de tons graves, que aliás têm a minha preferência. Muito embora a sua carreira tenha enveredado pelo teatro de revista quando tem oportunidade ela sabe dar voz ao fado castiço.
Letra de Linhares Barbosa música do popular fado corrido
Ó minha mãe, minha mãe,
Ó minha mãe, minha amada,
Quem tem uma mãe, tem tudo,
Quem não tem mãe - não tem nada!
O ardinita, o João,
Levantou-se muito cedo
Porque tinha que estar cedo
À porta da redacção.
Trincou um naco de pão
Que lhe soube muito bem;
Antes de partir, porém,
Foi-se à mãe adormecida
Dizendo: Cá vou à vida
Ó minha mãe, minha mãe!...
A mãe, com todo o carinho."
Deitou-lhe a benção, beijou-o
E, depois, aconselhou-o:
«Sempre muito juizinho,
Não te enganes no caminho,
Não fumes, não jogues nada...
«Pode ficar descansada!...
Disse ele, p'ra a iludir,
E tornou-se a despedir:
Ó minha mãe, minha amada!...
Cruzou toda a Madragoa
Apressado, a assobiar
Uma marcha popular
Do São João em Lisboa.
Nisto pensou: «É tão ,boa
A minha mãe!... E contudo
Como a engano, a iludo
E lhe minto, coitadinha!...
«Gramo» tanto essa velhinha!
Quem tem uma mãe, tem tudo!...
Neste calão repelente
Da gíria da malandragem,
Havia um quê de homenagem
Na sua boca inocente.
Chegou ao jornal, contente,
Sempre de alma levantada,
Mas, como o calão lhe agrada
Repete: - «Como eu a «gramo»!...
Tanto lhe quero, tanto a amo,
Quem não tem mãe, não tem nada!...
Caso não consiga ver o vídeo clicar >>>>>>>>>>>>> aqui
Ainda não tinha apresentado aqui Alice Pires, um fadista de voz poderosa e de tons graves, que aliás têm a minha preferência. Muito embora a sua carreira tenha enveredado pelo teatro de revista quando tem oportunidade ela sabe dar voz ao fado castiço.
Letra de Linhares Barbosa música do popular fado corrido
Ó minha mãe, minha mãe,
Ó minha mãe, minha amada,
Quem tem uma mãe, tem tudo,
Quem não tem mãe - não tem nada!
O ardinita, o João,
Levantou-se muito cedo
Porque tinha que estar cedo
À porta da redacção.
Trincou um naco de pão
Que lhe soube muito bem;
Antes de partir, porém,
Foi-se à mãe adormecida
Dizendo: Cá vou à vida
Ó minha mãe, minha mãe!...
A mãe, com todo o carinho."
Deitou-lhe a benção, beijou-o
E, depois, aconselhou-o:
«Sempre muito juizinho,
Não te enganes no caminho,
Não fumes, não jogues nada...
«Pode ficar descansada!...
Disse ele, p'ra a iludir,
E tornou-se a despedir:
Ó minha mãe, minha amada!...
Cruzou toda a Madragoa
Apressado, a assobiar
Uma marcha popular
Do São João em Lisboa.
Nisto pensou: «É tão ,boa
A minha mãe!... E contudo
Como a engano, a iludo
E lhe minto, coitadinha!...
«Gramo» tanto essa velhinha!
Quem tem uma mãe, tem tudo!...
Neste calão repelente
Da gíria da malandragem,
Havia um quê de homenagem
Na sua boca inocente.
Chegou ao jornal, contente,
Sempre de alma levantada,
Mas, como o calão lhe agrada
Repete: - «Como eu a «gramo»!...
Tanto lhe quero, tanto a amo,
Quem não tem mãe, não tem nada!...
Caso não consiga ver o vídeo clicar >>>>>>>>>>>>> aqui
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Ciúme é chama maldita
Letra de Jorge Rosa música de Armando Machado-Fado cigana
Ciúme é chama maldita
Que se ateou na minh'alma
E que aos poucos me devora,
Padece a pobre, e não grita
Sofre, mas não perde a calma
Agoniza mas não chora.
Só eu e Deus, mais ninguém
Sabemos quanta tortura
O meu coração padece.
Mas no meu rosto, porém
Nem a mais leve amargura
Se desenha, ou transparece
E ao fracasso não cedo
E juro por minha fé
Ninguém verá o meu fim.
Eu sou como o arvoredo
Morrem as arvores de pé
Também morrerei assim
Ciúme é chama maldita
Que se ateou na minh'alma
E que aos poucos me devora,
Padece a pobre, e não grita
Sofre, mas não perde a calma
Agoniza mas não chora.
Só eu e Deus, mais ninguém
Sabemos quanta tortura
O meu coração padece.
Mas no meu rosto, porém
Nem a mais leve amargura
Se desenha, ou transparece
E ao fracasso não cedo
E juro por minha fé
Ninguém verá o meu fim.
Eu sou como o arvoredo
Morrem as arvores de pé
Também morrerei assim
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Primeiro amor
A Letra é de Nelson de Barros a música de Frederico Valério a voz inconfundível da nossa cigana do fado Cidália Moreira
Ai quem me dera
Ter outra vez vinte anos
Ai como eu era
Como te amei, santo Deus!
Meus olhos
Pareciam dois franciscanos
À espera
Do sol que vinha dos teus
Beijos que eu dava
Ai como quem morde rosas
Quanto te esperava
Na viva que então vivi
Podiam acabar os horizontes
Podiam secar as fontes
Mas não vivia sem ti
Ai como é triste
De o dizer não me envergonho
Saber que existe
Um ser tão mau, tão ruim,
Tu que eras
Um ombro para o meu sonho
Traíste o melhor que havia em mim
Ai como o tempo
Pôs neve nos teus cabelos
Ai como tempo
As nossas vidas desfez
Quem me dera
Ter outra vez desenganos
Ter outra vez vinte anos
Para te amar outra vez!
Ai quem me dera
Ter outra vez vinte anos
Ai como eu era
Como te amei, santo Deus!
Meus olhos
Pareciam dois franciscanos
À espera
Do sol que vinha dos teus
Beijos que eu dava
Ai como quem morde rosas
Quanto te esperava
Na viva que então vivi
Podiam acabar os horizontes
Podiam secar as fontes
Mas não vivia sem ti
Ai como é triste
De o dizer não me envergonho
Saber que existe
Um ser tão mau, tão ruim,
Tu que eras
Um ombro para o meu sonho
Traíste o melhor que havia em mim
Ai como o tempo
Pôs neve nos teus cabelos
Ai como tempo
As nossas vidas desfez
Quem me dera
Ter outra vez desenganos
Ter outra vez vinte anos
Para te amar outra vez!
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