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domingo, 2 de fevereiro de 2025

O nosso rio que já partiu

Tínhamos um rio que era só nosso, 
molhava teus pés que alvoroço, 
cresceu fugiu e foi pro mar, 
e nunca mais o pude alcançar. 

Esse rio era livre, feito calma, 
correndo a solta em minha alma, 
suas margens guardavam teu olhar, 
mas as águas levaram-no pro mar. 

O amor cantava no meu peito, 
agora o rio é mar, fora do leito,
levou o que perdi, o teu sorriso. 
deixando  a memoria desse riso 

O rio, em seu destino, se perdeu, 
no mar distante, e que era meu 
ficando só as margens, onde guardei. 
as saudades do amor, que eu te dei 

As águas partiram sem despedida, 
deixando um vazio em minha vida, 
levando contigo o que restou, 
ficando a lagrima, de quem amou. 


 Alfredo Marceneiro-Fado CUF

domingo, 5 de janeiro de 2014

Olhos esquivos

Além dum breve referência ainda não tinha trazido aqui um fado cantado ao estilo do fado Cuf de Alfredo Marceneiro, criado nos anos 30 do século passado quando Alfredo Marceneiro trabalhava nos estaleiros navais daquela empresa.

Para cantar um clássico só outro clássico do fado de novo aqui António Rocha neste fado cuja letra é de sua autoria


Não sabes quanto os teus olhos me intrigam,
Tão fugidios, pouco se deixam ver
Talvez tenhas receio que me digam,
O que não tens coragem de dizer.

Olhos que me pertubam os sentidos,
Cor da esperança que encheu meu coração,
Porque os trazes assim tão oprimidos,
Sempre escondidos, sempre olhando o chão

Afasta dos teus olhos a tristeza,
Deixa-os sorrir p’ra vida, que é tão breve,
Dá-me desses dois círios a beleza,
Para que minha cruz seja mais leve.

Olha-me bem de frente, com ternura,
Para que nos teus olhos possa ler,
Verdades que desejo com loucura,
E tu não tens coragem de dizer

(um abraço  a José Fernandes de Castro)