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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Ouvi dizer que me esqueceste


Ana Moura é uma das fadistas que mais gosto, já várias vezes exprimi o meu particular gosto pelas fadistas que acentuam o seu cantar, porque a voz isso lhes permite claro, nas tonalidades mais baixas

Julgo que essa tendência virá a acentuar-se mais com o passar dos anos o que me indica cada vez virei a  aprecia-la mais . Além disso no que o seu repertório é sempre adequado   às suas características o que nem sempre acontece, diga-se.

Que mais dizer agora ? Uma letra e música do Jorge Fernando é sempre um sinal de qualidade e bom gosto


Guitarra triste, ouvi dizer que me esqueceste
no teu gemido tão magoado
Guitarra triste, perdi a vez e tu perdeste
o céu oculto onde anoitece e nasce o fado

O meu peito se apequena como se a alma atormentada

entre as cordas vibrando se quisesse esconder
Fecho os olhos e triste sigo a voz desesperada
que como eu esta gritando toda a dor de viver

Guitarra triste, ouvi dizer que me esqueceste

no teu gemido tão magoado
Guitarra triste, perdi a vez e tu perdeste
o céu oculto onde anoitece e nasce o fado

Não vou crer repartir com mais ninguém a solidão

escondida de mim no teu triste trinado
o meu traído amor calou minha dor dessa traição
foi por isso que enfim nunca mais cantei fado

Guitarra triste, ouvi dizer que me esqueceste

no teu gemido tão magoado
Guitarra triste, perdi a vez e tu perdeste
o céu oculto onde anoitece e nasce o fado

Guitarra triste, perdi a vez e tu perdeste

o céu oculto onde anoitece e nasce o fado



sexta-feira, 10 de julho de 2015

Boa noite solidão

Tento não divulgar aqui o que habitualmente circula abundantemente pela net, eis a razão porque não tenho nada da Amália (por exemplo) porque quem a quer ouvir tem tudo por aí publicado. Hoje abro uma excepção por um dos fados mais ouvidos e que constatei agora que ando em arrumações , não ter aqui publicado . Claro que a autoria é do Jorge Fernando e normalmente (quase sempre) são sextilhas cantadas nas do Carlos da Maia. Aproveito esta ocasião de ter encontrado este fado cantado em fado cravo do Alfredo Marceneiro ( é para mim como já tenho dito juntamente com o fado Santa Luzia os meus favoritos), pela Maria da Nazaré , gosto mais desta opção

Boa-noite solidão,
Vi entrar pela janela,
O teu corpo de negrura,
Quero dar-me à tua mão,
Como a chama duma vela,
Dá a mão à noite escura.

Só tu sabes, solidão,
A angústia que traz a dor,  
Quando o amor a gente nega,

Como quem perde a razão,
Afogamos nosso amor, 
No orgulho que nos cega.

Os teus dedos, solidão,
Despenteiam a saudade,

Que ficou no lugar dela,
Espalhas saudades p'lo chão,
E contra a minha vontade, 

Lembras-me a vida com ela.

Com o coração na mão,
Vou pedir-te, sem fingir, 

Que não me fales mais dela,
Boa-noite solidão,
Agora quero dormir, 

Porque vou sonhar com ela.






terça-feira, 9 de outubro de 2012

Confessando

Após alguma ausência retomo mais uma época de publicação, com o mesmo amor ao fado de sempre.

Simbolicamente retomo com Fernando Maurício , com a mais lindo dos tradicionais o Fado Cravo, e uma letra de Jorge Fernando que fala sobre a presença eterna da nossa mãe, junto de nós, mesmo quando fisicamente nos deixa,





Esta carta minha mãe
É o espelho onde o teu filho
Se desnuda totalmente;
O fogo que o vinho tem
Acendeu este rastilho
E a coragem de ser gente

É por ela, sim confesso
Que de segundo a segundo

Bebo a febre de morrer,
Mas quando a vires, só te peço
Não lhe contes o meu mundo,
Não lhe dês esse prazer

Neste meu quarto isolado
O vinho que vou bebendo
A sua imagem retém,
Sobrevivo neste fado,
Muito embora eu a perdendo,
Continuo a ter-te mãe




A letra como acontece muitas vezes é uma referência que retirei do Fados do fado a quem como sempre agradeço realçando o grande trabalho em prol do fado

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Fado da herança

Por certo por ser muito antigo, há muitas coisas por responder na história do fado. Assim acontece com a música deste fado que aqui trago cantado por Filipa Cardoso uma estupenda fadista, do Alto do Pina em Lisboa, já com uma carreira interessante, mesmo com as pausas que decidiu passar

A outra interperete que aqui canta com ela não é preciso referir mais nada basta dizer que se trata de Argentina Santos que referirei aqui em breve

O mistério porém é o facto deste alexandrino da autoria de Jorge Fernando, que ela aqui canta, estar referência na música como o fado Pierrot de Alfredo Marceneiro, quando é a mesma música do seu menor em Versículo.

Sem dúvida que se trata da mesma música e o facto do próprio Alfredo Marceneiro ter cantado um fado a que chamou Pierrot com letra de Linhares Barbosa, em versículo, não justifica, quanto a mim, que se estabeleça confusão

Eis a letra que retirei do blog Fados do fado, a quem como sempre agradeço

Porque me toca tão fundo, a sua voz
Sem regresso, no meu peito ela se esconde
Como um pássaro de luz voando a sós
A pulsar dentro de mim, não sei bem onde

É um canto a revelar toda uma vida
Que a escolheu para lhe dar todas as dores
E a pele que se arrepia em mim vencida
Por lhe sentir a tristeza e os desamores

Como a alma transparece, de que lei
É refém a minha alma presa á sua
E sem querer chorar, tão triste chorei
Como a chuva sem pedir, molhando a rua

Fecha as mãos e no seu rosto tenso e sério
A expressão dum fado intenso, quase um medo
Meu anseio é desvendar o seu mistério
E saber da sua voz o seu segredo

Cantado por Argentina Santos

Se há segredo no meu canto, nem eu sei
Não te posso revelar, se não conheço
Sei que a vida me pesou, e pesou bem
E o cantar é o desabafo que mereço

De menina, guardo as fomes que passei
Das tristezas, não há nó que se desate
A cantar, toda uma vida me entreguei
E o fado é um coração que ainda bate

E um dia, quando o tempo me levar
Num destino que p'ra todos está guardado
Deixarei, p'ra quem gostar do meu cantar
Toda a gratidão do meu ultimo fado


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Lamento sem abrigo

Uma palavra Jorge Fernando no seu melhor. Como é seu hábito, autor de letra e de música e a presença duma voz maravilhosa, isto chama-se o pleno dum grande artista.

Esta fado está inserido num CD chamado Vidas

Quando a noite promete lançar-me na senda do frío
Quando a chuva se atreve no rosto gelado e cansado
E a névoa da montra reflecte meu olhar vazio
Porque a olho e não vejo senão o rosto do pecado

Quando a calça molhado pela água que o vento me atira
E o corpo reclama a atenção que o pensamento nega
É que eu sinto que às vezes a alma de mim se retira
E suspensa só espera um sinal para a última entrega

Quando o asfalto molhado recusa o descanso breve
E o cansaço me toma nos braços das sombras que assomem
A criança que fui volta a mim, e os sonhos que teve,
São a voz do menino que pede,não queiras ser homem

Quando a angústia gastar o meu tempo e minha coragem
De não querer nem sequer resistir ao caminho traçado,
Não há chuva, nem vento, nem frio que me impeça a viagem
E eu serei apenas a lembrança de um triste pecado

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Negro Xaile


Volto a falar de António Pelarigo esse fadista ribatejano de eleição, que para muitos permanece incógnito, injustamente incógnito, mas insisto que a sua qualidade, merece muito mais

Este fado tem a assinatura de Jorge Fernando na letra e na música

Põe o negro xaile
solto nos teus ombros
Quero ouvir cantar
Porque em minhas mãos
há uma guitarra
Pronta p'ra trinar

Estranhas ouvir o meu fado
falar de saudade
E dizes que é triste demais
para a minha idade
Mas sei que é o meu destino
cantar nosso fado
Que já minha alma invade

Por isso

Põe o negro xaile
solto nos teus ombros
Quero ouvir cantar
Porque em minhas mãos
há uma guitarra
Pronta p'ra trinar

Em sonhos ouvi uma voz
sussurrar-me o fado
Timbrada, dizia-me assim
vou estar a teu lado
Então pensei que essa voz
fosse a minha alma
Ou a voz do próprio fado

E então

Põe o negro xaile
solto nos teus ombros
Quero ouvir cantar
Porque em minhas mãos
há uma guitarra
Pronta p'ra trinar


terça-feira, 29 de junho de 2010

Morrer-me devagar


Este fado é do trabalho do Jorge Fernando chamado Vida

Vida” é uma colecção de 16 retratos musicais e poéticos sobre o espírito dos dias. “Sobre o amor, visto como sexo ou como o ultimo refúgio maternal (conforme, por exemplo Morrer-me Devagar e Colo de Mãe, respectivamente) ou sobre o olhar indignado de quem vê o abandono dos que nasceram do lado incerto da vida (Fado da Triste Stripper, Bela Adormecida)”, como descreve, em comunicado, a editora discográfica Farol Música.


Letra de Jorge Fernando música de Miguel Ramos no Fado Alberto


Cruza-se o olhar e cai o céu
Na esfera circundante, do olhar
Sem distinguir o meu olhar do teu
Recuso nossos olhos descruzar

E as mãos, que do meu corpo se distinguem
Apenas p’la suave cor da tez
Pedem aos meus dedos que se vinguem
No deslumbre e no risco da avidez

Assim, eu me harmonizo no confronto
Das ancas, num intenso compassar
E quando meu amor me sentir pronto
Dentro em ti, vou morrer-me devagar


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Tantos fados deu-me a vida

José Matoso um fadista de Lisboa, mais um que aqui apresento, vencedor duma grande noite do Fado, a dele foi no ano 2000.

Não sei onde ele canta ou se quer se tem sítio fixo para o fazer. Lembro-me dele ave de arribação, passar por vários locais em Lisboa onde se cantava o fado, para o táxi onde ganhava a vida, cantar os seus fadinho com a o amor que se sentia em cada fala e arrancar, para continuar o trabalho.

É assim a vida de grandes talentos do fado

Aqui canta este fado com letra e música de Jorge Fernando.


Eu fui a voz,
aquela voz dolorida
Cantando a sós
com a solidão da vida,
Mas sei que em mim,
Há um laço transparente,
Que é um generoso abraço
Entre mim e a minha gente.

Tantos fados deu-me a vida,
E eu dei-me todo ao fado,
Em cada noite perdida,
Entre um verso e uma bebida,
Em mil fados fui escutado,
Cantei os sonhos frustrados
Dos poetas sonhadores,
Dei a voz a tristes fados
E ao cantar de olhos cerrados,
Vi mais perto as suas dores.

Eu fui o sal
de tanta lágrima triste
O vendaval que se amaina
e logo insiste,
Mas sei que em mim
Houve sempre á flor da voz
Um fado triste e dolente
Que é o fado que há em nós





segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Só mais um fado

Não me engano se afirmar que não há fadista no activo, que não cante pelo menos um fado de Jorge Fernando e isto diz tudo dobre a sua qualidade com poeta do fado. Acrescentando a esse dom, que já não era pequeno, junte-se lhe esta voz maravilhosa, este frasear claro e sem repelões desnecessários, nem exibicionismos estilosos e temos Jorge Fernando.

Normalmente também compõe música para as suas letras mas desta vez meteu o seu poema em cima da música do fado Zeca de Amadeu Ramim.

Este fado está incluso no seu último trabalho de 2009 que chamou de Vidas, onde canta esse tema que deu nome ao álbum por duas vezes em dueto com a grande Amália , mas também com a fabulosa miúda Fábia Rebordão, que ele ouviu, tal como eu dar os primeiros passos como fadista, nos Ferreiras em Lisboa.

Um abraço Jorge e venha mais disto, o Fado espera-o sempre

O frio da noite andou pla minha mão
num rodopio de estrela e luar
doeu-me mais o frio da solidão
que a mão teimosamente a querer gelar.

Em mim, coube-me apenas por memória,
as dádivas do amor que me trouxeste,
sou livro que suspenso ao fim da história,
espera o final, que ainda não escreveste.

Quedei-me algures cansado dos meus passos,
de tentar perseguir o pensamento,
os laços entre nós ficaram lassos
frouxos como o meu próprio lamento.

Dá-me pois a ilusão duma só hora
dum final suspenso e adiado
para se acalmar o frio que me devora,
preciso de te ouvir só mais um fado.


segunda-feira, 5 de maio de 2008

Esta noite não

Este fado na voz da Fernando Maurício, tem letra de Jorge Fernando e música no tradicional Fado amora de Joaquim Campos da Silva

Amanhã quando acordar
Poderei, ser coisa pouca
Ou talvez, traço de boca
Ainda por desenhar

Ser algo entre os escolhos
Que se procura salvar
Ou então ser dos teus olhos
Um jeito triste de olhar

Poderei ser folha morta
Sem nunca tombar ao chão
Ou trinco velho de porta
Que só abre à tua mão

Poderei ser a razão
Dum poema feito a esmo
Porém esta noite não
Porque ainda sou o mesmo




sábado, 26 de abril de 2008

Estrela que se apaga

Aqui de novo e não será última por certo, Fernando Maurício cantando uma letra de Jorge Fernando sobre música do Fado Alvito de Jaime Santos

Este fado foi editado em 1991 pela Movieplay num trabalho que tem por título O Fado

Tenho as estrelas por telha
O meu tecto um velho barco
Por paredes a maresia

Espreita-me o arco-da-velha
Como se a velha e o arco
Me fizessem companhia


O corpo já não reclama
Os colchões de pedra dura
A que está habituado

Mas por dentro há uma chama
Que arde viva e segura
No meu sangue revoltado

Quando chega o vento aflito
Contra os vidros da janela
Do quarto que não conheço

Sopro para o infinito
Apago a última estrela
Logo depois adormeço



terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Chuva

Ele canta é o autor da letra e também da música desta "Chuva".

Falo de Jorge Fernando, pode não ser para muitos a actual melhor voz do fado, mas duvido que não se reconheça ser uma das mais lindas.

A sua extraordinária produção na poética para fado, também o coloca na frente ao pé dos maiores. Haverá algum interprete que não cante pelo menos um tema de Jorge Fernando ? Duvido.

Aqui a interpretação deste seu fado fica a cargo de Mariza, um nome que ganha cada vez mais força em Portugal e no estrangeiro



As coisas vulgares que há na vida
não deixam saudades
só as lembranças que doem
ou fazem sorrir
Há gente que fica na Historia
da historia da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
aquelas que tive contigo
e acabei por perder

há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
náo posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
gelado e cansado
as ruas que a cidade tinha
já eu percorrera
Ai.. meu choro de moça perdida
gritando a cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

a chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
e eis que ela bate no vidro
trazendo a saudade


quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Estrela divina

Continuando com António Pelarigo agora cantando uma letra de Jorge Fernando, uns dos artista de facto, vivo, mais completo.

Jorge Fernando, Junta à sua maravilhosa voz a sua qualidade de músico interprete e criativo, quer de músicas quer de letras.

Neste caso a voz é de Pelarigo.


Um dia foste mãe oh minha mãe
Um dia foste Deus deste-me vida
E a flor da vida que este mundo tem
Sorriu-te natureza agradecida
Um dia foste mãe oh minha mãe

Talvez por esse dia ser diferente
Havia em teu olhos duas estrelas
A iluminar meu corpo ternamente
Jurando serem minhas sentinelas
Talvez por esse dia ser diferente


Como a virgem guiou Jesus de Belém
Guiaste tu meus passos de menino
Mostraste-me o caminho para o bem
Foste o meu farol estrela divina
Como a virgem guiou Jesus de Belém