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sábado, 6 de março de 2010

Fado da despedida

Nasceu em Lisboa em 1922 e faleceu em 1995

Foi um fadista castiço que tinha por ofício sapateiro até 1951 quando se profissionalizou, estreando-se no Tipóia. Tardiamente já que cantava desde os 10 anos.

Manuel de Almeida gravou relativamente poucos discos, pois a maior parte da sua carreira foi feita nos retiros e casas de fado lisboetas, às quais se mantinha invulgarmente fiel, doze anos na Tipóia, onze no Lisboa à Noite, e dezasseis no Forte D. Rodrigo.

Assim que o barco partir
rogando a Deus vou pedir
que te dê felicidade
que te dê boa viagem
e a mim me dê coragem
para suportar a saudade

Se não for à despedida,
a razão ó minha querida ,
é fácil de adivinhar,
é que a saudade é medonha,
e depois tenho vergonha,
que alguém me veja chorar,

Se acaso um dia voltares,
feliz e não me encontrares,
se ouvires dizer que morri,
foi de saudades não nego,
ou então devo estar cego,
de tanto chorar por ti.




segunda-feira, 14 de abril de 2008

Quando voltares

Manuel de Almeida foi um grande nome do fado, Dizer-se foi aqui apenas significa que já não está entre nós, porque continuará sendo sempre um grande fadista.

Este fado tem letra de Artur Ribeiro e música de Jorge Fontes


Quando me lembro criança,
da nossa vida passada,

eu peço a Deus que te traga

de novo ao nosso abraço,

para num beijo fremente
cheio de amor e perdão,
poder matar as saudades,
que trago no coração
.

Quando voltares
,
de viver sem mim
cansada,
saudosa
e já convencida
.
do que a vida se resume

vais encontrar
,
a minha porta fechada
, e
a tua chave escondida

no cantinho do costume
,

Vais encontra no jardim,

as rosas do teu agrado,
pus os teus cravos vermelhos ,

no nosso quarto enfeitado
.
e na tua travesseira

vazia ao lado da minha

vais ver as marcas do pranto
que chorei à noitinha