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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A Lucinda camareira

Este fado é um clássico, criado por Fernando Maurício. mas que é muitas vezes cantado ao despique no fado bailarico de Alfredo Marceneiro. Quantas vezes o ouvi cantar, com este dois que aqui o interpretam ou ainda em quarteto com o Ricardo Ribeiro ou o Vitor Miranda, todos e o mestre que com a sua modéstia sempre os acarinhou, Muita saudade desse tempo

Fica aqui esta letra de Henrique Rego, nas vozes de Pedro Galveias e Diogo Rocha (por ordem de entrada em cena para quem não reconheça as suas vozes)


A Lucinda camareira
Era a moça mais ladina
Mais formosa, mais brejeira
Do café da Marcelina

De maneira graciosa / Sobre um lindo penteado
Trazia sempre uma rosa / Cor de rosa avermelhado
Eu vivi enfeitiçado / Por aquela feiticeira
Que airosamente ligeira / Servia de mesa em mesa
Tinha feições de princesa / A Lucinda camareira

Primando pela brancura / O seu avental de folhos
Realçava-lhe a negrura / Encantadora dos olhos;
Nem desgostos nem abrolhos / Sofrera desde menina
Que apesar de libertina / Orgulhosa e perturbante;
No velho café cantante / Era a moça mais ladina

Os marialvas em tipóias / Iam da baixa num salto
Ver a mais linda das jóias / Aos cafés do Bairro Alto;
A camareira que exalta / De tão singular maneira
Era amada pela cegueira / Que a palavra amor requer
Para mim era a mulher / Mais formosa e mais brejeira

Certa noite de fim d’ano / Em que certo cantador
Cantava ao som do piano / Cantigas feitas de amor
Um cigano alquilador / De têz bronzeada e fina
Por afortunada sina / A Lucinda conquistou
E para sempre a levou / Do café da Marcelina

A letra foi retirada do blog Fados do fado



en um filme que retirei da net o mesmo fado cantado por Pedro Galveias e Ricardo Ribeiro

sábado, 16 de janeiro de 2010

Chegou o fim

Pedro Galveias é mais um nome que aqui trago, vencedor da Grande Noite do Fado de Lisboa em 1995 no mesmo ano em que Ana Maurício ganhou em femininos. Ela "alinhando" pelo Mouraria ele pelo Clube Futebol Varejense (o meu querido Varejense).


Letra de António Rocha música de Júlio Proença-Fado Proença

Não volto mais, podes crer,
ao cais onde um dia fui,
para me despedir de ti.
Já me cansei de sofrer
és dor que já não me dói,
és passado que esqueci

Quando partiste deixaste,
uma promessa a meu lado,
que dizia que voltavas,
e nem sequer reparaste,
que também tinhas deixado
saudades que não levavas.

Fui dizer-te adeus ao cais
depois sonhei que voltavas,
voltei ao cais da partida,
ma tu não voltaste mais,
e assim cada vez ficavas,
mais longe da minha vida.

E vi por ti a verdade
hoje no meu coração,
já não mora o desespero.
vivi tanto com a saudade,
que lhe ganhei afeição,
e agora já não te quero.