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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Cálice de perdão

Muitas vezes por razões que nada têm que ver com a sua qualidade como fadista, ouço pessoas denegrir Gonçalo Salgueiro, que talvez por isso tarde em afirmar-se como um valor indiscutível do fado. Porém quando se ouve Gonçalo Salgueiro ou quando se tem o prazer de o ouvir cantar ao vivo, não pode deixar de ser contagiado, pela sua voz mas sobretudo pela alma pela emoção, com que interpreta, cada fado do seu repertório.

Este fado para a música do fado Acácio é de sua autoria

Minha dor é um convento
cheia de sombras por dentro,
onde o sol não quer entrar,
sombras são feitas de ti,
silhuetas que esculpi,
sem a luz do teu olhar.

As paredes frias nuas,
escondem saudades tuas,
que o luar me veio mostrar,
no templo és oração,
o meu cálice de perdão,
por viver só para te amar.

Passam noites passam dias
que nos dobram agonias,
que o vento vem por mim,
neste convento onde moro
rezo canto grito e choro,
ninguém sabe que é por ti.



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Disse-te adeus e morri

Gosto de ouvir cantar Gonçalo Salgueiro, embora reconheça que ainda tem caminho para trilhar.

Este fado foi popularizado pela grande Amália e qualquer fadista prescisa de ser arrojado, para cantar fados que ela interpretou. Gonçalo fê-lo imprimindo-lhe o seu estilo muito pessoal e a sua forma de interpretar vinda de dentro.

Realço mais uma vez que as letras de Vasco de Lima Couto, são do melhor que a história do fado tem para contar


Letra de Vasco de Lima Couto música de José António Sabrosa

Disse-te adeus e morri
E o cais vazio de ti
Aceitou novas marés.
Gritos de búzios perdidos,
O varão dos meus sentidos,
A gaivota que tu és.

Gaivota d’asas coradas,
Que não sentes madrugadas
E acorda à noite a chorar.
Gaivota que faz o ninho
Porque perdeu o caminho
Onde aprendeu a sonhar.

Preso no ventre do mar
O meu triste respirar
Sofre a invenção das horas.
Pois, na ausência que deixaste,
Meu amor, como ficaste?
Meu amor, como demora!



Para ver clicar >>>>>>>>>>>>>> aqui