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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Traz até mim

Para esta música de Fernando de Freitas do fado Noquinhas, uma letra em quadras de 12 silabas (alexandrinos) da autoria de Paco Gonzalez, que aqui abriu uma excepção, atendendo a que normalmente musica os seus próprios poemas.

Para cantar este fado trago de novo aqui José Manuel de Castro, um grande fadista de Lisboa.

Traz até junto a mim, os sonhos irreais
De ninfas e castelos perdidos no além,
O crepitar da chama, o verde da verdura,
O riso da criança traz até junto a mim.

Se podes traz também, vendavais de alegria,
Tufões de felicidade, o azul do firmamento,
A brancura da espuma, o sabor da verdade,
Para embelezar a hora, do meu primeiro encontro,

Despido da matéria, voando livremente,
Irei á entrevista, para receber de ti,
Bálsamo para o sofrimento, fragmentos de luar
Na vasta imensidão do teu profundo olhar


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Quando partiste

José Manuel de Castro Gomes, nasceu em Lisboa

Com 18 anos gravou o primeiro disco com a colaboração de Jorge Fontes, com temas deste e de Matos Maia

Foi participante em várias Grandes Noites de Fado no Coliseu dos Recreios em Lisboa.

Sem nenhuma experiência… foi Fernando Maurício a ser dos primeiros fadistas que acompanhou numa casa de nome “Os Ferreiras” situada na Rua de S. Lázaro, em Lisboa.( a grande escola do fado de Lisboa nesse tempo do Maurício)

Hà cerca de 8 anos é guitarrista privativo na “Tasca do Chico”, na Rua do Diário de Notícias, no Bairro Alto.

Agradeço o trabalho do blog Gente do fado que recomendo

Letra e música de Paco Gonzalez

Quando partiste
foram contigo os meus desejos
Quando partiste
foram contigo os meus abraços,
vivo agora
a mendigar teus falso beijos,
ouvindo os risos
que tu dás aos meus fracassos

Quando partiste
nunca supus que à despedida
ia contigo naufragar
a minha vida

Não te posso censurar
sei bem
podes dar a quem quiseres
calor
mas se um dia tu ouvires,
alguém
louco por ti chamar
amor
sou eu sou eu sou eu
que nunca te esqueci
e sei amor, meu bem
que te perdi

Quando partiste
julguei vencer o desespero
quando partiste
julguei vencer a solidão,
menti menti
para não cantar o que te quero
mas já sem forças
o meu pobre coração

pus me a chorar
pus me a gritar
que na vercade
é tão cuel
a voz amiga da saudade




Caso não consiga ver o clip clicar >>>>>>>>>>> aqui