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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Rouxinol da Ribeira



No dia 8 de Maio, Sérgio Nunes o promissor fadista algarvio falecido há 11 anos, faria 30 anos, tendo acontecido em Portimão uma festa, organizada pelos seus pais, para recordar a sua carreira.

Muito amigos e familiares estiveram presentes, tendo sido possível recordá-lo através da passagem dalgumas das suas interpretações que correm na internet, como a que aqui apresento e que é quanto a mim um dos seus fados mais bem cantados. Uma curiosidade foi o facto de alguns dos participantes nos vídeos apresentados, tenham estado presentes na referida festa.

Ouvimos cantar a jovem fadista Adriana Marques (na foto), amiga de infância de Sérgio Nunes com a sua belíssima voz e sua simpática presença, mas também não deixo de destacar a forma como dialoga com o público, não se esquecendo de anunciar os nomes dos autores dos fados que vai interpretar. Em breve trarei aqui algo por si interpretado.

Também esteve presente a veterana Helena de Castro, uma das minhas fadistas preferidas e que me habituei a gostar de ouvir cantar, desde que há muito anos já, a ouvi cantar no cantinho dos Ferreiras em Lisboa, sob a direcção artística do grande Fernando Maurício.

Na referida festa ambas foram acompanhadas por Ricardo Martins na guitarra portuguesa (uma enorme revelação ) e Aníbal Vinhas na viola.

Eis então a interpretação do Rouxinol da Ribeira uma letra de Januário Pereira cantado sobre a música das sextilhas de Pedro Rodrigues, por Sérgio Nunes.



quinta-feira, 22 de maio de 2008

Rouxinol da Ribeira

Volto a um dos meus fadistas preferidos António Pelarigo, um grande fadista do Ribatejo, que nunca tive o prazer de ouvir cantar ao vivo.

Aqui canta um fado de Januário Pereira e música de Pedro Rodrigues-Sextilhas

Mal o dia amanhecendo
ia a Ribeira se enchendo
de gritos e de pregões
e o peixe desembarcado
é na lota apregoado
no meio de palavrões

Há muito que ali vendia
toda a gente a conhecia
a Gracinda vendedeira
dava gosto ouvir cantar
e eu sempre lhe ouvi chamar
o Rouxinol da Ribeira


Sua filha ainda garota
tão traquina tão marota
a pequena Manuela
certo dia se afastou
e junto ao Tejo brincou
que ninguém mais soube dela

Hoje de negro vestida
chorando a filha perdida
com dor sincera e verdadeira
ao mercado já tornou
mas a cantar não voltou
o Rouxinol da Ribeira