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sábado, 15 de fevereiro de 2025

*Na urgência do teu amor

Sinto em mim a  urgência, desse amor, 
como o sol anseia , plo amanhecer. 
eterna chama que arde , com fulgor, 
um desejo que não cessa, de crescer. 

Da urgência de te amar, sou cativo,
refém de um sentimento, que domina, 
razão do meu viver ,és o motivo, 
que faz com que a vida, se ilumina. 

Tenho sede desse olhar, que ilumina, 
nos teus olhos vejo o mundo, por inteiro 
como inteiro é o amor, que não termina,  
este amor que me mantem, prisioneiro 

Vem pois meu    amor, sem hesitar, 
que esta urgência de amor, é poesia, 
juntos na  louca dança, de te amar, 
seremos sempre uma eterna melodia

 Alfredo Marceneiro-Versículo

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Vem amor

Vem amor eu tenho fome/ do teu ser 
tenho fome de viver /sem te perder 
se eu viver eternamente /nos teus braços 
eternamente até morrer nos teus abraços 

Vem amor eu tenho sede / desse enleio 
tenho sede desses beijos/ porque anseio 
desses beijos boca linda/ apaixonada 
boca linda ó doce encanto / minha amada 

Vem amor eu tenho sede /de viver 
tenho sede de beber ,/ e me envolver 
de beber na boca doce /dos teus lábios 
boca doce pra viver/ encantos vários 

Vem meu amor mergulha / em meu viver, 
Mergulha em meu viver,/ faz renascer 
Viver só do teu abraço /enlouquecendo, 
Abraço em doce enleio/ acontecendo 

Alfredo Marceneiro-Versículo
  Por não ter encontrado nenhuma versão apenas musical deste fado publico este cantado por Diana Vilarinho

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Fado da herança

Por certo por ser muito antigo, há muitas coisas por responder na história do fado. Assim acontece com a música deste fado que aqui trago cantado por Filipa Cardoso uma estupenda fadista, do Alto do Pina em Lisboa, já com uma carreira interessante, mesmo com as pausas que decidiu passar

A outra interperete que aqui canta com ela não é preciso referir mais nada basta dizer que se trata de Argentina Santos que referirei aqui em breve

O mistério porém é o facto deste alexandrino da autoria de Jorge Fernando, que ela aqui canta, estar referência na música como o fado Pierrot de Alfredo Marceneiro, quando é a mesma música do seu menor em Versículo.

Sem dúvida que se trata da mesma música e o facto do próprio Alfredo Marceneiro ter cantado um fado a que chamou Pierrot com letra de Linhares Barbosa, em versículo, não justifica, quanto a mim, que se estabeleça confusão

Eis a letra que retirei do blog Fados do fado, a quem como sempre agradeço

Porque me toca tão fundo, a sua voz
Sem regresso, no meu peito ela se esconde
Como um pássaro de luz voando a sós
A pulsar dentro de mim, não sei bem onde

É um canto a revelar toda uma vida
Que a escolheu para lhe dar todas as dores
E a pele que se arrepia em mim vencida
Por lhe sentir a tristeza e os desamores

Como a alma transparece, de que lei
É refém a minha alma presa á sua
E sem querer chorar, tão triste chorei
Como a chuva sem pedir, molhando a rua

Fecha as mãos e no seu rosto tenso e sério
A expressão dum fado intenso, quase um medo
Meu anseio é desvendar o seu mistério
E saber da sua voz o seu segredo

Cantado por Argentina Santos

Se há segredo no meu canto, nem eu sei
Não te posso revelar, se não conheço
Sei que a vida me pesou, e pesou bem
E o cantar é o desabafo que mereço

De menina, guardo as fomes que passei
Das tristezas, não há nó que se desate
A cantar, toda uma vida me entreguei
E o fado é um coração que ainda bate

E um dia, quando o tempo me levar
Num destino que p'ra todos está guardado
Deixarei, p'ra quem gostar do meu cantar
Toda a gratidão do meu ultimo fado


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A lua e o corpo

Chico Madureira é considerado no meio fadista como um dos mais importantes intérpretes da sua geração e ao mesmo tempo um mestre e uma grande referência para os mais novos.
Assim se escreveu sobre ele no blog fado.com

Subscrevo essa afirmação como se pode comprovar pela audição deste fado de Rui Manuel sobre o Versículo de Alfredo Marceneiro.

A opção para contacto com Chico Madureira será (julgo eu )

OCARINA
R. Quinta De Santa Marta, 2 L - 1495-171 ALGÉS
Tel. 214 121 136 • Tlm. 969 002 573 • Fax. 214 121 140
www.ocarina-music.pt • ocarina@ocarina-music.pt • ocarina@ocarina-music.pt

Eis que a lua devagar te vai despindo
Atrevendo uma carícia em cada gesto,
De igual modo é que a nudez te vai vestindo
E o teu corpo condescende sem protesto.


Mal os ombros se desnudam, surge o peito
Logo o ventre no desenho da cintura
Cada músculo detém o mais perfeito

Movimento, em sincronia com a ternura

Já as ancas se arredondam e projectam

Sobre as coxas, sobre os vales, sobre os montes

Onde as vidas, noutras vidas se completam

Quando o tempo é um sorriso, ou uma fonte


Fica a roupa amontoada junto aos pés

Quer dos teus, quer dos da cama que sou eu

Estendo a mão, apago a lua, que a nudez
Do teu corpo, fica acesa, sobre o meu