Hélder Moutinho um dos irmãos Moutinho, uma família de homens do fado, acumula com poemas de grande qualidade, que já aqui trouxe, relembrando um que gosto particularmente A balada do sol errada. Desta vez é Ricardo Ribeiro que aqui canta Grande amor para o fado zeca de Amadeu Ramin
De Ricardo Ribeiro, pouco posso acrescentar, é só um dos maiores interpretes do nosso fado e com o seu grande mestre Fernando Maurício, aprendeu e tenho a certeza vai guardar em toda a sua vida a enorme modéstia de se considerar sempre a aprender e a amar o seu público e nunca perder de vista a dicção e a respeitar a pontuação de cada poema, para que apareça "limpo e claro" aos ouvidos de quem o ouve.
Hoje domina por completo a sua potente voz, sabendo que cantar o fado não é gritar, o melhor fadista não é o que rebenta os tímpanos de quem o ouve, mas aquele que sabe tocar na nossa alma e para isso acontecer têm que empenhar a sua
Vem ver o sol nascer, no meu olhar,
Com raios de ilusão, no meu presente,
E deixa o teu passado, naufragar,
No mar do meu futuro, eternamente
Apaga do meu triste, pensamento
As minhas noites frias, sem te ver
E traz-me a primavera, em vez do vento
Que vou voltar á vida, p'ra viver
Há quanto tempo fomos, tão amantes
P'ra inundar o sonho, destruído
Vivemos nossas vidas, tão distantes
Que o nosso amor viveu, quase perdido
Mas já não há mais tempo, p'ra chorar
E ambos somos livres, novamente
É hora de voltarmos, a cantar
O nosso grande amor, a toda a gente
Este blogue é o local onde guardo os meus poemas para serem cantados e também uma homenagem a todos os que amam o FADO.
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quarta-feira, 6 de junho de 2012
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Fado refúgio
Ainda se ouve por ai muita gente referir-se a Helder Moutinho, como o irmão do Camané, é tempo de acabar com essa injustiça, para com um fadista como ele e mais do que isso, um cada vez mais afirmado senhor do fado, um poeta de alta qualidade.
Este refúgio é apenas um exemplo
Agradeço o magnífico grafismo de Vitaskaly, a quem delicadamente roubei este trabalho
Para ouvir clicar >>>>>>>>>>>>>> aqui
Este refúgio é apenas um exemplo
Agradeço o magnífico grafismo de Vitaskaly, a quem delicadamente roubei este trabalho
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quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Balada do sol errado
Miguel Ramos é um jovem fadista, vencedor duma grande noite do Fado em Lisboa.
Herdeiro dum grande nome o viola Miguel Ramos já falecido. também ele toca acompanhando outros fadistas.
Este fado é uma letra linda de Helder Moutinho, sobre o fado Súplica de Armando Machado
Adeus ó meu amor minha aventura
de ar sereno ao vento e brusco ao mar
Adeus minha ilusão que não tem cura
adeus amor que não te posso amar
Adeus ó rio que nasce á noitinha
e desces de mansinho as madrugadas
quem dera que essa noite fosse minha
adeus ó meu amor de águas paradas
Mas se algum dia à luz de um sol errado
brilhar na tua praia adormecida
eu voltarei ao som deste meu fado
e cantarei bom dia a toda a vida
Agora vem dormir na calmaria
deste teu rio sem rumo e sem vontade
talvez um dia amor talvez um dia
me acordes noutro rio de liberdade
Herdeiro dum grande nome o viola Miguel Ramos já falecido. também ele toca acompanhando outros fadistas.
Este fado é uma letra linda de Helder Moutinho, sobre o fado Súplica de Armando Machado
Adeus ó meu amor minha aventura
de ar sereno ao vento e brusco ao mar
Adeus minha ilusão que não tem cura
adeus amor que não te posso amar
Adeus ó rio que nasce á noitinha
e desces de mansinho as madrugadas
quem dera que essa noite fosse minha
adeus ó meu amor de águas paradas
Mas se algum dia à luz de um sol errado
brilhar na tua praia adormecida
eu voltarei ao som deste meu fado
e cantarei bom dia a toda a vida
Agora vem dormir na calmaria
deste teu rio sem rumo e sem vontade
talvez um dia amor talvez um dia
me acordes noutro rio de liberdade
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