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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Grande amor

Hélder Moutinho um dos irmãos Moutinho, uma família de homens do fado, acumula com poemas de grande qualidade, que já aqui trouxe, relembrando um que gosto particularmente A balada do sol errada. Desta vez é Ricardo Ribeiro que aqui canta Grande amor para o fado zeca de Amadeu Ramin

De Ricardo Ribeiro, pouco posso acrescentar, é só um dos maiores interpretes do nosso fado e com o seu grande mestre Fernando Maurício, aprendeu e tenho a certeza vai guardar em toda a sua vida a enorme modéstia de se considerar sempre a aprender e a amar o seu público e nunca perder de vista a dicção e a respeitar a pontuação de cada poema, para que apareça "limpo e claro" aos ouvidos de quem o ouve.

Hoje domina por completo a sua potente voz, sabendo que cantar o fado não é gritar, o melhor fadista não é o que rebenta os tímpanos de quem o ouve, mas aquele que sabe tocar na nossa alma e para isso acontecer têm que empenhar a sua

Vem ver o sol nascer, no meu olhar,
Com raios de ilusão, no meu presente,
E deixa o teu passado, naufragar,
No mar do meu futuro, eternamente

Apaga do meu triste, pensamento
As minhas noites frias, sem te ver
E traz-me a primavera, em vez do vento
Que vou voltar á vida, p'ra viver

Há quanto tempo fomos, tão amantes
P'ra inundar o sonho, destruído
Vivemos nossas vidas, tão distantes
Que o nosso amor viveu, quase perdido

Mas já não há mais tempo, p'ra chorar
E ambos somos livres, novamente
É hora de voltarmos, a cantar
O nosso grande amor, a toda a gente



quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Fado refúgio

Ainda se ouve por ai muita gente referir-se a Helder Moutinho, como o irmão do Camané, é tempo de acabar com essa injustiça, para com um fadista como ele e mais do que isso, um cada vez mais afirmado senhor do fado, um poeta de alta qualidade.

Este refúgio é apenas um exemplo

Agradeço o magnífico grafismo de Vitaskaly, a quem delicadamente roubei este trabalho


Para ouvir clicar >>>>>>>>>>>>>> aqui

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Balada do sol errado

Miguel Ramos é um jovem fadista, vencedor duma grande noite do Fado em Lisboa.

Herdeiro dum grande nome o viola Miguel Ramos já falecido. também ele toca acompanhando outros fadistas.

Este fado é uma letra linda de Helder Moutinho, sobre o fado Súplica de Armando Machado

Adeus ó meu amor minha aventura
de ar sereno ao vento e brusco ao mar
Adeus minha ilusão que não tem cura
adeus amor que não te posso amar

Adeus ó rio que nasce á noitinha
e desces de mansinho as madrugadas
quem dera que essa noite fosse minha
adeus ó meu amor de águas paradas

Mas se algum dia à luz de um sol errado
brilhar na tua praia adormecida
eu voltarei ao som deste meu fado
e cantarei bom dia a toda a vida

Agora vem dormir na calmaria
deste teu rio sem rumo e sem vontade
talvez um dia amor talvez um dia
me acordes noutro rio de liberdade