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sábado, 1 de fevereiro de 2025

*Quero ser tudo


Quero ser tudo em ti, vida e ternura, 
uma luz suave em noite escura,. 
nas asas do tempo, ir sem medida, 
desbravando o caminho, unindo a vida. 

Quero ser tudo, em cada estação, 
na primavera,  inverno ou no verão. 
se o tempo ousar tentar nos separar, 
não haverá mais vida a recordar. 

Quero ser o silêncio que te embala, 
e a voz que no teu peito, sempre fala,. 
no tempo eterno, sem medo ou prisão, 
ser o amor que vive em tua mão. 

Quero ser tudo, em tempo de ternura, 
no teu sorriso encontro, a ventura,. 
ser tua força, o porto mais seguro, 
e nos teus braços, desejar futuro. 

Quero ser a luz que te guia, 
e à noite ser  fado, feito carícia. 
a dança eterna, não terá mais fim, 
ser o poema escrito em ti e em mim.


  Miguel Ramos-fado margaridas

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Teu cheiro


Helena de Castro, uma fadista da  Mouraria, que já aqui foi referida algumas vezes, pode acrescentar à sua carreira que passou, por grandes casas de fado, hotéis e teatro de revista, a faceta de poetisa, como é o caso deste poema por si interpretado, para a música do fado margaridas de Miguel Ramos.

Quem quiser visitar o seu cantinho no FB, encontrará por lá outros poemas e outros fados que o seu talento e a sua extraordinária voz, valorizam 


Guardo em mim, o cheiro do teu amor,
cobrindo o meu corpo, como lençóis,
cheira a pinho, tem  perfume de flor,
de verdes campos, beijados plo Sol

Molha meu corpo, com tuas marés,
nelas, tens o cheiro a maresia
então, envolta nessa magia,
deixa, que adormeça a teus pés,

Se partes, fica esse teu odor,
penso, que ainda estás comigo,
A mistura do cheiro, é melhor 
quando faço e quero amor contigo

Meu amor é só no Paraíso,
que me encontro, e me dou assim,
para ser tua, nada mais preciso,
que teu cheiro, guardado em mim.


Na guitarrada de hoje trago aqui na guitarra Ricardo Martins e na viola Aníbal Vinhas interpretando o Vira de Frielas

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Espera

Em verdade se diga que Pedro Homem de Melo já morreu há 26 anos sendo também verdade que não é suficientemente lembrada a sua qualidade de poeta e devidamente identificado e divulgada a sua acção em prole da cultura popular, que ele conheceu profundamente.

O fado e os que o amam, contudo não o esquecem, imensas são as suas letras, que, aposto , não há fadista que não o cante. Esta é menos conhecida mas nem por isso menos bela.

Do magnifico trabalho de Paulo Penim de 2003,( para quando outro trabalho com a qualidade daquele álbum a que chamou Os nomes do amor ?), este fado uma letra dele de 1952, mas que demonstra bem a intemporalidade da poesia.

A música é do fado Margaridas de Miguel Ramos, um tradicional para decassílabos

Quando virás na vaga proibida
com maresia e vento ao abandono
pôr nos meus lábios um sinal de vida
onde haja apenas pétalas e sono

Com teu olhar de nuvem ou cipreste
com uma rosa oculta por florir,
se te chamei e nunca mais viste,
quando virás sem que eu te mande vir,

Quando quebrando todos os segredos,
na aragem que a poeira deixa nua,
virás deitar-te um pouco nos meus dedos,
como o sol como a terra como a lua.

E porque a minha boca te sorrira,
tentando abrir uma invisível grade,
quando virás sem medo e sem mentiras,
dar ao meu corpo a sua liberdade.


quinta-feira, 26 de março de 2009

A luz do teu caminho

Ouvi dizer que a Ovação vai reeditar para CD, êxitos deste grande fadista, sobretudo algumas das desgarradas que cantou com Fernando Maurício e que foram na altura registadas em vinil.

Outros fados como este penso que serão também editados, homenageando assim este grande fadista prematuramente desaparecido.

A letra deste fado é de António Rocha a música de Miguel Ramos no fado Margaridas

Deixa-me ser a luz do teu caminho
deixa-me ser um pouco do teu ser,
deixa que eu seja o guia do destino,
que destina a razão do teu viver.

Eu queria ser a brisa morna e leve,
que agita o teu cabelo com meiguice,
poder estar um momento ainda que breve
junto de ti sem que outro alguém me visse.

Se eu conseguisse ser teu pensamento,
quando fitas serena o azul do céu,
jamais escutarias o lamento,
deste paixão por ti que Deus me deu.

Eu queria ser o sol que de mansinho,
vem beijar o teu rosto com prazer,
deixa-me ser a luz do teu caminho,
deixa-me ser um pouco do teu ser.