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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Maria da Cruz

Trago aqui um clássico que a Amália cantou e que Maria da Nazaré interpreta brilhantemente como sempre, esta letra de Amadeu do Vale para música de Frederico Valério chamado Maria da Cruz

Chamava-se ela Maria,
De sobrenome da Cruz,
E na aldeia onde vivia,sorria
Vivia, na paz de Jesus
Tinha um amor, a quem ela
Seu coração entregara
Junto ao altar da capela
Singela, onde ela
Paixão lhe jurara

Mas certo dia,
Veio a saber-se na aldeia
Que o seu pastor lhe mentia,
Que esse amor se lha extinguia
Como a luz de uma candeia
Desiludida, do seu amor, a Maria
Deixou o lar e, perdida,
vem cair desfalecida
Num portal da Mouraria

Sofreu a dor d amargura,
Perdeu o viço e a cor.
E não voltou à ventura,
À doçura, à ternura,
Do amor do pastor
E hoje por cruz, a Maria,
Que é da Cruz, por seu fadário,
Arrasta na Mouraria
A cruz da agonia,
A cruz do Calvário

Ainda canta
Uma canção quase morta,
Mas o estretor na garganta,
Oiço já, quando ela canta,
Ao passar à sua porta
Não tarda o dia
Em que ela, enfim, já vencida,
Terminará a agonia
De arrastar na Mouraria
Toda a cruz da sua vida


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Fui ao baile


Volto a trazer aqui a Maria do Carmo (Micá) que gosto muito de ouvir e não sei por onde anda, que pena não existir um sítio onde possamos saber onde estão, onde cantam os nossos fadistas.

Trata-se tão mal o fado em Portugal


Aqui canta uma letra de Amadeu do Vale e música de Fernando de Carvalho, que segundo informação recolhida terá sido criado para a saudosa Fernanda Baptista

Vesti a blusa nova estreei o meu xaile

Para contigo ir ao baile e dançar juntinha a ti

E até, p'ra tu me achares mais airosa e vistosa

Pus no cabelo uma rosa e chinelinha no pé


Mas mal entraste, bem vi que falaste c'oa Rosa Maria

Aquela que namoraste na Rua da Mouraria

P'ra não te dar o prazer de mostrar todo o meu azedume

Peguei o xaile e calei-me, e afastei-me sem um queixume


Fingi não ver e fui dançar

Com um rapaz que me andava a fazer um namoro a valer

P'ra comigo casar

Julgavas ter com quem brincar

Mas vê bem como tu te iludiste, quando no baile me viste

Nos braços dum outro a bailar


Saí depois do baile era já madrugada

Mas desta abraçada já a outro e não a ti

E vi que tu e a Rosa Maria se riram

Quando na rua assistiram ao abraço que eu lhe dei


Como é costume, bem vi no azedume do vosso embaraço

Que os torturava o ciúme, por ir com outro p'lo braço

E vi depois zangarem-se os dois, porque tu lhe disseste

Que estavas desiludido e arrependido do que fizeste



Os meus agradecimento ao fados no fado pela letra que usurpei



segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Desilusão

Infelizmente retirada do mundo fadista, todos os que amamos o fado, temos grande saudade de a ouvir. Estas coisas são sempre difíceis de afirmar, porque classificar arte em termos absolutos,é sempre ingrato, porém, atrevo-me a dizer que a coloco, ao nível das 6 maiores de sempre.

O seu nome, simplesmente Fernanda Maria

Letra de Amadeu do Vale e música de Tavares Belo

Paciência não deploro,
o quanto sou desgraçada
piedade não importa
que da desdita que eu choro
sou a única culpada

Para nosso desatino
o destino é uma desculpa
não me digam que eu já sei
mas não culpem o destino
que o destino não tem culpa
do mal ,que eu própria busquei

Não lhe bastava
o desprezo que me dava,
as horas de sofrimento,
que me fazia passar,
para o desgosto
vincar mais fundo o meu rosto,
deu-me mais este tormento,
de por outra me trocar.

No abismo
em que eu caía
não via á minha frente,
porque o meu olhar só via,
o homem que me dizia ,
gostar de mim loucamente,

Foi mais uma ingratidão
mais uma desilusão
que me veio bater à porta
para quem está desiludida
de ser feliz nesta vida
um homem mais pouco importa




terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Fado da sina

João Braga volta aqui para cantar um velho fado que pertenceu ao repertório da grande e inesquecível Hermínia Silva.


Letra de Amadeu do Vale e Música de Jaime Mendes que assinou música e canções para alguns dos mais populares filmes portugueses de sempre, como O Costa do Castelo, O Leão da Estrela, A Menina da Rádio ou Um Homem do Ribatejo, e criações como o Fado da Sina, o Fado Marialva ou Lenda das Algas. Faleceu em 1997, com 94 anos.



Reza-te a sina nas linhas traçadas na palma da mão
Que duas vidas se encontram cruzadas no teu coração
Sinal de amargura, de dor e tortura, de esperança perdida
Indício marcado, de amor destroçado na linha da vida

E mais te reza na linha do amor que terás de sofrer
O desencanto ou leve dispor de uma outra mulher
Já que a má sorte assim quis, a tua sina te diz
Que até morrer terás de ser sempre infeliz

Não podes fugir ao negro fado brutal
Ao teu destino fatal que uma má estrela domina
Tu podes mentir às leis do teu coração
Mas ai... quer queiras quer não
Tens de cumprir a tua sina

Cruzando a estrada da linha da vida traçada na mão
Tens uma cruz, a afeição mal contida que foi uma ilusão
Amor que em segredo, nasceu quase a medo, p'ra teu sofrimento
E foi essa imagem a grata miragem do teu pensamento

E mais ainda te reza o destino que tens de amargar
Que a tua estrela de brilho divino, deixou de brilhar
Estrela que Deus te marcou, mas que bem pouco brilhou
E cuja luz aos pés da cruz já se apagou



sábado, 21 de junho de 2008

Fado Lisboeta

Raquel Tavares nasceu em Lisboa, no dia 11 de Janeiro de 1985 , ganhou a Grande Noite do Fado em 1997, basta fazer contas tinha 12 anos, hoje com 23 já gravou discos, já cantou nos recantos do fado mais famosos e o seu talento vão conduzi-la a uma carreira ímpar.

O seu manager é Heler Moutinho e o seu contacto, para espectáculos é

HM MÚSICA
Rua Dr. José Joaquim de Almeida, n.º 11 C 2780-332 OEIRAS
Tel. 214411569 • Tlm. 934350130 • Fax. 214411567
www.hmmusica.com • info@hmmusica.com

Caso não consiga ouvir a opção de final de página clicar >>>>>>>>>>>>> aqui

Não queiram mal a quem canta,

quando uma garganta se enche e desgarra

que a magoa já não é tanta

se a confessar à guitarra

quem canta sempre se ausenta

da hora cinzenta da sua amargura

Não sente a cruz tão pesada

na longa estrada da desventura



Eu só entendo o fado,

plangente amargurada à noite a soluçar baixinho

que chega ao coração num tom magoado

tão frio como as neves do caminho

que chore uma saudade ou cante ansiedade

de quem tem por amor chorado

dirão que isto é fatal, é natural

mas é lisboeta,

e isto é que é o fado.



Oiço guitarras vibrando e vozes cantando na rua sombria

as luzes vão se apagando a anunciar que é já dia

fecho em silêncio a janela, já se ouve na viela

rumores de ternura.

surge a manhã fresca e calma,

só em minha alma é noite escura



eu só entendo o fado

plangente amargurada à noite a soluçar baixinho,

que chega ao coração num tom magoado,

tão frio como as neves do caminho

que chore uma saudade ou cante a ansiedade

de quem tem por amor chorado

dirão que isto é fatal, é natural

mas é lisboeta,

e isto é que é o fado