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terça-feira, 28 de março de 2017

O riso que me deste

Há artistas que comemoram muito justamente os seus anos de carreira artística, pela mesma razão deve ser dado aos fadistas de ouvido que é o meu caso a tristeza de assinalar que Teresa Tarouca está quase a fazer 30 anos que deixou de cantar.

Se não for por motivos de saúde gostaria de sugerir à senhora comendadora que nos desse o prazer de pelo menos uma última aparição é que temos saudades dela 

Este fado tem letra de sua autoria e música de Georgino de Sousa 




Quero hoje um fado diferente
Que me não lembre da gente
Que só me lembre de ti
Sem choro porque vieste
Com o riso que me deste
Que contigo descobri

Quero os meus versos cantar
Como um rio a respirar
Na noite que vai passando
E ter na voz o sabor
De musgos verdes e a cor
Das aves altas cantando

Quero ir contigo sem frio
Como as aves como o rio
Devagarinho a cantar
Beber o nascer do dia
A terra, a noite, a maresia





E a promessa de ficar

domingo, 25 de janeiro de 2015

Esta gente

Saudades de ouvir Teresa Tarouca, neste poema da Sophia de Melo Breyner, que não fazendo ideia de quando ela o escreveu, poderia admitir que tinha sido ontem, a música é de Lima Brummon

Esta gente cujo rosto,
as vezes luminoso ,
e outras vezes tosco,
ora me lembra escravos,
ora me lembra reis,


Faz renascer meu gosto,
de luta e de combate,
contra o abutre e a cobra,
o porco e o milhafre,


Pois a gente que tem
o rosto desenhado
por paciência e fome,
é a gente em quem
um país ocupado
escreve o seu nome

E em frente desta gente
ignorada e pisada 
como a pedra do chão
e mais do que a pedra,
humilhada e calcada.

Meu canto se renova
Meu canto se renova
e recomeça a busca,
de um país liberto
de uma vida limpa,
e de um tempo justo,


Esta gente cujo rosto
as vezes luminoso 
e outras vezes tosco,
ora me lembra escravos,
ora me lembra reis.

Faz renascer meu gosto,
de luta e de combate,
contra o abutre e a cobra,
o porco e o milhafre.

Pois a gente que tem
o rosto desenhado,
por paciência e fome,
é a gente em quem,
um país ocupado
escreve o seu nome




terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Testamento

Este lindo fado magistralmente cantado por Teresa Tarouca, . A letra retirei-a do magnífico fados do fado.

Letra de Alda Lara música de JJ Cavalheiro Júnior-fado menor do porto

Á rapariga mais nova
Do bairro mais velho e escuro
Deixo os meus brincos lavrados
Em cristal límpido e puro

E aquela virgem esquecida
Sonhando alto uma lenda
Deixo o meu vestido branco
Todo tecido de renda

E este meu rosário antigo
De contas da côr dos céus,
Ofereço-o aquele amigo
Que não acredita em Deus

E os livros, rosários meus
Das contas doutro sofrer
São para os homens humildes
Que nunca souberam ler

Quanto aos meus poemas loucos
Esses que são só de dor
E aquele que são de esperança
São para ti, meu amor

P’ra que tu possa um dia
Com passos feitos de lua,
Oferece-los ás crianças
Que encontrares em cada rua



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Saudade silêncio e sombra

Este é por certo o fado mais emblemático da Teresa Tarouca, que garanto ninguém o canta como ela, É dos meus favoritos


Letra de Nuno de Lorena e Música de Pedro Rodrigues-Fado Primavera

A saudade meu amor
é o martírio maior
da minha vida em pedaços
desde a tarde desse dia
em que ao longe se perdia
pra sempre o som dos teus passos

Saudades fazem lembrar,
silêncios do teu olhar,
segredos da tua voz,
E essa antiga melodia
que o vento na ramaria
murmurava só para nós.

Lembraste daquela vez,
quando eu cantava a teu pés
trovas que não tinham fim.
Quando o luar prateava
e quando a noite orvalhava
as rosas desse jardim.

Jardim distante e incerto
sinto tão longe e tão perto
o passado que te ensombra,
devaneio e irrealidade,
silêncio, sombras saudade,
saudades silêncio e sombra


sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Fado do cartaz

Teresa Tarouca, volta aqui para cantar um dos seus fados mais conhecidos

Letra de Manuel de Andrade musica de Alfredo Marceneiro-Marcha

Numa tasca bem castiça
De paredes de caliça
Um cartaz se destacava;
Foi uma grande toirada
Disse, da mesa avinhada
Um campino que ali estava

De manhã o sol nascia
E já ao longe se ouviam
Os foguetes a estalar

Veio a tarde sorridente
Foi aos toiros toda a gente

Estava a praça a abarrotar.

O Simão, alegre e vivo
Cravou seis ferros ao estribo
Num toiro dos de Bandeira.

Mascarenhas, meia praça
Pega com a fina graça

Desse Marquês de Fronteira

Depois, o mestre João
Arrancou grande ovação
Com o seu novo tourear

E num toiro de Salgueiro
Foi Ricardo, o cernelheiro

Jorge Duque a rabujar

Quando o campino acabou
Toda a gente reparou
Que estava quase a chorar

Ficou na tasca castiça
Destacado entre a caliça

Um cartaz p’ra recordar

o agradecimento habitual ao blog fados no fado


quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Anda comigo vou falar de esperança

Teresa Tarouca canta este fado com letra de Lima Brumman e música de Fontes Rocha


Anda comigo vou falar de esperança
da vida que ainda agora principia
perde essa amarga e vã desconfiança
toma a minha mão de amigo e confia

Anda comigo eu canto as tuas dores
sou mais poeta sendo teu irmão
nesta densa floresta sem flores
o sangue e a alma são o mesmo pão


Anda comigo além na clareira
há uma fonte pra matar a sede
a agua é pura livre não se negue
e corre simples para quem a queira

Anda comigo vou falar de esperança
Anda comigo fazer a sementeira

Caso não consiga ver o clip, clicar >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> AQUI