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domingo, 6 de maio de 2012

Maria da Fé uma fadista do Porto, mas que aos 18 anos foi para Lisboa, para cantar em variadissimas casas de fado, até que em 1975 se tronou proprietária da conhecida Senhor Vinho, em parceria com o seu marido José Luís Gordo autor da letra que aqui trago, para ser cantado sobre o tradicional fado corrido

Minha mãe, eu sou do tempo
Da força que a água tem
Sou do mistério do vento
Que não sabe donde vem.

Esta voz que canta em mim
Não a canta mais ninguém
Sou do Mistério do Fado
Que não sabe donde vem.


Minha mãe, dai-me o Talento
Que só o Poeta tem
Eu sou como o próprio vento
Que não sabe donde vem.

Minha mãe, o vosso amor
Pouco ou nada quase tem
Sou como a própria flor
Que não sabe donde vem.


Minha mãe, eu sou do tempo
Da força que o Fado tem
Sou do Mistério do vento
Que não sabe donde vem


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Luar no teu corpo

Do seu trabalho de 1999 com o título Nas minhas mãos da editora Ovação,Alexandra a grande fadista do Fundão, trouxe-nos este fado com letra de José Luis Gordo cantado sobre o tradicional fado Esmeraldinha de Júlio Proença

Viemos desse tempo tão antigo
Entre esse mar das mãos que tu me dás
As ondas desse mar, por meu castigo
Ficam pressas no vento se não estás

Só posso ordenar aos meus sentidos
O tempo desse tempo que não esqueço
Ao lembrar os caminhos proibidos
Nas luas do teu corpo onde amanheço

Naquela estrela onde o sol se deita
Cabia tão perfeito o nosso espaço
Na janela do meu peito fico á espreita
Entre a vidraça aberta do cansaço

Das lágrimas que chorei eu fiz um mar
De oceanos de tristeza e alegria
Amei por entre as noites e o luar
Que ao nosso lado, amor, também dormia





sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Fado da meia-laranja

O Diogo Rocha é um fadista que gosto muito. Também ele um vencedor da Grande Noite do Fado. Não sei onde pára, depois de muito tempo a cantar nos Ferreiras

Letra de José Luis Gordo música de Joaquim Campos Fado Vitória

Ali á Meia Laranja
Meio inferno de Lisboa
Onde a morte anda a viver;
Há milhões de olhos baços
E a vida tem quatro braços
Para a morte se esconder

Por entre gente perdida
Jovens entregam a vida
Á loucura que se esbanja
E nas veias da tristeza
Tantas faca de pobreza
Ali à Meia Laranja

Há tanto cavalo á solta
Com chicotes de revolta
Num galopar que magoa
Há punhais de infelicidade
E ali se mata a idade
No coração de Lisboa