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domingo, 17 de junho de 2012

Igreja de Santo Estevão

Embora não seja meu habito neste cantinho, colocar fados que não resultem de trabalho próprio na construção dos clips, desta vez não resisto.

Estão aqui várias curiosidades, que começam pelo interprete o grande poeta António Torre da Guia, depois o fado uma abordagem diferente do fado Igreja de Santo Estevão o conhecido fado de Gabriel de Oliveira, normalmente cantado na musica do fado Vitória e que Fernando Maurício tornou imortal como ele próprio. Aqui Torre da Guia canta sobre uma das minha músicas preferidas o fado Maria Rita também conhecido como Fado de Santa Luzia de Armando Machado

Isto demonstra bem a capacidade que há de cantar o fado, renovando poemas conhecidos cantando-os sobre outras música e que permite, como aqui se demonstra, descobrir novas sonoridades.

Porque não tentam fazê-lo mais vezes os fadistas ? Neste caso Torre da Guia como poeta que é, sabe muito bem que as sextilhas deste poema não precisam de ser cantadas sempre sobre a música do fado Vitória

Depois a gracinha final da quadra de sua autoria, uma preciosidade



sexta-feira, 13 de maio de 2011

Jogo de sedução

De António Zambujo e do seu trabalho de 2002 chamado O mesmo fado, este fado como letra de Mário Raínho para o fado Maria Rita de Armando Machado

Naquele tempo, nós dois
Tínhamos manhãs de sóis
Dias tristes eram poucos,
Nessa era adolescente,
Éramos dez reis de gente
Mas completamente loucos.

Enquanto no céu bailavam
Andorinhas que chegavam
Antecedendo o verão
Nós descuidados, brincando
Sem querer íamos jogando
Um jogo de sedução

Entre beijos escondidos
E desejos proibídos
Como fosse fogo posto
P’las minhas graças mais tolas,
Ramalhetes de papoilas
Vinham poisar em teu rosto

Que memória, que loucura
Me transporta hoje à lonjura
De verdes campos, lençóis
Deixai-me sombras de infância
Contar a esta distância
Naquele tempo nós dois.




quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Procura vâ

Mais uma letra de António Rocha, interpretada pelo próprio sobre música de Armando Machado no fado súplica


Andei à tua procura
na rua do esquecimento
procurei mas não te vi,
nessa noite fria e escura
ouvi apenas o vento
que veio falar-me de ti

Não sei se o vento mentiu
ou me disse com verdade
coisas que nem adivinhas
pois contou-me que te viu,
na travessa da saudade
e tinhas saudades minhas

Fui lá mas não vi ninguém,
apenas a voz do vento
me deixou triste e surpreso
porque te viu com alguém
nesse preciso momento
junto ao beco do desprezo

Cansado de procurar-te
ruas e ruas em vão
e tu sem nunca apareceres
resolvi então esperar-te
no largo da solidão
podes vir quando quiseres



sábado, 2 de maio de 2009

Fernando Oliveira e Costa


Confesso que não conhecia este fadista chamado Fernando Oliveira e Costa, descobri-o no sítio de Torre da Guia um admirável poeta e homem do fado, a quem "roubei" esta peça.

Torre da Gui diz o seguinte de Oliveira e Costa

Trata-se de um intérprete de fado fora de série que ainda se considera em período de tarimba. Logo que Fernando Oliveira e Costa opte a rigor por reportório pessoal, tanto em texto como em música, a cidade invicta quiçá aí faça jus a um luminoso radicado portuense que não careça em exclusivo da ribalta alfacinha para impor-se. O Fernando sabe tomar o significado e o som das palavras e arrebatá-las até à delícia auditiva que se sente na pele.

Conhecia o fado, por acaso já aqui publicado, do repertório do Ricardo Ribeiro

Este fado tem letra de António Cruz cantado sobre música de fado Maria Rita de Armando Machado
Mas porquê de eu ser assim
Porque trago dentro em mim
Tanta morte e tanta vida;
Esta fogueira inconstante
Ora chama crepitante
Ora cinza arrefecida

Quase sempre esta descrença
Este estado de indiferença
Ou a verdade ultrajada
E de repente, esta fé
Esta ânsia de pôr de pé
Cada ilusão derrrubada

Quase sempre a cobardia
Com que enterro no dia a dia
Meus velhos sonhos perdidos
E logo a fúria incontida
Com que esbofeteio a vida
Quando ela humilha os vencidos

Ai quem me dera ter paz
Quam me dera ser capaz,
De vos negar minha mão,
Atraiçoar um amigo,
Libertar-me do castigo ,
De te sentir meu irmão.

Depois canta outro fado, este de Mário Raínho, sobre música do fado Alexandrino da Laranjeiro de Alfredo Marceneiro, chamado Pergunta a quem quiseres e que pertenceu ao repertório de Fernando Maurício

Pergunta a quem quiseres, ao vento à madrugada,
Se deixei de te amar, se acaso te esqueci,
Pergunta até às flores, quando a noite orvalhava,
Se não eram meus olhos a chorarem por ti!

Pergunta à verde cor, dos sonhos que sonhei,
À lua, aos lábios frios, que beijei e esqueci,
Pergunta à minha dor, quantos fados cantei,
Nos mil dias vazios, em que esperei por ti!

Pergunta à ilusão das ruas do pecado,
Aos amores que não quis e que deixei p´r’aí,
Pergunta à solidão, do meu quarto alugado,
Se as loucuras que fiz, não foi pensando em ti


Caso não consiga ver o vídeo clicar >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> aqui


segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Mas porquê de eu ser assim

Trazer de novo aqui um fado cantado pelo Ricardo Ribeiro, é um enorme prazer, deste já hoje grande nome do fado, e de quem todos devemos esperar muito dada a sua estrema juventudo

Este fado tem letra de António Cruz cantado sobre música de fado Maria Rita de Armando Machado


Para ver clicar >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> aqui