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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Pássaro fágil



Relembro aqui Maria da Saudade uma fadista algarvia  que vive segundo julgo em Portimão e que já tem uma carreira longa, Aqui canta este fado de Mário Raínho para o fado Tamanquinhas de Carlos Simões Neves

Dentro de mim este fado
neste jeito quase ateu,
é virtude é pecado,
faz o fado ser cantado
que não chegou a ser céu

Esta voz quase chorada
e também quase ventura,
andorinha que esvoaça,
é caminho de desgraça,
no beiral desta loucura

Dentro de mim este grito,
de solidão e de pranto,
canto tristonho e aflito,
que não chega ao infinito
nasce e morre neste canto.

E plo fado que me enleia
amarras-me até doer
navegas em minhas veias
com a força das marés cheias
no meu corpo de mulher




Na tentativa de homenagear outros intervenientes na História do nosso fado, vou tentar colocar aqui, em complemento às minhas publicações, peças do que habitualmente se chamam guitarradas, que vou apanhando ai pela net agradecendo desde já aos autores   dessa publicações que aqui reproduzo.

Hoje Variações em mi menor tocadas por José Manuel Neto na guitarra e Carlos Manuel Proença na viola


sexta-feira, 2 de março de 2012

Sou como a água do rio

Natural da Marinha Grande, onde nasceu a 6 de Agosto de 1948 começou a cantar aos 16 anos pela mão do maestro Resende Dias aos microfones dos Emissores Reunidos do Norte, vindo a profissionalizar-se pouco tempo depois na Emissora Nacional.

Pode ler-se mais sobre Lenita Gentil pela "voz autorizada" de Vitor Duarte Marceneiro no seu blog Lisboa no Guiness

Aqui na sua magnífica voz, de quem pode cantar tudo o que quiser, porque nunca o fará menos bem, apresento num poema de Mário Martins para a música do fado Tamanquinhas de Carlos Simões Neves

Se fui rio já me não lembro,
Só sei que corri demais,
Numa busca de oceano,
Num esforço desumano,
De banhar praias iguais.

De encontro ás margens, feri-me
Mas o instinto era a foz,
Nem diques me detiveram
E as fontes que me esqueceram
Enriqueceram-me a voz

No meu canto há branca espuma,
E há sedimentos de lodo,
E se há momentos de calma,
Eu convido a minha alma,,
A reflectir o céu todo.

As pontes que me atravessam,
São as certezas que tenho,
Que ao cantar de olhos fechados,
Vejo os pólos limitados,
E o mundo do meu tamanho.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Pedaços de vida

Gosto muito de ouvir a Maria Valejo cantar o fado, muito embora devido a algumas incursões pela canção ligeira, faça com que não seja identificada como fadista, por algumas pessoas. Contudo os mais atentos as estas coisas do fado, sabem que ela é uma grande fadista.

Para saber mais dela, o melhor é ler quem a conhece pessoalmente, falo de Vitor Marceneiro.

Este fado tem letra de Artur Ribeiro e musica do fado Tamanquinhas de Carlos Neves

Para ouvir clicar >>>>>>>>>>>>> aqui.