me encontra tão sozinho, perdido em pensamento
e percebendo então, que a minha alma vazia,
sofre pela tua ausência, um cruel tormento.
Recordo-me de ti, quando a noite escura
me pesar sobre o peito, em noites de incerteza,
se buscares abrigo, o refúgio for inseguro,
lembra-te de mim, sou plo meu amor a certeza.
Recordo-me de ti, quando o vento que passa
trouxer junto consigo, o sabor da lonjura,
e em cada gesto teu, por mais que a dor disfarça,
brilhará no teu rosto, a luz do amor que dura.
Sonho então o dia, em que o tempo impiedoso
te traga ao passado, que não queres lembrar,
e que por fim apagues, este arder silencioso,
e nos braços meus, possas enfim, repousar.
nusica do fado alexandrino de Joaquim Campos