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domingo, 14 de junho de 2009

Tempos de criança

Filipe Duarte um fadiste de Lisboa do bairro da ajuda, continua ser um voz de referência, embora hoje cante menos em público do que fazia há alguns anos atrás quando cantava nas principais casas de Lisboa e do Porto ou no seu Solar do fado, que explorou durante 12 anos

Letra de Clemente Pereira música de Eduardo César

Há muito que já não ia
ao bairro onde nasci

Fui hoje na companhia duma saudade
que me quis levar ali

Mostrou-me á rua onde dei
os passos iniciais

Aquela onde
fui rei da brincadeira,
com o Chico e outros mais


E quando em mim vejo
que a idade avança
E na minha frente
a esperança recua

Ai como eu invejo
Aquela criança
Que brinca contente
com outros, na minha rua


Mostrou-me a escola onde andava
e fiz diversas partidas

Lembrou-me as faltas que dava para brincar,
tanta vez, ás escondidas

A água do chafariz
a molhar quem segue em paz

Ai como a gente é feliz
nessas maldades
desses tempo de rapaz




domingo, 3 de agosto de 2008

Dois pecadores

Natalino Duarte já faleceu, mas felizmente continuam entre nós os fados, onde ficaram registados a sua voz.
Lisboeta do bairro da Liberdade, acabou a sua carreira como fadista residente do Pátio Alfacinha, ver mais dados sobre ele neste magnífico blogue que dá pelo nome de Lisboa no Guiness

Volta de novo para cantar este fado de Clemente Pereira com música de Jaime Santos

Teus olhos
que me prenderam
mágoas me deram
eterno abrigo
são a voz doo momento
do sofrimento
que anda comigo
de dia andam na rua
nostrando a tua
falsa amizade
e à noite ainda risonhos
embalam sonhos
de falsidade

Não julgues
vendo uma estrela
que a vida é bela
que a vida é sã,
no dia a dia da gente
sempre é diferente
nosso amanhã,
e quando a alma é vencida
por ter na vida
sonhos profanos,
são sempre os olhos fatais
que sentem mais
os desenganos.

Vivem mostrando sediços
que são precisos
pra teu encanto,
mas guarda-os
pra quando alguém
quiser também
ver o teu pranto.
sabes bem
que os meus desejam
que eles sejam
bons sonhadores,
não vivas com esse gosto
se tens no rosto
dois pecadores