Querendo ver outros blogs meus consultar a Teia dos meus blogs
Mostrar mensagens com a etiqueta m-Miguel Ramos-Fado freira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta m-Miguel Ramos-Fado freira. Mostrar todas as mensagens

domingo, 20 de junho de 2010

Paradoxos do amor


Pedro Moutinho nasceu em Oeiras, a 11 de Novembro de 1976, no seio de uma família ligada ao Fado desde longa data. Cresceu a ouvir e a conviver com alguns dos mais importantes intérpretes da canção de Lisboa, que o iniciaram na arte de bem cantar. Com 11 anos de idade já cantava em encontros informais e inevitavelmente acabou por se fixar nessa sublime expressão musical de Lisboa…o Fado.

Este fado pertence ao seu útimo e notável trabalho "Copo de sol"

Letra de Rogério Oliveira música do Fado freira do Miguel Ramos

Há no seu jeito inseguro
Um toque de charme puro
Que desnorteia e emudece
São coisas que não se entendem
Mas sei que muito me prendem
Dum modo que não se esquece

É como ter sempre um muro
Não ver além um futuro
Sem que por ela não passe
Pousar a mala na estrada
E ver a vida adiada
Como se alguém a levasse

As leis precisas do amor
E os predicados da dor
Andam sempre lado a lado
Amar é ter por condão
Estar preso e dessa prisão
Não querer ser libertado

Letra retitada desse cantinho de amor fadista chamado Fados do fado


sexta-feira, 4 de junho de 2010

Engraxador


Um fado muito antigo de autor desconhecido e que vale por isso mesmo como recordação, porque obviamente a letra se encontra absolutamente descontextualizada dos tempos de hoje

A voz é de Maria Lisboa uma fadista "desaparecida" das lides e que começou a sua carreira como Milú Mendes. Alguém sabe dela ?

Se eu pudesse com a luz minha
dar luz à minha mãezinha
que bom seria meu Deus
cegou para me dar à luz
e hoje por sua cruz
não tem luz nos olhos seus

Era a suplica dum filho
ao ver os olhos sem brilho
da mãe que tanto adorava
põe ao ombro a tosca caixa
mas antes de ir para a graxa
beija a mãe e então parte

Na rua alguém o chamou
a quem o petiz engraxou
e lhe diz sem artifícios
quem diria rapazinho
que tu assim tão miudinho
já sabias o oficio

Diz o pobre em voz serena,
o ver brilhar faz me pena,
eu queria cegar também,
ponho o calçado a brilhar
mas brilho não posso dar
aos olhos de minha mãe

Disse o freguês ao garota
Deus ouviu o teu pedido
porque a tua alma é bela
se tua mãe é ceguinha
porém não é sozinha
também és cego por ela