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sábado, 23 de agosto de 2025

*Não chores meu amor

Quando sinto que tu choras,
é também teu o meu pranto,
porque há dor onde tu moras,
e eu choro, mesmo se canto.

Se respiras, eu respiro,
sou silêncio, se te calas,
tudo em ti o que admiro,
é o amor, com que me embalas

Mas se a noite nos consome,
há uma estrela no meu canto,
que grita pelo teu nome,
e eu sorrio, mesmo em pranto.

Se tu choras, eu não minto,
tenho em mim a mesma dor,
mas se canto também sinto,
que vivemos , o mesmo amor.

musica do Alberto Correia-Fado Solene
 

quinta-feira, 24 de abril de 2025

*Volta sempre


Lembro bem foi em  setembro,
quando o amor partiu de ti;
toda a dor de que me lembro,
núvens negras no céu eu vi.


Teus silêncios me falaram,
mais do que a tua partida.
No silêncio me deixaram,
só sem chão, sem outra vida


Mas o tempo que passou,
não calou o que tivemos,
Tudo aquilo que restou,
é o vazio em que vivemos

Tua ausência é uma ferida
que tentei cicatrizar;
mas sem ti não vejo vida,
nem aprendo a não te amar.

Volta sempre, minha querida,
ao canto do nosso amor,
volta sempre, minha vida,
pois sem ti nao há calor


Alberto Correia-Fado Solene

sábado, 25 de janeiro de 2025

*Meu amor agora é fado

Meu amor te canto um fado, 
Ao som desta minha dor, 
E em cada verso achado, 
eu te canto, ó meu amor. 

Nas notas da tua ausência, 
Que venho a recordar, 
Meu canto , é a essência, 
do fado de te adorar. 

Meu amor te faço um fado, 
Em versos pra te encantar, 
Em cada som, que é dado, 
Vivo só pra te cantar. 

Na minha eternidade, 
Teu nome será gravado, 
nestas notas de saudade, 
Meu amor agora é fado.



  Alberto Correia-Fado Solene

sábado, 12 de dezembro de 2009

Poesia é oração


Um fadista da velha guarda

Este fado tem letra de Maria Manuel Cid música do Fado solene de Alberto Correia


Se eu morrer e não souberes

rezar por minha intenção

Diz teus versos se quiseres

que poesia é oração


Senão quers ó minha querida

porque não tens a certeza

pinta aguarelas de vida

que a pintar também se reza.


Ou canta, canta na hora,

em que a voz é dor e pranto,

mesmo sendo pecadora,

Deus há de ouvir o teu canto.


E na guitarra a trinar,

meu amor podes enfim,

em cada nota rezar,

um padre nosso por mim





quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Lugar vazio


Tony de Matos , o artista nascido no Porto mas que se tornou um símbolo do fado lisboeta, faleceu em Lisboa em 1989, com 75 anos

Este fado tem letra de Fernando Farinha e música de Alberto Correia

É de noite que me lembro de tudo o que eu tinha
Ao deixar-te abandonada, deitada, sózinha
Lembro aquela felicidade que um dia foi minha

Chego a julgar-me a teu lado, contigo deitado
Procuro na escuridão, mas o teu lugar vazio
Está tão vazio e tão frio
Como esse teu coração

Olhando a tua moldura, deduzo por fim
Que ambos sofremos o mesmo destino ruim
Falta nela o teu retrato e faltas-me tu a mim

Caso não consiga ouvir o fado, escolhendo a opção de fim de página clicar >>>>> aqui

Lugar Vazio - Tony de Matos

domingo, 2 de março de 2008

Basta coração

Ana Maurício é a sobrinha do falecido Fernando Maurício e herdou de seu tio a alma fadista que patenteia quando canta o fado que já a ouvi cantar inúmeras vezes, sempre com agrado

Este fado Basta coração tem letra de Moita Girão e música do fado solene de Alberto Correia

Uma promessa, um sorriso
e um leve aperto de mão
E nada mais é preciso
Pra prender um coração

Uma esperança que se afaga
Nunca morre num repente
O lume quando se apaga
Deixa sempre cinza quente

Não há nada que mais doa
Nem que mais faça sofrer
Do que amar uma pessoa
Que nem sequer nos quer ver

A saudade mais sentida
Mais profunda, creio eu
É sentir dentro da vida
O amor que já morreu


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Amor ausente


Falar de Ricardo Ribeiro, é muito fácil basta dizer "Talento" e repeti-li até à exaustão.

Muito jovem ainda mas já um nome importante, que não deixou de se impor, desde que duplo vencedor indiscutível da Grande Noite do Fado, em juniores e em seniores, começou a sua carreira, nessa local de eleição, onde nascem fadistas e outros se reafirmam, o Restaurante "Os Ferreiras" em Lisboa, pela mão do saudoso Fernando Maurício, que muito o apreciava.

Aqui canta uma letra de Autor desconhecido com musica do Fado Solene de Alberto Correia

Já não vejo o sol nascente
é noite dentro de mim
eu vivo de amor ausente
minha noite não tem fim

Tantas noites sem te ver
tantas preces faço a Deus
que me importa assim viver
se não vejo os olhos teus

Neste maldito desejo
de te querer e de gostar
podes crer se não te vejo
não vejo a noite passar

A noite que me enlaça
a tristeza de te querer
enquanto a noite não passa
passar sem ti é morrer