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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Sombra fugidia

Pronto para corrigir um lapso, pelo facto de não ter neste blog um fado menor cantado por António Rocha.

Embora não goste de adjectivar artistas, para muitos António Rocha, é o rei do fado menor, eu concordo é magistral e por certo um dos maiores

Esta letra é de sua autoria

Vem ó sombra fugidia
folha verde em meu Outono
gota cristalina e fria
nesta sede de abandono

Vem ó sombra fugidia
folha verde em meu Outono

Verde esperança sem sentido
onda revolta de mar
onde navego perdido
em busca do teu olhar

Verde esperança sem sentido
sentido de te alcançar

Vem enquanto a lua espreita
dorme o Sol em meu passado
E a saudade se deita
no meu leito abandonado

vem enquanto a lua espreita
o teu corpo imaginado

Trás uma nova alvorada
ao escurecer da minha idade
que já se sente cansada
de esperar tua verdade

Trás uma nova alvorada
pra matar essa saudade



terça-feira, 16 de novembro de 2010

Árvore de Natal

César Morgado, nasceu em Lisboa na Freguesia de Belém a 20 de Novembro de 1931 e faleceu a 7 de Abril de 1974 em Cais das Pedras, Massarelos, no Porto.

Este tópico foi retirado do blog de Vitor Marceneiro chamado Lisboa no Guiness onde pode ler-se mais sobre este grande fadista do passado. mas ainda por muitos recordado.

A letra deste fado é de Tito Rocha sobre a música do fado menor.

Aquela árvore despida
plas mãos do vendaval,
é a árvore do Natal
do que não tem guarida.

Dezembro noite medonha
a chuva cai de seguida,
tornando inda mais tristonha
aquela arvore despida.

Nem sequer uma só folha
resistiu ao temporal,
não houve excepção na escolha
plas mãos do vendaval

O trovão rebenta breve
amadrontando o casal,
e triste cheia de neve
é a árvore do Natal

Quem não tem casa nem mesa,
quantas vezes diz na vida,
não tem pena a natureza,
dos que não tem guarida.





sábado, 1 de agosto de 2009

Os meus olhos são dois círios


Ana Moura

Nasceu em Santarém mas ela é "filha" de Coruche, e está cada vez mais confirmada como um dos nomes mais importantes do fado português. Tendo apenas 30 anos, pode dizer-se que tem ainda muito caminho a percorrer pois só a sua imensa qualidade a fez em pouco mais de 6 ou 7 anos, chegar ao topo dum caminho tão difícil como esse de se ser fadista em Portugal.

Ela que apareceu a fazer umas gracinhas no Senhor Vinho e logo por ali ficou fazendo parte do elenco, não é fácil


Letra de Linhares Barbosa música do fado menor

Os meus olhos são dois círios

Dando luz triste ao meu rosto

Marcado pelos martírios

Da saudade e do desgosto


Quando oiço bater trindades

E a tarde já vai no fim

Eu peço às tuas saudades

Um padre nosso por mim


Mas não sabes fazer preces

Não tens saudade nem pranto

Por que é que tu me aborreces

Por que é que eu te quero tanto

És para meu desespero
Como as nuvens que andam altas

Todos os dias te espero

Todos os dias me faltas

Para ouvir este fado clicar >>>>>>>>>>>>> AQUI