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sábado, 17 de janeiro de 2009

Fado português

Eu adoro ouvir esta miúda cantar o fado . Fábia Rebordão por onde andas tu ? E por onde andam os senhores que mandam nestas coisas, porque não tem esta miúda um disco de fado ?

Eu ouvi-a cantar, ainda lá pelos" Ferreiras" em Lisboa, onde ela deu alguns dos seus primeiros passos a cantar o fado, algum tempo antes desse programa da TV.

Provavelmente, já o disse mas eu VI o grande Fernando Maurício, comover-se a ouvi-la cantar e não foi um cisco que lhe entrou na vista.

Este Fado português tem letra de José Régio e música de Alain Oulmann

O fado nasceu um dia
Quando o vento mal bulia
E o céu, o mar prolongava.
Na amurada dum veleiro
No peito dum marinheiro
Que estando triste cantava

Ai que lindeza tamanha
Meu chão, meu monte, meu vale
De folhas, flores, frutas de oiro...
Vê se vês terras de Espanha
Areias de Portugal
Olhar céguinho de choro

Na boca dum marinheiro
Do frágil barco veleiro
Morrendo a canção magoada
Diz o pungir dos desejos
Do lábio a queimar de beijos
Que beija o ar e mais nada

Mãe adeus, adeus Maria
Guarda bem no teu sentido
Que aqui te faço uma jura...
Que, ou te levo á sacristia
Ou foi Deus que foi servido
Dar-me no mar, sepultura

Ora eis que embora outro dia
Quando o vento nem bulia
E o céu o mar prolongava
Á proa doutro veleiro
Velava outro marinheiro
Que estando triste cantava


Par ouvir clicar >>>>>>>>>>>>>>>> aqui

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Mais um fado no fado

Para me estrear neste blogue para o qual fui convidada, pego nas palavras dos autores anteriores, para referenciar igualmente a Fábia Rebordão, cantando com o Camané, este fado com letra de Júlio de Sousa e música de Carlos da Maia do fado Perseguição

Eu sei que esperas por mim
Como sempre, como dantes
Nos braços da madrugada
Eu sei que em nós não há fim,
Somos eternos amantes,
Que não amaram mais nada

Eu sei que me querem bem
Eu sei que há outros amores
Para bordar no meu peito
Mas eu não vejo ninguém
Porque não quero mais dores
Nem mais batom no meu leito

Nem beijos que não são teus
Nem perfumes duvidosos
Nem carícias perturbantes
E nem infernos nem céus
Nem sol nos dias chuvosos
Porque 'inda somos amantes

Mas Deus quer mais sofrimento
Quer mais rugas no meu rosto
E o meu corpo mais quebrado
Mais requintado tormento
Mais velhice, mais desgosto
E mais um fado no fado

para ver este clicar aqui

ou escolher esta opção >>>>>>>>>>> aqui

domingo, 6 de abril de 2008

Que estranha forma de vida

Quando esta menina despontou, para o conhecimento do público, num programa de Televisão,já eu a tinha ouvido cantar o fado, algumas vezes no restaurante Os Ferreiras, em Lisboa, na rua de S.Lázaro e lembro-me do que ouvi o Fernando Maurício dizer dela.

Ainda prima afastada da Amália, Fábia Rebordão é um potencial grande valor do Fado, porque é ainda muito nova, assim ela o queira em vez de preferir ser mais uma no mundo da canção ligeira portuguesa.

Não posso sequer considerar que aquilo que aqui hoje se ouve seja o seu melhor, acreditem que ela é capaz, eu atesto, de o fazer muito melhor.

Este fado é da autoria de Amália Rodrigues (letra) e de Alfredo Marceneiro para a música do seu Fado Bailado *

Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Foi por vontade de Deus.

Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de vida perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.

Coração independente,
coração que não comando:
vives perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.

Eu não te acompanho mais:
para, deixa de bater.
Se não sabes aonde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais.

* de novo agradeço a colaboração de Fernando Batista do Porto.

Caso não consiga ver o vídeo escolhendo a opção em fim de página clicar >>>> aqui