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quarta-feira, 2 de julho de 2025

A mais doce tentação

Desenhado a cada traço,
com os dedos, com paixão,
teu corpo é  meu espaço,
a mais doce tentação.


E depois do amor aceso,
vem teu riso me embalar,
nos teus braços adormeço,
sem vontade de acordar.

Teu sorriso me desarma,
teu silêncio me conduz,
há ternura no que faço
e desejo  tua luz.

O teu rosto me seduz
Desenhado a cada traço


Gosto tanto do teu riso,
claridade que me invade,
trazes no peito  paraíso,
dá-me amor em liberdade.

Teu beijo tem coração
e acende o meu querer,
teu corpo é tentação,
onde gosto  me perder.

Com amor sem me conter
com os dedos, com paixão


Nosso amor é sem medida,

feito de sonho e calor,
enche inteira  minha vida
com mil formas de esplendor.

Quando acordas junto a mim,
o meu dia ganha cor,
já só quero teu abraço,
só viver no teu amor.

Adorar o teu calor
teu corpo é o meu espaço



Quando a noite se demora
e o desejo se acendeu,
teu sussurro me devora,
teu desejo  já é meu.

O teu toque é sedução,
vem dançando sobre mim,
faz da noite uma ilusão,
com perfume de jasmim

E derrama sobre mim

a mais doce tentação


musica do fado corrido como não encontrei nenhum instrumental, publico este fado do Carlos Leitão  Corrido daqui que serve para ilustrar o que  pretendo

 

domingo, 6 de maio de 2012

Maria da Fé uma fadista do Porto, mas que aos 18 anos foi para Lisboa, para cantar em variadissimas casas de fado, até que em 1975 se tronou proprietária da conhecida Senhor Vinho, em parceria com o seu marido José Luís Gordo autor da letra que aqui trago, para ser cantado sobre o tradicional fado corrido

Minha mãe, eu sou do tempo
Da força que a água tem
Sou do mistério do vento
Que não sabe donde vem.

Esta voz que canta em mim
Não a canta mais ninguém
Sou do Mistério do Fado
Que não sabe donde vem.


Minha mãe, dai-me o Talento
Que só o Poeta tem
Eu sou como o próprio vento
Que não sabe donde vem.

Minha mãe, o vosso amor
Pouco ou nada quase tem
Sou como a própria flor
Que não sabe donde vem.


Minha mãe, eu sou do tempo
Da força que o Fado tem
Sou do Mistério do vento
Que não sabe donde vem


quinta-feira, 25 de junho de 2009

Minha mãe é pobrezinha

Continuando pelos acordes do fado corrido, trago esta maravilha que encontrei por aí de ouvir em desgarrada a magnífica fadista Marina Mota (ela sabe fazer muitas coisas bem feitas, mas como fadista é das maiores) e o Carlos Macedo, um interprete, músico e autor dos melhores que o fado têm.

A letra é de Linhares Barbosa, neste fado conhecido popularmente como Tonecas e Marianela


Minha mãe é pobrezinha
Não tem nada para me dar
Dá-me beijos, coitadinha
E depois põe-se a chorar

Tonecas e Marianela
Dois engraçados garotos,
Foram sentar-se, os marotos
Por sob a minha janela,
Nisto diz ele p'ra ela;
Andas tão mal vestidinha
Ando sim, mas não é minha,
A culpa de andar assim,
A vida está tão ruím
Minha mãe é pobrezinha

Tu nunca andaste calçada
Nunca tiveste sapatos
Ela baixou os gaiatos
Olhitos, envergonhada,
Tu nunca tiveste nada,
Uma corda p'ra saltar,
Um arco para brincar
Um tambor, muitas bonecas
Minha mãezinha, Tonecas
Não tem nada p'ra me dar

Eu não posso perceber
tu nunca foste á escola
Para gente p'ra pedir esmola
Não precisa saber ler
Então onde vais comer?
A casa duma vizinha!
Vou lá pela manhãzinha
Á noite vou lá também
E depois, a minha mãe
Dá-me beijos coitadinha

Beijos são apenas beijos
perdoa que eu te diga
Se não enchem a barriga
Não devem matar desejos
Mas não sabem a sobejos
Têm outro paladar
Sabem ao doce manjar
Dos mais ternos alimentos
Minha mãe dá-mos aos centos
E depois põe-se a chorar


Caso não consiga ver o vídeo clicar >>>>>>>>>>>>> aqui


segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Fado dos saltimbancos

Volta João Ferreira Rosa cantando um fado já com alguns anos uma letra de Isidoro de Oliveira, com musica do tradicional Fado corrido.

Recordando meus senhores
Os tempos que já lá vão
Ainda há amadores
P’ra manter a tradição

Nada na vida os aterra / São alegres e são francos
E chamam-lhe os saltimbancos / Por andar de terra em terra
Nunca faltam a uma ferra / Em casa de lavradores
Nos retiros cantadores / Lá estão em dia de farra
Cantando ao som da guitarra
Recordando meus senhores

Na Arruda ou em Santarém / Na Chamusca ou no Cartaxo
O grupo não vai abaixo / Há-de ficar sempre bem
Depois de jantar tão bem / Agarram o seu pifão
Mas só com bom carrascão / Se deixam emborrachar
E em tudo fazem lembrar
Os tempos que já lá vão

Uns toureiam a cavalo / Outros a pé vão tourear
E nunca sai por pegar / Um toiro, posso afirmá-lo
Pois o grupo de quem falo / Marialvas cantadores
Toureiros e pegadores / Ao pisar os redondéis
Não levam nem cinco réis
Ainda há amadores

Este lindo festival / Que viram nossos avós
Não morre ainda entre nós / Não morre em Portugal
Porque temos o Vidal / E mais o Chico Leão
O Zé Núncio e o João / O Prestes e o Xavier
E a companhia que houver
P’ra manter a tradição

Letra de fado pedida "emprestada" no blogue Fados do fado

Para ouvir clicar >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> aqui

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

É tão bom ser pequenino

Chegou a vez do Rei, infelizmente já desaparecido Fernando Maurício, letra de Linhares Barbosa e música do tradicional Fado corrido

Caso não consiga ouvir considerando a opção de baixo clicar >>>>>>>>>>>>>> aqui

É tão bom ser pequenino, ter pai, ter mãe, ter avós
Ter esperança no destino, e ter quem goste de nós

Vem cá José Manuel, dás-me a graciosa ideia
De Jesus da Galileia, a traquinar no vergel
És moreninho de pele, como foi o Deus menino
Tens o mesmo olhar divino, ai que saudades eu tenho
Em não ser do teu tamanho, é tão bom ser pequenino

Os teus dedos delicados, nessas tuas mãos inquietas
Lembram-me dez borboletas, a voejar nos silvados
E como tu sem cuidados, também já corri veloz
Vem cá falemos a sós, dum caso sentimental
Quero dizer-te o que vale, ter pai, ter mãe, ter avós

Ter avós afirmo-te eu, perdoa as imagens minhas
É ter relíquias velhinhas, e ter mãe é ter o céu
Ter pai assim como o teu, te dá o pão e o ensino
É ter sempre o sol a pino, e o luar como rouxinóis
Triunfar como os heróis, e ter esperança no destino

Tu sabes o que é esperança, o sonho, a ilusão, a fé
Sabes lá o que isso é, minha inocente criança
Tu és fonte na pujança, e eu o rio que chegou à foz
Eu sou antes tu voz, que saudades, que saudades
A gente a fazer maldades, e ter quem goste de nós