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terça-feira, 5 de abril de 2011

Maldito fado

Esta letra de Pedro Bandeira e Álvaro Leal com música de Raúl Ferrão também atribuída a Ayres Pinto Ribeir é de qualquer forma um fado muito antigo, cantado pelo António de Mello Correia


Ele era um bom rapaz trabalhador
Um operário leal cumprindo bem
Vinte anos de ilusão brotando em flor
Numa eterna afeição por sua mãe

Mas um dia fatal os companheiros
Levaram-no a taberna onde parava
A malta de vadios desordeiros
Dos quais um à guitarra assim cantava

Um fadinho a soluçar
Faz de nós afugentar
A ideia da própria morte
Mata a dor mata a tristeza
O fado é bendita reza
Dos desgraçados sem sorte
Tem tal dor e mágoa tanta
Quando canta na garganta
De quem vive amargurado
Que o refúgio preferido
Para quem viver dolorido
Está na doçura do fado

Esta triste canção foi mau agoiro
Que a vida lhe viesse transtornar
Tomou gosto à taberna um matadouro
E em breve até deixou de trabalhar

Uma ideia tenaz e doentia
Trazia-lhe a cabeça transtornada
Chorar fazia a mãe quando o ouvia
Já ébrio ao regressar de madrugada



quarta-feira, 4 de março de 2009

Rosa enjeitada

Foi através da sua filha Claúdia Tulimoschi, filha da fadista Adélia Pedrosa, que tomei conhecimento do seu paradeiro, afinal há muitos anos no Brasil, para onde viajou com 12 anos orfã de pai. Inicialmente viveu no Rio de Jneiro onde se estreou com 16 anos

Em 1964 se mudou para São Paulo. Posteriormente, e cerca de dois anos depois de nascer sua filha, Adélia retorna a Portugal, a pedido do governo português, gravando três discos, mas voltando depois para o Brasil.

Durante a sua vida, Adélia gravou vários discos, tanto em Portugal como no Brasil, apareceu em diversos programas, em grande parte das emissoras de televisão brasileiras e fez espectáculos em todo o Brasil, além de Portugal e Argentina, que visitou seis vezes. Foi ainda proprietária de dois restaurantes portugueses na cidade de São Paulo.

Sou essa rosa caprichosa, sem ser má,
Flor de alma pura e de ternura ao Deus dará,
Que viu um dia, que sentia um grande amor,
E de paixão, seu coração estalar de dor

Rosa enjeitada
Sem mãe sem pão, sem ter nada,
Que vida triste e chorada o teu destino te deu
Rosa enjeitada,
rosa humilde e perfumada

Afinal, desventurada, quem és tu?
Rosa enjeitada!... uma mulher que sofreu

Tão pobrezinha ainda tinha uma ilusão,
Alguém que amava, em quem sonhava uma afeição,
Mas esse alguém, por outro bem se apaixonou,
E assim fiquei, sem ele que amei, que me enjeitou



Adélia Pedrosa canta "Rosa Enjeitada", com letra de José Galhardo e música de Raul Ferrão.

Informações sobre Adélia Pedrosa no seu blogue

Caso não consiga ver o vídeo em fim de página clicar >>>>>>>>>> aqui