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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Aquela janela virada pró mar

Tristão da Silva de novo cantando um fado de Frederico de Brito.

Fica a nota que será por certo a última vez que publicarei um fado sem ser acompanhado à guitarra e à viola. Só o facto de ser o Tristão da Silva a cantar me fez abdicar desse princípio.

Chamo a atenção ara a profundidade daqueles graves quando diz que eu deixei um dia, ninguém canta assim, continua a ser um deslumbre ouvi-lo.


Cem anos que eu viva não posso esquecer-me
Daquele navio que eu vi naufragar
Na boca da Barra tentando perder-me
E aquela janela virada pró mar

Sei lá quantas vezes desci esse Tejo
E fui p´lo mar fora com a alma a sangrar
Levando na ideia os lábios que invejo
E aquela janela virada pró mar

Marinheiro do Mar Alto
Olha as ondas uma a uma
Preparando-te um assalto
P´ra fazer teu barco em espuma

Repara na quilha bailando na crista
Das vagas gigantes que o querem tragar
Se não tens cautela não pões mais a vista
Naquela janela virada pró mar

Se mais ainda houvesse mais fortes correra
Lembrando-me em noites de meigo luar
Duns olhos gaiatos que estavam à espera
Naquela janela virada pró mar

Mas quis o destino que o meu mastodonte
Já velho e cansado viesse encalhar
Na boca da barra e mesmo defronte
Daquela janela virada pro mar

Marinheiro do mar alto
Olha as vagas uma a uma
Preparando-te um assalto entre montes de alva espuma
Por mais que elas bailem numa louca orgia
Não trazem desejos de me torturar
Como aquela doida que eu deixei um dia
Naquela janela virada pró mar




quarta-feira, 26 de março de 2008

Em cinco minutos

Tristão da Silva um fadista de Lisboa, com um voz única, bem como a sua capacidade de cantar em tons graves, inigualável

Dos muitos êxitos que faziam parte do seu repertório e que vou tentar trazer aqui alguns destaco hoje este com autoria letra e música de Frederico de Brito



Há cinco minutos
Que saiu daqui
Ia como louca
Com os olhos vermelhos
E um sorriso triste
Ao canto da boca

Há cinco minutos
Estive eu calado
A espiar-lhe os gestos
E olhava o relógio
Como se os minutos
Lhe fossem funestos

Tu ainda não sabes
Como o tempo passa
Com a divina graça
e os olhos enxutos
Mas quando o remorso
que é como um castigo
Na alma aparece
A gente envelhece
Em cinco minutos

Há cinco minutos,
Estive a lembrar
Do tempo passado
Do tempo em que andava
Perdido por ela
Sonhando acordado

Há cinco minutos
Fiz contas à vida
E aquilo foi breve
Mas tu nem calculas
Nem fazes ideia
Do que ela me deve

Tu ainda não sabes
etc.e etc.




quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Saudades não as quero

Alcindo de Carvalho uma das grandes lendas vivas do fado canta com letra de Lopes Vieira e música tradicional de Frederico de Brito este fado Saudades não as quero



Bateram fui abrir era a saudade
vinha para falar-me a teu respeito
entrou com um sorriso de maldade
depois sentou-se à beira do meu leito
e quis que eu lhe contasse só a metade
das dores que trago dentro do meu peito

Não mandes mais esta saudade
ouve os meus ais por caridade
ou eu então deixo esfriar esta paixão
amor podes mandar se for sincero
saudades isso não pois não as quero

Bateram novamente era o ciúme
e eu mal me apercebi de que batera
trazia o mesmo ódio do costume
e todas as intrigas que lhe deram
e vinha sem um pranto ou um queixume
saber o que as saudades me fizeram

Não mandes mais esta saudade,
ouve os meus ais por caridade,
ou eu então deixo esfriar esta paixão,
amor podes mandar se for sincero,
saudades isso não pois não as quero.