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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Era já tarde

Max não foi só um grande fadista como já disse bastas vezes, tem inúmeras letras, normalmente em parceria com Artur Ribeiro, que continuam felizmente a ser cantadas, desta vez a parceria foi com Aníbal Nazaré.

O fado é cantado pela Micá, de quem não tenho notícias, desejando que ainda esteja entre nós

Era já tarde
quando o fado conheci,
e sem alardes
quis falar-lhe de saudade,
mas na verdade para mim,
lembrar de ti,
do grande amor que perdi
era tarde muito tarde

Pedi ao fado ,
que me desse outro caminho,
ficasse ele com a saudade
que eu queria ficar sozinho,
ele respondeu que
o pedido era escusado
porque o fado e a saudade
andavam de braço dado

Era já tarde
quando o fado abandonei
e fui covarde
tive medo da saudade,
com ansiedade
eu ainda a procurei
quando a saudade encontrei
era tarde muito tarde


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Fui ao baile


Volto a trazer aqui a Maria do Carmo (Micá) que gosto muito de ouvir e não sei por onde anda, que pena não existir um sítio onde possamos saber onde estão, onde cantam os nossos fadistas.

Trata-se tão mal o fado em Portugal


Aqui canta uma letra de Amadeu do Vale e música de Fernando de Carvalho, que segundo informação recolhida terá sido criado para a saudosa Fernanda Baptista

Vesti a blusa nova estreei o meu xaile

Para contigo ir ao baile e dançar juntinha a ti

E até, p'ra tu me achares mais airosa e vistosa

Pus no cabelo uma rosa e chinelinha no pé


Mas mal entraste, bem vi que falaste c'oa Rosa Maria

Aquela que namoraste na Rua da Mouraria

P'ra não te dar o prazer de mostrar todo o meu azedume

Peguei o xaile e calei-me, e afastei-me sem um queixume


Fingi não ver e fui dançar

Com um rapaz que me andava a fazer um namoro a valer

P'ra comigo casar

Julgavas ter com quem brincar

Mas vê bem como tu te iludiste, quando no baile me viste

Nos braços dum outro a bailar


Saí depois do baile era já madrugada

Mas desta abraçada já a outro e não a ti

E vi que tu e a Rosa Maria se riram

Quando na rua assistiram ao abraço que eu lhe dei


Como é costume, bem vi no azedume do vosso embaraço

Que os torturava o ciúme, por ir com outro p'lo braço

E vi depois zangarem-se os dois, porque tu lhe disseste

Que estavas desiludido e arrependido do que fizeste



Os meus agradecimento ao fados no fado pela letra que usurpei



sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Chaves da vida


Maria do Carmo a popular Micá
, canta este fado com letra de Júlio de Sousa e música de Moniz Pereira

Eu tinha as chaves da vida e não abri
As portas onde morava a felicidade
Eu tinha as chaves da vida e não vivi
A minha vida foi toda uma saudade

E tanta ilusão que tinha e foi perdida
Tanta esperança no amor foi destroçada
Não sei porque me queixo desta vida
Se não quero outra vida para nada

Se foi p'ra isto que nasci / Se foi p'ra isto que hoje sou
Se foi só isto que mereci / Não vou, não vou
Podem passar bocas pedindo / Olhos em fogo, tudo acabou
Pode passar o amor mais lindo / Não vou, não vou

Eu tinha as chaves da vida e fui roubada
Mataram dentro de mim toda a poesia
Deixaram só tristeza e mais nada
E a fonte dos meus olhos que eu não queria