Fernando Jorge volta aqui para cantar esta letra de José Venâncio Ferreira para o fado Varela
Deixem-me andar à deriva, pla cidade
deixem-se só entregue, à minha dor
aos poucos vou morrendo, de saudade
só porque não te vejo, meu amor.
Os beijos que trocámos, sem ter fim,
guardei-os no meu peito sofredor,
saudades de não estares, junto a mim,
de sentir, novamente o teu calor.
Ai Como o tempo passa, santo Deus
como a vida é tão curta, tão pequena
se os erros foram dela, ou foram meus
sei apenas, dizer valeu a pena
E vou vivendo assim, nesta canseira,
sem encontrar a guia, dos meus passos,
e agora amor eu dava, a vida inteira,
para ter-te, novamente nos meus braços
Este blogue é o local onde guardo os meus poemas para serem cantados e também uma homenagem a todos os que amam o FADO.
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sexta-feira, 1 de abril de 2011
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Adolescência perdida
Mais um fado na voz do Fernando Jorge e outra letra de António Rocha para o fado Carriche de Raúl Ferrão
Poema da minha vida
Sem velhice nem infância
Adolescência perdida
No mar da minha inconstância
Poema da minha vida
Fogo que perdeu a chama
Caminhada resumida
A sulcos feitos na lama
Sem velhice nem infância
Vão as verdades morrer
No limite da distância
Que há entre mim e o meu ser
Adolescência perdida
Em busca de mundo novo
E da razão construída
Com gritos vindos do povo
No mar da minha inconstância
Naufraga a causa perdida
A que tu dás importância
Poema da minha vida
Levas nas mãos amarradas
Vontades amordaçadas
domingo, 24 de janeiro de 2010
Nada me dás
Eu gosto muito de ouvir cantar o Fernando Jorge, mas também gosto do vastíssimo repertório dele, do qual consta duma forma geral. muitos dos meus fados favoritos
Este tem letra do grande António Rocha cantado sobre um tema de Marceneiro o fado bailado
Dá me o calor do teu peito
aquece minha alma fria
encosta-te a mim com jeito
dá-me um pouco de alegria
Dá-me o calor do teu peito
Dá-me a luz do teu sorriso
tal como outrora fizeste
vem porque eu de ti preciso,
cumpre com o que prometeste
Dá-me a luz do teu sorriso
Da-me um só beijo mulher
peço-te pouco bem vês
acaba com o meu sofrer
ainda que mais me não dês
Dá-me um só beijo mulher
Nada me dás vai-te embora
foge do meu pensamento,
porque há-de chegar a hora
do teu arrependimento
Nada me dás vai-te embora
Este tem letra do grande António Rocha cantado sobre um tema de Marceneiro o fado bailado
Dá me o calor do teu peito
aquece minha alma fria
encosta-te a mim com jeito
dá-me um pouco de alegria
Dá-me o calor do teu peito
Dá-me a luz do teu sorriso
tal como outrora fizeste
vem porque eu de ti preciso,
cumpre com o que prometeste
Dá-me a luz do teu sorriso
Da-me um só beijo mulher
peço-te pouco bem vês
acaba com o meu sofrer
ainda que mais me não dês
Dá-me um só beijo mulher
Nada me dás vai-te embora
foge do meu pensamento,
porque há-de chegar a hora
do teu arrependimento
Nada me dás vai-te embora
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Mulher de Lisboa
Fernando Jorge é um grande fadista como já tive oportunidade de dizer e especialmente cuidadoso na escolha do seu repertório. Tem gravados muitos dos grandes sucessos do fado, pelo menos os que se cantam nos casas de fado mais populares.
Letra e música de Carlos Alberto França
O mundo é das rosas
Singelas formosas, que andam por aí
Janela florida
Cidade garrida como eu nunca vi
Passai pela rua
Que a cidade nua sem vocês, destoa
Jardim da Europa
Lisboa cachopa, mulher de Lisboa
Linda mulher de Lisboa
Flor do meu jardim, á beira mar plantado
És tu quem Cristo abençoa
De braços abertos lá do outro lado
Letra e música de Carlos Alberto França
O mundo é das rosas
Singelas formosas, que andam por aí
Janela florida
Cidade garrida como eu nunca vi
Passai pela rua
Que a cidade nua sem vocês, destoa
Jardim da Europa
Lisboa cachopa, mulher de Lisboa
Linda mulher de Lisboa
Flor do meu jardim, á beira mar plantado
És tu quem Cristo abençoa
De braços abertos lá do outro lado
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Sinas trocadas
Fernando Jorge um grande fadista com alguns discos editado, canta este fado com letra de João Alberto
Cigana dos sonhos meus
cautela que é falsidade
juraste pelos olhos teus
que me disseste a verdade
Andas praí a dizer
as paixões que há por aí
melhor deve saber
quem as tem dentro de si
Cigana leste a minha sina,
nela disseste o mal e o bem,
duma mulher, a quem eu quero
como a ninguém.
Nesta ansiedade, vivo a sofrer
mas a verdade, vou por a nu
sabes quem é, essa mulher
cigana és tu
Tens na tua rotina,
sempre a falar em paixão,
noto por minha má sina,
que tu não tens coração.
Se o tivesse com certeza
sentias o que eu senti,
minha alma triste andar presa,
não á sina mas a ti,
Cigana dos sonhos meus
cautela que é falsidade
juraste pelos olhos teus
que me disseste a verdade
Andas praí a dizer
as paixões que há por aí
melhor deve saber
quem as tem dentro de si
Cigana leste a minha sina,
nela disseste o mal e o bem,
duma mulher, a quem eu quero
como a ninguém.
Nesta ansiedade, vivo a sofrer
mas a verdade, vou por a nu
sabes quem é, essa mulher
cigana és tu
Tens na tua rotina,
sempre a falar em paixão,
noto por minha má sina,
que tu não tens coração.
Se o tivesse com certeza
sentias o que eu senti,
minha alma triste andar presa,
não á sina mas a ti,
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