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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

À mercê duma saudade

Sabe-se que Camané cantou pela primeira vez em público na velha Cesária em Alcântara local que eu e muita gente da minha geração  que ama o fado guarda enorme recordação e saudade. Toda a gente cantava ali, até eu me atrevi a cantar um dia um dos fados que mais gosto ainda hoje  chamado a Saudade que me dói de Vasco de Lima Couto.

Tal como eu Camané também pediu para cantar uma vez e acho que nunca mais parou, ao contrário de mim, que há muito nem sequer me atrevo a tentar, é que independentemente da voz ser boa ou não ser , não consigo cantar por manifesta incapacidade em suster a minha sensibilidade . Talvez seja uma das razões porque detesto quem canta para despachar apenas uma tarefa.

A letra  deste fado é da também fadista Aldina Duarte, uma das fadistas que eu sinto que tem a sensibilidade à flor da pele. A musica neste caso é o fado Esmeraldinha de Júlio Proença

O amor anda à mercê duma saudade 
Com ele anda sempre a ilusão 
O nosso amor não tem a mesma idade 
Mas tem a mesma lei no coração 

Sabemos qual a ânsia da chegada 
E nunca recordamos a partida 
Trazemos na memória renegada 
A dor de uma distância sem saída 

Existem entre nós sonhos calados 
Que a vida não permite acontecer 
Por vezes sigo os teus olhos parados 
E sinto que é por ti que vou viver 

Recuso lamentar a minha entrega 
Teus braços são a minha liberdade 
O amor é fantasia que nos cega 
É força que transforma a realidade



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Súplica

Um dos meus fados favoritos, incluído no seu album Do amor e dos dias, este fado é de autoria de Frederico de Brito com música de Ferrer Trindade

Já quantas vezes
Te pedi que me esquecesses
Ou que ao menos não viesses
Não voltasses mais aqui
Pois tu não vês
Que o mau viver que tu me dês
Só pode ser por malvadez
E eu não espero mais de ti

Já quantas vezes
Te implorei por caridade
Que encobrisses a maldade
Que há-de ir sempre onde tu vais
Eu poderei ser um traidor
Fugir à lei do que amor
Sofrer bem sei
Mas prender-me nunca mais

Ainda agora
Eu bem sei que tu não gostas
Vou pedir-te de mãos postas
Que me dês o que era meu
Vagas paixões, meus tristes ais
Mil tentações e pouco mais
Do que ilusões
Que o amor…esse morreu



segunda-feira, 28 de abril de 2008

Mais um fado no fado

Para me estrear neste blogue para o qual fui convidada, pego nas palavras dos autores anteriores, para referenciar igualmente a Fábia Rebordão, cantando com o Camané, este fado com letra de Júlio de Sousa e música de Carlos da Maia do fado Perseguição

Eu sei que esperas por mim
Como sempre, como dantes
Nos braços da madrugada
Eu sei que em nós não há fim,
Somos eternos amantes,
Que não amaram mais nada

Eu sei que me querem bem
Eu sei que há outros amores
Para bordar no meu peito
Mas eu não vejo ninguém
Porque não quero mais dores
Nem mais batom no meu leito

Nem beijos que não são teus
Nem perfumes duvidosos
Nem carícias perturbantes
E nem infernos nem céus
Nem sol nos dias chuvosos
Porque 'inda somos amantes

Mas Deus quer mais sofrimento
Quer mais rugas no meu rosto
E o meu corpo mais quebrado
Mais requintado tormento
Mais velhice, mais desgosto
E mais um fado no fado

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