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sábado, 27 de julho de 2013

Medo


Já me tenho referido bastantes vezes a esta talentosa fadista que dá pelo nome de Ana Marques e que insisto merece uma grande oportunidade. No próximo dia 29 de Julho, vou por certo ter oportunidade de voltar a ouvi-la, já que ela actua em Portimão no restaurante Lusana. Quem não a conhece não deve perder a oportunidade de a ouvir

Ei-la num fado difícil de cantar talvez por isso pouco cantado, uma letra de Reinaldo Ferreira para a música de Alain Oulman

Quem dorme à noite comigo,
é meu segredo,
Mas se insistirem lhes digo,
O medo mora comigo
Mas só o medo

É cedo porque me embala,
Num vai-vém de solidão
É com silêncio que fala
Com voz de móvel que estala
E nos perturba  a razão

Gritar: quem pode salvar-me,
Do que está dentro de mim,
Gostava até de matar-me
Mas eu sei que ele há-de esperar-me,
Ao pé da ponte do fim


terça-feira, 5 de julho de 2011

Cuidei que tinha morrido

Margarida Guerreiro, um regresso aqui para cantar este fado de Pedro Homem de Melo e musica de Alain Oulman

Ao passar pelo ribeiro, onde às vezes me debruço
Fitou-me alguém corpo inteiro, dobrado como um soluço
Pupilas negras, tão laças, raízes iguais às minhas
Meu amor, quando me enlaças, porventura as adivinhas

Que palidez nesse rosto sob o lençol do luar
Tal e qual quem alça o posto estivera agonizar
Deram-me então por conselho tirar de mim o sentido
Mas depois vendo-me ao espelho cuidei que tinha morrido



sexta-feira, 9 de julho de 2010

Prece


Este fado faz parte dum CD recentemrnte lançado onde se registam interpretações de 18 fados onde Carlos Zel a solo ou em duo com fadistas ou músicos, e ainda a introdução de Júlio César, a quem se deve a ideia das "Quartas de Fado", interpreta alguns exitos desses eventos


Esta Prece tem letra de Pedro Homem de Melo e música de Alain Oulman

Talvez que eu morra na praia
Cercado em pérfido banho,
Por toda a espuma da praia
Como um pastor que desmaia
No meio do seu rebanho

Talvez que eu morra dum tiro
Castigo de algum desejo
E que á mercê desse tiro
O meu ultimo suspiro
Seja o meu primeiro beijo

Talvez que eu morra entre grades
No meio duma prisão
E que o mundo, além das grades
Venha esquecer as saudades
Que roem meu coração

Talvez que eu morra no leito
Onde a morte, é natural
As mãos em cruz, sobre o peito
Das mãos de Deus tudo aceito
Mas que eu morra em Portugal



quinta-feira, 9 de julho de 2009

Espelho quebrado


Não sei se as pessoas que não conhecem a Liana, conseguem notar, mas quem a conhece desde miúda, percebe que a Liana, canta em contenção e muito bem, acho eu, porque a potencialidade da sua voz, daria para muito mais. Terá sido aconselhada a fazê-lo e muito bem para evitar alguma gritaria, que os seus primeiros tempos indiciavam.


Não é preciso gritar para cantar bem o fado, algumas fadistas têm esse entendimento errado, ainda bem que Liana não segue esse caminho.

Para quando Liana um regresso a Portugal ?

A letra deste fado é de David Mourão Ferreira a música de Alain Oulman

Com o seu chicote o vento
Qu
ebra o espelho do lago
Em mim foi mais violento o estrago
Porque o vento ao passar
M
urmurava o teu nome

Depois de o murmurar,deixou-me

Tão rápido passou
N
em soube destruir-me

As mágoas em que sou tão firme
Mas a sua passagem
E
m vidro recortava

No lago a minha imagem de escrava

Ó líquido cristal
D
os meus olhos sem ti

Em vão um vendaval pedi
Para que se quebrasse
O
espelho que me enluta

E me ficasse a face enxuta

Em mim foi mais violento, o vento


Caso não consiga ver o clip clicar >>>>>>>>>>>>>>>> aqui



sábado, 17 de janeiro de 2009

Fado português

Eu adoro ouvir esta miúda cantar o fado . Fábia Rebordão por onde andas tu ? E por onde andam os senhores que mandam nestas coisas, porque não tem esta miúda um disco de fado ?

Eu ouvi-a cantar, ainda lá pelos" Ferreiras" em Lisboa, onde ela deu alguns dos seus primeiros passos a cantar o fado, algum tempo antes desse programa da TV.

Provavelmente, já o disse mas eu VI o grande Fernando Maurício, comover-se a ouvi-la cantar e não foi um cisco que lhe entrou na vista.

Este Fado português tem letra de José Régio e música de Alain Oulmann

O fado nasceu um dia
Quando o vento mal bulia
E o céu, o mar prolongava.
Na amurada dum veleiro
No peito dum marinheiro
Que estando triste cantava

Ai que lindeza tamanha
Meu chão, meu monte, meu vale
De folhas, flores, frutas de oiro...
Vê se vês terras de Espanha
Areias de Portugal
Olhar céguinho de choro

Na boca dum marinheiro
Do frágil barco veleiro
Morrendo a canção magoada
Diz o pungir dos desejos
Do lábio a queimar de beijos
Que beija o ar e mais nada

Mãe adeus, adeus Maria
Guarda bem no teu sentido
Que aqui te faço uma jura...
Que, ou te levo á sacristia
Ou foi Deus que foi servido
Dar-me no mar, sepultura

Ora eis que embora outro dia
Quando o vento nem bulia
E o céu o mar prolongava
Á proa doutro veleiro
Velava outro marinheiro
Que estando triste cantava


Par ouvir clicar >>>>>>>>>>>>>>>> aqui

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Gaivota

Cristina Branco , uma voz indiscutível na nova geração de fadistas, canta este fado clássico, ao que parece em sua casa, eventualmente num ensaio.

A Gaivota tem letra de Alexandre O Neil e música de Alain Oulman.

Este fado neste ambiente caseiro, fica saboroso cantado ao seu estilo pelo tom intimo e simples

Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.


Para ouvir Cristina Branco clicar >>>>>>>>>>> aqui

ou caso não seja possível clicar >>>>>>>>> aqui