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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Rouxinol da Ribeira



No dia 8 de Maio, Sérgio Nunes o promissor fadista algarvio falecido há 11 anos, faria 30 anos, tendo acontecido em Portimão uma festa, organizada pelos seus pais, para recordar a sua carreira.

Muito amigos e familiares estiveram presentes, tendo sido possível recordá-lo através da passagem dalgumas das suas interpretações que correm na internet, como a que aqui apresento e que é quanto a mim um dos seus fados mais bem cantados. Uma curiosidade foi o facto de alguns dos participantes nos vídeos apresentados, tenham estado presentes na referida festa.

Ouvimos cantar a jovem fadista Adriana Marques (na foto), amiga de infância de Sérgio Nunes com a sua belíssima voz e sua simpática presença, mas também não deixo de destacar a forma como dialoga com o público, não se esquecendo de anunciar os nomes dos autores dos fados que vai interpretar. Em breve trarei aqui algo por si interpretado.

Também esteve presente a veterana Helena de Castro, uma das minhas fadistas preferidas e que me habituei a gostar de ouvir cantar, desde que há muito anos já, a ouvi cantar no cantinho dos Ferreiras em Lisboa, sob a direcção artística do grande Fernando Maurício.

Na referida festa ambas foram acompanhadas por Ricardo Martins na guitarra portuguesa (uma enorme revelação ) e Aníbal Vinhas na viola.

Eis então a interpretação do Rouxinol da Ribeira uma letra de Januário Pereira cantado sobre a música das sextilhas de Pedro Rodrigues, por Sérgio Nunes.



domingo, 13 de setembro de 2009

Estranha contradição

Letra de Maria Helena de Freitas música Pedro Rodrigues sextilhas

Andei a dizer andei
que não queria ver-te mais
Que não te queria falar
Calcula que até jurei
Não ir aonde tu vais
Pra nunca mais te encontrar

Pobre de mim, a razão
Que se perde na tortura
De não querer o que eu desejo
E em estranha contradição
Que eu ando á tua procura
E ando a ver se te não vejo


Falo-te e não te conheço
Vejo sem te encontrar
Tu sabes que eu não mudarei
Duma coisa me convenço
Sempre te hei de procurar
Nunca mais te encontrei

Caso não consiga ver o clip clicar >>>>>>>>>> aqui


sexta-feira, 8 de maio de 2009

Estranha contradição

António Mourão nasceu no Montijo a 3 de Julho de 1936 e foi ao cumprir o serviço militar que a sua voz começou a dar nas vistas, passandoa cantar, como amador, nas casas de fado de Lisboa.
Já profissional em 1964, foi contratado para a Parreirinha de Alfama, de "Argentina Santos".

Na revista “E Viva o Velho”, no Teatro Maria Vitória, interpretou "Oh Tempo Volta Para Trás", que viria a ser um dos maiores êxitos da história da música portuguesa.


Andei a dizer andei,
que não queria ver-te mais,
que não queria te falar.
Calcula que até jurei,
Não ir aonde tu vais,
Pra nunca mais te encontrar.

Pobre de mim, a razão,
Que se perde na tortura,
De não querer o que eu desejo.
E em estranha contradição .
Eu ando á tua procura
E ando a ver se te não vejo


Falo-te e não te conheço
Olho, sem te encontrar
Tu sabes que não mudarei.
Duma coisa me convenço,
Sempre te hei de procurar,
Nunca mais te encontrei.

Este fado tem letra de Maria Helena de Freitas e música de Pedro Rodrigues-Sextilhas

Caso não consiga ver o vídeo clicar >>>>>>>>>>>>> aqui



quinta-feira, 22 de maio de 2008

Rouxinol da Ribeira

Volto a um dos meus fadistas preferidos António Pelarigo, um grande fadista do Ribatejo, que nunca tive o prazer de ouvir cantar ao vivo.

Aqui canta um fado de Januário Pereira e música de Pedro Rodrigues-Sextilhas

Mal o dia amanhecendo
ia a Ribeira se enchendo
de gritos e de pregões
e o peixe desembarcado
é na lota apregoado
no meio de palavrões

Há muito que ali vendia
toda a gente a conhecia
a Gracinda vendedeira
dava gosto ouvir cantar
e eu sempre lhe ouvi chamar
o Rouxinol da Ribeira


Sua filha ainda garota
tão traquina tão marota
a pequena Manuela
certo dia se afastou
e junto ao Tejo brincou
que ninguém mais soube dela

Hoje de negro vestida
chorando a filha perdida
com dor sincera e verdadeira
ao mercado já tornou
mas a cantar não voltou
o Rouxinol da Ribeira



domingo, 18 de maio de 2008

Renascer

Rodrigo é um fadista da velha guarda nascido para o fado em 1975 ainda como amador, mas no início dos anos 80 abriu a sua casa de fados o Forte D.Rodrigo em Birre

Canta este fado Renascer, com Letra de João Dias

e Musica de Pedro Rodrigues-Sextilhas

Caso não consiga ver o vídeo no Guarda fados clicar >>>>>>>>>>>>>>>>> aqui

Só quem ama tem razão
mulher dá-me a tua mão
apressemos a partida.
Solta os cabelos ao vento,
e os dois à frente do tempo ,
vamos saudar esta vida.

Vamos beber rios e fontes
caminhar vales e montes
e sonhar ao mais profundo.
Há flores à nossa espera
e um canto da primavera
em cada canto do mundo


E na mais alta colina
à luz do sol luz divina
respirar nossa nudez
se em amor fomos nascidos
por milagre dos sentidos
nasceremos outra vez


para ver clicar >>>>>>>>>>>>>>>>>>>> aqui

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Aquele adeus

No dia 19 de Abril de 2006, morreu Maria Leopoldina da Guia na altura o telegrama da agencia Lusa dizia o seguinte

A fadista Maria Leopoldina Guia, de 60 anos, faleceu hoje de madrugada na Moita do Ribatejo, Setúbal, vítima de doença prolongada, disse fonte da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado.
Até aos 19 anos, cantou fado-canção, tendo por principais referências artísticas Simone de Oliveira e Maria de Lurdes Resende e gravou o seu primeiro disco aos 20 anos.

Vale a pena recordar essa grande voz cantando aqui uma letra de João Maria Veiga sobre música do fado Primavera de Pedro Rodrigues

Tudo acabou nesse adeus
em que vi os olhos teus
partirem para outro lado
sonhámos tanto e depois
o que ficou de nós dois
foi um pouco do passado

Quanto fados te cantei
quantos poemas rasguei
por serem feitos de ti
esqueci-me de tantos dias
nas promessas que fazias
outro fado descobri

Ja é tarde ,meu amor,
o poente perde a cor
e não te vejo voltar,
com a noite vem a saudade,
mesmo longe és a verdade,
que ponho no meu cantar



domingo, 23 de dezembro de 2007

Andei à tua procura

Hoje outro grande fadista, chamado Filipe Duarte cantando um fado chamado Andei à tua procura, uma letra de Artur Ribeiro sobre musica do fado Primavera do Pedro Rodrigues



Andei á tua procura
perdi-me na noite escura
pela ruas da cidade
e em cada mulher que vi
não te encontrei mas senti
aumentar esta saudade

Fui de porta em porta a esmo
chorei e ri de mim mesmo
como quem perde a razão
aos outros não disse nada
só as pedras da calçada
abri o meu coração

As ruas onde passamos
os jardins onde andamos
os lugares onde te vi
na minha mente cansada
tudo ri a gargalhada
ao ver-me chorar por ti

Andei a tua procura
voltei louco de amargura
daquela paixão perdida
mas se entrares aquela porta
do resta nada me importa
pois volta contigo a vida