Este blogue é o local onde guardo os meus poemas para serem cantados e também uma homenagem a todos os que amam o FADO.
quinta-feira, 1 de outubro de 2026
*Fado da tua ausência
quinta-feira, 26 de março de 2026
*A cidade são os amigos
Volto à cidade querida,
Lisboa em minha vida,
sinto o amor a me chamar…
Risos velhos me acolhem,
dos amigos que se escolhem,
em meu ser hão de morar.
Lisboa abre-me os braços,
cada rua tem seus traços,
do tempo que ali deixei…
Cheira a amor e a luar,
na cidade à beira-mar,
por teu amor eu voltei.
Voltar à cidade querida,
das colinas minha vida,
passos que não vou dar…
Novos fados me acolhem,
outros ainda se escolhem,
que o tempo não quis levar.
E na tarde que descansa,
fica em mim a lembrança,
de um viver que não morreu,
Lisboa em cada esquina,
com a luz que me ilumina,
num lugar que é só meu.
E pelo tempo a viajar,
consigo me recordar,
doutros tempos já sofridos,
os meus cantos são sentidos,
e juntos dos meus amigos,
mais risos serão vividos.
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
*Fado do que ficou
mas na casa fica o lume
que deixaste ao te afastar,
é calor que não se apaga,
mesmo quando a alma vaga
pelos cantos do lembrar.
Nos retratos da memória,
guardo o fim da nossa história,
feito em sombra e claridade.
Se outro amor vier depois,
será eco de nós dois,
e do tempo, a eternidade
que o amor fosse quimera,
ficarei sem te esquecer.
Pois nas cordas da guitarra,
toda a dor que o fado amarra
volta sempre a renascer.
pois na voz quero guardar
tudo o que o amor deixou.
Cada nota é despedida,
mas também promessa erguida
num fado do que ficou
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Rouxinol da Ribeira

domingo, 13 de setembro de 2009
Estranha contradição
Andei a dizer andei
que não queria ver-te mais
Que não te queria falar
Calcula que até jurei
Não ir aonde tu vais
Pra nunca mais te encontrar
Pobre de mim, a razão
Que se perde na tortura
De não querer o que eu desejo
E em estranha contradição
Que eu ando á tua procura
E ando a ver se te não vejo
Falo-te e não te conheço
Vejo sem te encontrar
Tu sabes que eu não mudarei
Duma coisa me convenço
Sempre te hei de procurar
Nunca mais te encontrei
Caso não consiga ver o clip clicar >>>>>>>>>> aqui
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Estranha contradição
Já profissional em 1964, foi contratado para a Parreirinha de Alfama, de "Argentina Santos".
Na revista “E Viva o Velho”, no Teatro Maria Vitória, interpretou "Oh Tempo Volta Para Trás", que viria a ser um dos maiores êxitos da história da música portuguesa.
Andei a dizer andei,
que não queria ver-te mais,
que não queria te falar.
Calcula que até jurei,
Não ir aonde tu vais,
Pra nunca mais te encontrar.
Pobre de mim, a razão,
Que se perde na tortura,
De não querer o que eu desejo.
E em estranha contradição .
Eu ando á tua procura
E ando a ver se te não vejo
Falo-te e não te conheço
Olho, sem te encontrar
Tu sabes que não mudarei.
Duma coisa me convenço,
Sempre te hei de procurar,
Nunca mais te encontrei.
Este fado tem letra de Maria Helena de Freitas e música de Pedro Rodrigues-Sextilhas
Caso não consiga ver o vídeo clicar >>>>>>>>>>>>> aqui
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Rouxinol da Ribeira
Aqui canta um fado de Januário Pereira e música de Pedro Rodrigues-Sextilhas
Mal o dia amanhecendo
ia a Ribeira se enchendo
de gritos e de pregões
e o peixe desembarcado
é na lota apregoado
no meio de palavrões
Há muito que ali vendia
toda a gente a conhecia
a Gracinda vendedeira
dava gosto ouvir cantar
e eu sempre lhe ouvi chamar
o Rouxinol da Ribeira
Sua filha ainda garota
tão traquina tão marota
a pequena Manuela
certo dia se afastou
e junto ao Tejo brincou
que ninguém mais soube dela
Hoje de negro vestida
chorando a filha perdida
com dor sincera e verdadeira
ao mercado já tornou
mas a cantar não voltou
o Rouxinol da Ribeira
domingo, 18 de maio de 2008
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Aquele adeus
A fadista Maria Leopoldina Guia, de 60 anos, faleceu hoje de madrugada na Moita do Ribatejo, Setúbal, vítima de doença prolongada, disse fonte da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado.
Até aos 19 anos, cantou fado-canção, tendo por principais referências artísticas Simone de Oliveira e Maria de Lurdes Resende e gravou o seu primeiro disco aos 20 anos.
Vale a pena recordar essa grande voz cantando aqui uma letra de João Maria Veiga sobre música do fado Primavera de Pedro Rodrigues
Tudo acabou nesse adeus
em que vi os olhos teus
partirem para outro lado
sonhámos tanto e depois
o que ficou de nós dois
foi um pouco do passado
Quanto fados te cantei
quantos poemas rasguei
por serem feitos de ti
esqueci-me de tantos dias
nas promessas que fazias
outro fado descobri
Ja é tarde ,meu amor,
o poente perde a cor
e não te vejo voltar,
com a noite vem a saudade,
mesmo longe és a verdade,
que ponho no meu cantar
domingo, 23 de dezembro de 2007
Andei à tua procura
Andei á tua procura
perdi-me na noite escura
pela ruas da cidade
e em cada mulher que vi
não te encontrei mas senti
aumentar esta saudade
Fui de porta em porta a esmo
chorei e ri de mim mesmo
como quem perde a razão
aos outros não disse nada
só as pedras da calçada
abri o meu coração
As ruas onde passamos
os jardins onde andamos
os lugares onde te vi
na minha mente cansada
tudo ri a gargalhada
ao ver-me chorar por ti
Andei a tua procura
voltei louco de amargura
daquela paixão perdida
mas se entrares aquela porta
do resta nada me importa
pois volta contigo a vida