Sobre a conhecida música do fado Mundo de Inverno de Paco Gonzales, Tony Carolas fez esta letra para a voz de Jaime Dias
Volta para mim, tem paciência,
com este tresloucado coração,
que chora a toda a hora ,a tua ausência,
e vai morrendo aos poucos, de paixão.
Sabes que és tu, a quem eu quero,
e se prestares um pouco, de atenção,
ouvirás no silêncio o desespero,
do meu amargurado coração.
Chego a sonhar, neste meu fado,
que ao acordar estarás de novo, a meu lado,
não estás ali e a pouco e pouco
a tua ausência meu amor, deixa-me louco
Embora a quase tudo eu resista,
por vezes sinto que estou a naufragar,
cansado de nadar, sem terra à vista,
mas logo arranjo forças para lutar.
Porque ficam alerta, os meus sentidos,
julgando estar a ouvir a tua voz,
murmurar docemente aos meus ouvidos,
teima meu amor, luta por nós.
Chego a sonhar, neste meu fado,
que ao acordar estarás de novo, a meu lado,
não estás ali e a pouco e pouco
a tua ausência meu amor, deixa-me louco
Este blogue é o local onde guardo os meus poemas para serem cantados e também uma homenagem a todos os que amam o FADO.
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Cantar é desabafar
Jaime Dias volta aqui, para cantar Mário Raínho um dos actuais poetas de fado, mais cantado significativo da sua superior qualidade como poeta, a música é de Paco Gonzalez, cuja obra repleta de êxitos merece os maiores elogios
A minha voz cantou p'ra não chorar
Porque a saudade dói, quando acontece
Ás vezes, cantar é desabafar
E o frio que há em nós, quase arrefece
A minha voz cantou dum jeito terno
Numa oração sentida onde se espera
Alcançar o final dum longo inverno
Florir um novo fado em primavera
A minha voz cantou a noite inteira
Para afastar de mim, a solidão
Que teimou em ficar á minha beira
A envelhecer meu tonto coração
A minha voz cantou um novo fado
Marcado pelo tom da despedida
E mal se despedia do passado
Voltaste tu de novo á minha vida
(letra recolhida do magnífico Fados do fado )
A minha voz cantou p'ra não chorar
Porque a saudade dói, quando acontece
Ás vezes, cantar é desabafar
E o frio que há em nós, quase arrefece
A minha voz cantou dum jeito terno
Numa oração sentida onde se espera
Alcançar o final dum longo inverno
Florir um novo fado em primavera
A minha voz cantou a noite inteira
Para afastar de mim, a solidão
Que teimou em ficar á minha beira
A envelhecer meu tonto coração
A minha voz cantou um novo fado
Marcado pelo tom da despedida
E mal se despedia do passado
Voltaste tu de novo á minha vida
(letra recolhida do magnífico Fados do fado )
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Ao longo do tempo
É a segunda vez que aqui trago José Matoso, um fadista admirável. Da primeira vez fiz uma critica não a ele directamente, não sabe cantar mal, mas a quem escolheu uma brasileirada para ele incluir no seu repertório.
Este sim é um fado, tem a assinatura de Paco Gonzalez
Agradeço a letra ao blog amigo Fados do Fado
Quando te vi depois de tantos anos
Secou-se-me a garganta e não falei
Refugiei-me no trem do pensamento
E tu foste a estação onde eu parei
As folhas começavam a caír
As chuvas brevemente iam chegar
O outono tinha tons de primavera
E quando o meu olhar ficou no teu olhar
Sorrimos, conversamos, dançamos e nessa noite
O amor veio depois sem nós pedirmos nada
E nessa comunhão vimos nascer o dia
Envoltos num amor que a noite abençoara,
Deixei-te no teu corpo a força do meu corpo
Deixei-te nos teus lábios a febre de carinho
Depois, sem um adeus, sem lágrimas nos olhos
A vida nos levou deixando-nos sózinhos
A mão da guerra tinha abraçado o mundo
E houve dois caminhos a seguir
O meu destino seguiu por uma estrada
Pela qual o teu destino não pôde ir
A paz voltou á terra de ninguém,
E um dia, por acaso, te encontrei
Ouvi um pequenito chamar mãe
Secou-se-me a garganta, e não falei
Lembrei aquela noite que juntos conversamos
O amor veio depois sem nós pedirmos nada
E nessa comunhão vimos nascer o dia
Envoltos num amor que a noite abençoara,
Deixei-te no teu corpo a força do meu corpo
Deixei-te nos teus lábios a febre de carinho
Depois, sem um adeus, sem lágrimas nos olhos
A vida nos levou deixando-nos sózinhos
Secou-se-me a garganta e não falei
Refugiei-me no trem do pensamento
E tu foste a estação onde eu parei
As folhas começavam a caír
As chuvas brevemente iam chegar
O outono tinha tons de primavera
E quando o meu olhar ficou no teu olhar
Sorrimos, conversamos, dançamos e nessa noite
O amor veio depois sem nós pedirmos nada
E nessa comunhão vimos nascer o dia
Envoltos num amor que a noite abençoara,
Deixei-te no teu corpo a força do meu corpo
Deixei-te nos teus lábios a febre de carinho
Depois, sem um adeus, sem lágrimas nos olhos
A vida nos levou deixando-nos sózinhos
A mão da guerra tinha abraçado o mundo
E houve dois caminhos a seguir
O meu destino seguiu por uma estrada
Pela qual o teu destino não pôde ir
A paz voltou á terra de ninguém,
E um dia, por acaso, te encontrei
Ouvi um pequenito chamar mãe
Secou-se-me a garganta, e não falei
Lembrei aquela noite que juntos conversamos
O amor veio depois sem nós pedirmos nada
E nessa comunhão vimos nascer o dia
Envoltos num amor que a noite abençoara,
Deixei-te no teu corpo a força do meu corpo
Deixei-te nos teus lábios a febre de carinho
Depois, sem um adeus, sem lágrimas nos olhos
A vida nos levou deixando-nos sózinhos
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Quando partiste
José Manuel de Castro Gomes, nasceu em Lisboa
Com 18 anos gravou o primeiro disco com a colaboração de Jorge Fontes, com temas deste e de Matos Maia
Foi participante em várias Grandes Noites de Fado no Coliseu dos Recreios em Lisboa.
Sem nenhuma experiência… foi Fernando Maurício a ser dos primeiros fadistas que acompanhou numa casa de nome “Os Ferreiras” situada na Rua de S. Lázaro, em Lisboa.( a grande escola do fado de Lisboa nesse tempo do Maurício)
Hà cerca de 8 anos é guitarrista privativo na “Tasca do Chico”, na Rua do Diário de Notícias, no Bairro Alto.
Agradeço o trabalho do blog Gente do fado que recomendo
Letra e música de Paco Gonzalez
Caso não consiga ver o clip clicar >>>>>>>>>>> aqui
Com 18 anos gravou o primeiro disco com a colaboração de Jorge Fontes, com temas deste e de Matos Maia
Foi participante em várias Grandes Noites de Fado no Coliseu dos Recreios em Lisboa.
Sem nenhuma experiência… foi Fernando Maurício a ser dos primeiros fadistas que acompanhou numa casa de nome “Os Ferreiras” situada na Rua de S. Lázaro, em Lisboa.( a grande escola do fado de Lisboa nesse tempo do Maurício)
Hà cerca de 8 anos é guitarrista privativo na “Tasca do Chico”, na Rua do Diário de Notícias, no Bairro Alto.
Agradeço o trabalho do blog Gente do fado que recomendo
Letra e música de Paco Gonzalez
Quando partiste
foram contigo os meus desejos
Quando partiste
foram contigo os meus abraços,
vivo agora
a mendigar teus falso beijos,
ouvindo os risos
que tu dás aos meus fracassos
Quando partiste
nunca supus que à despedida
nunca supus que à despedida
ia contigo naufragar
a minha vida
Não te posso censurar
sei bem
podes dar a quem quiseres
calor
mas se um dia tu ouvires,
alguém
louco por ti chamar
amor
sou eu sou eu sou eu
que nunca te esqueci
que nunca te esqueci
e sei amor, meu bem
que te perdi
Quando partiste
julguei vencer o desespero
quando partiste
julguei vencer a solidão,
menti menti
para não cantar o que te quero
mas já sem forças
o meu pobre coração
pus me a chorar
pus me a gritar
pus me a chorar
pus me a gritar
que na vercade
é tão cuel
a voz amiga da saudade
Caso não consiga ver o clip clicar >>>>>>>>>>> aqui
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Mundo de inverno
Pergunto-me muitas vezes porque permanece desconhecido na nossa terra ?porque não grava ? porque razão os portugueses não ouvem com mais frequência esta voz soberba ?
O poema e a música é de Paco Gonzalez
Desde de que te deixei a minha vida
É choro de criança abandonada
Perdeu o teu amor anda perdida
Nos braços de uma longa madrugada
Desde de que te deixei uma ansiedade
Impõe-me a sua dor que me devora
E á noite na lareira da saudade
Aqueço o coração que por ti chora
Mundo de inverno corpo gelado
Sem o teu corpo nos lençóis deste meu fado
Mundo de inverno angustia louca
Sem o carinho e o calor da tua boca
Desde de que te deixei tudo é tristeza
Tudo é caminho errado na minhalma
É o arrastar do tempo na certeza
que nunca outro amor meu ser acalma
Desde de que te deixei mora comigo
a voz amarga e rouca da paixão
E eu sinto que sou outro e não consigo
Calar este maldito coração
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