Volto à cidade querida,
Lisboa em minha vida,
sinto o amor a me chamar…
Risos velhos me acolhem,
dos amigos que se escolhem,
em meu ser hão de morar.
Lisboa abre-me os braços,
cada rua tem seus traços,
do tempo que ali deixei…
Cheira a amor e a luar,
na cidade à beira-mar,
por teu amor eu voltei.
Voltar à cidade querida,
das colinas minha vida,
passos que não vou dar…
Novos fados me acolhem,
outros ainda se escolhem,
que o tempo não quis levar.
E na tarde que descansa,
fica em mim a lembrança,
de um viver que não morreu,
Lisboa em cada esquina,
com a luz que me ilumina,
num lugar que é só meu.
E pelo tempo a viajar,
consigo me recordar,
doutros tempos já sofridos,
os meus cantos são sentidos,
e juntos dos meus amigos,
mais risos serão vividos.