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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O menino que não fui

Que se pode dizer mais sobre o grande Fernando Maurício, o mestre o estilar ìmpar e sobretudo um grande homem com um coração e uma modéstia sem limites.

Aqui canta uma letra de Mário Raínho, um dos poetas que ele mais cantava, numa sextilhas para o marcha de João Maria dos Anjos

Nasci talhado de fado
Cresci no tempo a correr
Sem direito de sonhar;
Não parei no meu passado
Fui menino sem saber
E condenado a cantar

Tive a noite por guarida
Deram-me um fado, por pão 
Por enxerga, a fria rua
Dormi à margem da vida
Ao lado da solidão
Coberto p'la luz da lua

Queria voltar a nascer
E sonhar um só momento
No meu mundo pequenino
Passou o tempo a correr
Não tive idade nem tempo
De brincar e ser menino




Na guitarrada de hoje apresento o Ricardo Martins acompanhado pelo seu irmão Nuno Martins na viola,  na Variações em Ré. Numa visita ao seu blog poderão assistir a muito mais desta jovem dupla  e  ... não só



segunda-feira, 2 de maio de 2011

Dona do meu pensamento

Rodrigo nasceu a 29 de Junho de 1941,na freguesia da Graça, em Lisboa, foi baptizado com o nome de Rodrigo Ferreira Inácio.

Para saber mais deste nosso grande nome do fado, nad melhor que acompanhar o que está escrito neste espaço, que julgo pertença ao próprio fadista

Este fado tem letra de José Correia Tavares e música da marcha de João Maria dos Anjos

Ramo batido plo vento
com folhas flores e ninhos
num jardim a tua espera,
dona do meu pensamento
sou escravo dos teus carinhos
és a minha primavera

Quando não vens, fico triste
qualquer coisa me atormenta,
sem ti sou tão infeliz,
é nos teus lábios que existe,
a seiva que me alimenta,
tu és a minha raiz.

Folhas, flores ninhos e luas,
quando tenho as mãos nas tuas
não há ventos nem procelas,
quero lá saber do Mundo,
se no teu olhar profundo,
há milhões de coisas belas,


terça-feira, 20 de abril de 2010

Fado dum mundo louco

Este fado na voz do veterano Artur Batalha que aqui volta com este fado já antigo do seu repertório tem letra de Zeca Maneca e música de João Maria dos Anjos

Noite negra nua e fria
uma garganta escondida
estranho silêncio no ar
a cantar a nostalgia
que nela vinha perdida
numa noite sem luar

Era a voz do louco fado
dum pesadelo a fugir
ao fascínio da maldade
no seu mundo inconformado
onde teve que cair
no abismo da verdade

Uivou a noite dos lobos
chorou a a noite sem calma
neste mundo sem razão,
nas gargalhadas dos bobos
nos tristes corpos sem alma
a viver na escuridão