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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

*Desdém sofrido


Uma renúncia dorida em peito feito dor,
E um desdém sofrido , em nuvem a pairar.
pra quebrar doendo, a ilusão deste amor
Frias grades da prisão ,que quero mudar.


Em versos de despedida, que hoje se escreve,
Renuncio ao forte fio, que o coração teceu.
pelo desdém sofrido , tecido em mágoa breve,
Na ilusão d amor que em mim se aqueceu.

Se a coragem me envolver, no seu cansaço,
Sairei da tua pele, feita lume aceso.
E nesta despedida, em dor me desfaço
Das redeas da prisão, desse teu abraço


Amor que agora vai, e será só lembrança,
No caminho que sigo, levo a luz verdadeira,
vai doer pela vida toda, feita dura cobrança
Vou cumprir meu destino, amando-te a vida inteira


quarta-feira, 25 de junho de 2025

*Recordo-me de ti

Recordo-me de ti quando a saudade fria
me encontra tão sozinho, perdido em pensamento
e percebendo então, que a minha alma vazia,
sofre pela tua ausência, um cruel tormento.

Recordo-me de ti, quando a noite escura
me pesar sobre o peito, em noites de incerteza,
se  buscares abrigo, o refúgio for inseguro,
lembra-te de mim, sou plo meu amor a certeza.

Recordo-me de ti, quando o vento que passa
trouxer junto consigo, o sabor da lonjura,
e em cada gesto teu, por mais que a dor disfarça,
brilhará no teu rosto, a luz do amor que dura.

Sonho então o dia, em que o tempo impiedoso
te traga ao passado, que não queres lembrar,
e que por fim apagues, este  arder  silencioso,
e nos braços meus, possas enfim, repousar.

nusica do fado alexandrino de Joaquim Campos 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Amor eterno não se acalma



Nosso amor eterno, que brilha sem parar 
renovando esse sonho, que nós sempre tivemos , 
pois sou em cada dia, mais feliz por te amar 
e há nele uma história, que sempre viveremos 

Nosso amor eterno, que o sol não apagará 
renasce em cada abraço, trazendo nova vida, 
Nesta eterna dança, que jamais findará 
o amor fica mais forte, e a alma está rendida, 

Na luz do teu olhar, renasce a minha vida, 
em cada gesto teu, há paz que me encanta. 
Nos braços deste amor, é  vida bem sentida, 
porque é só no teu beijo, que o amor se adianta. 

 Renascendo em cada dia , nos braços deste amor 
 vivendo louco feliz ,no fundo da minha alma 
 Mesmo quando ha frio, tem sempre mais calor 
 Pois nosso amor eterno, o tempo nunca acalma 


 Joaquim Campos-Fado Alexandrino

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Esqueci-me de te amar

Desculpa meu amor, esqueci-me de te amar, 
ao longe e aqui parado, fiquei sem fazer nada, 
desculpa meu amor, fiquei pra te adorar, 
teus olhos meu sentir, como luz em alvorada 

Nas horas que passavam, sempre quando tu vinhas, 
palavras ficaram mudas, por não te saber falar 
Teus sorrisos sáo memórias, coisas que não apagas 
esqueci-me de te amar, louco plo teu olhar . 

No tempo que decorria, perdi-me por te amar, 
no silêncio desta ausência, esta dor é um pesar. 
Tua visão é um retrato, que não sei apagar, 
mas dentro do meu ser, não deixei de te sonhar 

Sofrendo por essa ausência, a dor veio m abraçar. 
Mas em teu esquecimento, so penso em te adorar. 
Teu rosto é uma miragem, que não posso alcançar. 
E nas horas que passaram, esqueci-me de te amar. 

 Joaquim Campos-Fado Alexandrino

domingo, 19 de janeiro de 2025

*Sorri-me outro dia

Meu canto apaixonado, de encanto iluminado
risos de meu espanto, gritando louco vibrante,
Bate em meu coração, num ritmo acelerado, 
Cantando versos de amor, ao teu amor inconstante 

No céu da minha alma, tua luz é uma constante, 
Na brisa do teu nome, meu desejo apaixonado
Brilhando como estrela, em fulgor bem radiante. 
Cantando a cada verso, meu amor deslumbrado 

Teu sorriso é uma estrela, que brilha toda a noite 
Desperta no meu peito, forte desejo ardente, 
afastando-me das sombras, fugindo ao seu açoite 
Neste meu cantar saudoso,paixão sempre presente. 

Por esse teu doce encanto, meu amor é declarado, 
vives dentro do meu fado, mote em minha poesia, 
tenho em meu desejo,de  louco enamorado, 
que voltes novamente, a sorrir-me outro dia. 


musica de jJoaquim Campos-Fado Alexandrino

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A minha vida inteira


Para além de toda a sua alma fadista, Fernando Maurício é um exemplo de bem cantar, o respeito que ele sempre teve pela palavra dos poetas e pela necessidade que o fadista tem que essa mensagem chegue a quem ouve o fado. A extrema clareza, com que canta, faz com que se percebam cada uma das doze silabas deste alexandrino que Fernando Peres escreveu para a musica de Joaquim Campos. No dia 13 do próximo mês, passará o 10ºano da sua morte. É incrível, como o tempo passa depressa, mas ao mesmo tempo, como a sua voz e o seu exemplo enquanto homem, refletida na humildade do seu comportamento,  fará dele sempre o nosso REI.

Aos jovens fadistas, recomendo, ouçam vezes sem conta todos os seus fados, não para o imitarem, mas para que possam perceber como se canta, como se tratam as palavras, em voz de fado. 



A minha vida inteira, é toda despedida,
Dum momento d'amor, que não quiseste dar,
A minha vida inteira, é toda a tua vida,
Tristeza sem rancor, de não poder amar.

A minha vida inteira, já cabe num só beijo,
Tem alma de ansiedade, que vem das madrugadas,
A minha vida inteira, é feita de desejo,
Com corpo de verdade, esperanças fatigadas

A minha vida inteira, vive á tua procura,
Anda pela cidade, perde-se em tantas ruas
A minha vida inteira, é toda esta tortura,
Que é feita de saudade, por ter saudades tuas




Na guitarrada de hoje destes 4 interpretes só José Pracana está vivo, mas é um momento fantástico Atacando o menor do Porto e o fado Lopes e acabando nas conhecidas variações em ré, vale a pena prestar atenção. A guitarrada também é fado, ao contrário do que por vezes acontece, quando público menos atento entende que a guitarra é uma pausa para uma converseta com os amigos

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Recorda-te de mim

Saudades de António Morão que afirmo é um dos maiores fadistas portugueses de SEMPRE, hoje retirado continua a ser credor da homenagem de toda a gente que ama o fado.

Recorda-te de mim, já não sou a criança
Que envolto em ilusões, em ti acreditou
Hoje sou um qualquer a quem roubaste a esperança
De ver realizado, um sonho que sonhou

Recorda-te de mim e lê nos olhos meus,
A tristeza sem par, que deste olhar se solta,
Que tu dizias ser a luz dos olhos teus,
E tudo suportou sem gritos de revolta.

Recorda-te de mim, que à tua despedida
Nem um adeus sequer, da tua boca ouvi,
E perdido de amor, quase perdi a vida
De ter, por meu castigo, acreditado em ti

Agora, desfeitas já, minhas esperanças fagueiras
Vivo sem ter amor e sou feliz assim
Não te quero jamais, nem peço que me queiras,
Mas ao mentires a alguém, recorda-te de mim