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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

§saudades da madrugada



Max um dos maiores fadistas de sempre, volta aqui para cantar uma letra de Fernando Peres, Saudades da madrugada para a música do fado Súplica de Armando Machado


Deixa ficar comigo esta saudade
Sem beijos, sem amor, já sem mais nada
Uma saudade triste de verdade,
Uma saudade desta madrugada.

Na certeza feliz de estar contigo,
Fiz promessas. em quase desespero,
Saudade toma a forma dum castigo,
Castigo só porque eu tanto te quero.

Primavera de esperança em cada hora,
Um mundo de ternura, nos teus braços,
E um desejo de amor que não demora,
A saudade que fica nos meus braços

No mistério do dia que não vem,
E os minutos são horas de ansiedade,
Eu sinto quem sem ti ,não sou ninguém,
Deixa ficar comigo esta saudade

Letra "cedida" pelo amigo e também poeta José Fernandes de Castro



quinta-feira, 21 de abril de 2011

Fado Mayer



Que ninguém falhe a um espectáculo de sonho, para os amantes de fado e quem ainda não gosta, vá também porque passa a gostar.

No S.Jorge em Lisboa sexta feira 22 de Abril pelas 21 e 30 horas.

Quanto aos participantes, todos aqui representados, podem ser por isso relembrados antes de os ouvir ao vivo.

Trago agora um deles, Filipe Duarte, a cantar o Fado Mayer com música de Armando Augusto Freire (Armandinho) para uma letra de Linhares Barbosa

Foi má não minto, falsa ruim vil cruel
Mas não consinto que ao pé de mim, digas mal dela
Foste banal, não se perdoa, não é decente
Dizer-se mal, duma pessoa, que está ausente

Não, não tolero
Nem espero trazer de novo á cena
Dor, que ainda me dói, não foi nada contigo
Não, não tolero
A não ser que tenhas pena
De não seres como ela foi, para meu maior castigo

Tudo ruiu como um castelo feito de areia
Deves ter brio e não trazê-la á minha ideia
Agora é tarde para censuras, sabe-lo bem
Que Deus a guarde de desventuras e a nós também



terça-feira, 15 de março de 2011

Olhos marotos

Raquel Tavares fez à pouco 25 anos. Nasceu em Lisboa. Venceu o maior concurso de música dedicado ao fado em Portugal Grande Noite do Fado em 1997 em juvenis.

Ela canta regularmente no "Bacalhau de molho", uma das casas de fado mais famosas em Lisboa , e fez shows por todo a Europa , em cidades como Paris , Roma ou Madrid .

Seu primeiro álbum foi lançado em 2006 e este foi também o ano em que ela foi a vencedora do Prémio Revelação Amália Rodrigues é desse albúm este fado com letra de Linhares Barbosa e música de Jaime Santos e que foi uma criação de grande êxito de Lucília do Carmo

Diz aos teus olhos garotos / Vivos marotos / Pretos, rasgados
Que não andem p'las esquinas / Feitos traquinas / E malcriados
Que não sigam as meninas / Simples, ladinas / Dos olhos meus
De tudo acho capazes / Os maus rapazes / Dos olhos teus

Teus olhos amendoados / São comparados / A dois cachopos
Que quando topam meninas / Pelas esquinas / Dizem piropos
É preciso que lhes digas / Que as raparigas / Nem todas são
Como as pedras que há nas ruas / Gastas e nuas / Sem coração

Diz-lhes tudo sem ralhares / Sem te te zangares / Tem mil cuidados
Sim, que para entristecê-los / Prefiro vê-los / Nos seus pecados
Não quero os teus lindos olhos / Correndo abrolhos / Livre-nos Deus
Que causassem tais ruínas / Estas meninas / Dos olhos meus

A letra foi retirada desse magnífico blog de fado Fados no fado


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Lembro-me de ti

Este fado reune dois mestre duas lendas do fado, Linhares Barbosa autor da letra e Marceneiro na voz e na autoria da música no seu fado alexandrino

Eu lembro-me de ti, chamavas-te saudade
Vivias num moinho, ao cimo dum outeiro
Tamanquinha no pé, lenço posto à vontade
Nesse tempo eras tu, a filha dum moleiro

Eu lembro-me de ti, passavas para a fonte
Pousando num quadril, o cantaro de barro
Imitavas em graça, a cotovia insonte
E mugias o gado, até encheres o tarro

Eu lembro-me de ti, que às vezes a farinha
Vestia-te de branco, e parecias então
Uma virgem gentil, que fosse à capelinha
Num dia de manhã, fazer a comunhão

Eu lembro-me de ti, e fico-me aturdido
Ao ver-te pela rua, em gargalhadas francas
Pretendo confundir, a pele do teu vestido
Com a sedosa lã, das ovelhinhas brancas

Eu lembro-me de ti, ao ver-te num casino
Descarada a fumar, luxuoso cigarro
Fecho os olhos e vejo, o teu busto franzino
Com o avental da cor, e o cantaro de barro

Eu lembro-me de ti, quando no torvelinho
Da dança sensual, passas louca rolando
Eu sonho eu fantasio, e vejo o teu moínho
Que bailava também, ao vento, assobiando

Eu lembro-me de ti, e fico-me a cismar
Que o nome de Lucy, que tens, não é verdade
Que saudades eu tenho, e leio no teu olhar
A saudade que tens, de quando eras saudade

Agradeço a Teorispa a publicação deste clip

sábado, 20 de março de 2010

Disse mal de ti

Hoje trago Amália Rodrigues, como já disse, não a homenageio aqui mais vezes porque felizmente a grande Amália é amplamente divulgada e só não ouve fados dela quem não quiser. Hoje a ideia é relembrar um grande poeta do fado de nome Linhares Barbosa o autor deste fado e pelo menos mais 7 que aqui podem ser escutados procurando ao lado pela indicação da etiqueta respectiva.

Pode ler-se no blog de Vitor Marceneiro, Lisboa no Guiness, um documento sobre a vida deste grande poeta do fado

A música deste fado é do Fado bizarro da autoria de Acácio Gomes


Fui dizer mal de ti a toda a gente,
Jurei, teimei, a todos convenci
Que és um impostor que nada sente
E ainda hoje disse mal de ti

Afirmei que me bates, que me oprimes,
Que és covarde, que és cínico e promíscuo
Serias bem capaz dos maiores crimes,
Se te pagassem bem. Disse tudo isto

Todos me acreditaram cegamente
Alguns olhos e lágrimas luzindo
Chorei, gritei, gemi cinicamente,
Mas cá dentro minha alma ia sorrindo

Na boca das mulheres vi o lume
Do ódio, do rancor que eu acendi!
Menti a toda a gente por ciúme!
Só eu quero gostar, gostar de ti







Contudo não fico por aqui e em visita que fiz a blogs amigos de gente fadista permito-me destacar e recomendar uma visita ao Fado em vinil de Fernando Batista e ouvir

domingo, 10 de janeiro de 2010

Sinal da cruz

Manuel Martins Tristão da Silva era um alfacinha de gema, que nasceu na Penha de França, em 17 de Julho de 1927.Faleceu num acidente de viação ocorrido em Lisboa em 1978.

Letra de Linhares Barbosa e música de Ferrer Trindade

Na pequena capelinha
da aldeia velha e branquinha
Dei à Maria da Luz
uma cruz de pôr ao peito
E um juramento foi feito
pelos dois, sobre essa cruz

Juro ser tua
disse-me ela
Eu disse
uro ser teu
Pelos vitrais da capela
Entrava a benção do céu

Passavam-se os meses.
e o tempo corria
E todas as vezes
que eu via a Maria
sozinha e menina
Dizia-lhe assim
Maria da Luz
Tu és para mim
o sinal da cruz
da cruz pequenina

Mas um dia, há sempre um dia
que nos rouba a fantasia
Maria entrou na capela,
esquiva, pé ante pé
Mas o meu símbolo de fé
não brilhava ao peito dela

Quis perguntar-lhe pela jura
Porém, de fé já perdida
Vi que não vinha segura
Tinha outra cruz na vida

Passavam-se os meses
o tempo corria
E todas as vezes
que eu via a Maria
com más companhias
Dizia-lhe assim:
Maria da luz
Tu és para mim,
o sinal da cruz,
da cruz dos meus dias



terça-feira, 6 de outubro de 2009

O tempo é quem manda

Letra de Linhares Barbosa Música de Alberto Lopes-fado dois tons

Lá porque eu era um miúdo
Passavas toda emproada
Hoje por mim davas tudo
Mas não te quero p'ra nada

Ainda pequeno andei preso
Ao teu olhar de veludo
Olhavas-me com desprezo
Lá porque eu era um miúdo

É um garoto qualquer
Dizias, á gargalhada
E como grande mulher
Passavas toda emproada

Cresci, já não sou criança
Estou certo e não me iludo
Se te desse confiança
Hoje por mim davas tudo

Sei que os anos te consomem
Sei que te sentes cansada
Que me queres por já ser homem
Mas não te quero p'ra nada

Caso não consiga ver o clip clicar aqui

sábado, 1 de agosto de 2009

Os meus olhos são dois círios


Ana Moura

Nasceu em Santarém mas ela é "filha" de Coruche, e está cada vez mais confirmada como um dos nomes mais importantes do fado português. Tendo apenas 30 anos, pode dizer-se que tem ainda muito caminho a percorrer pois só a sua imensa qualidade a fez em pouco mais de 6 ou 7 anos, chegar ao topo dum caminho tão difícil como esse de se ser fadista em Portugal.

Ela que apareceu a fazer umas gracinhas no Senhor Vinho e logo por ali ficou fazendo parte do elenco, não é fácil


Letra de Linhares Barbosa música do fado menor

Os meus olhos são dois círios

Dando luz triste ao meu rosto

Marcado pelos martírios

Da saudade e do desgosto


Quando oiço bater trindades

E a tarde já vai no fim

Eu peço às tuas saudades

Um padre nosso por mim


Mas não sabes fazer preces

Não tens saudade nem pranto

Por que é que tu me aborreces

Por que é que eu te quero tanto

És para meu desespero
Como as nuvens que andam altas

Todos os dias te espero

Todos os dias me faltas

Para ouvir este fado clicar >>>>>>>>>>>>> AQUI

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Minha mãe é pobrezinha

Continuando pelos acordes do fado corrido, trago esta maravilha que encontrei por aí de ouvir em desgarrada a magnífica fadista Marina Mota (ela sabe fazer muitas coisas bem feitas, mas como fadista é das maiores) e o Carlos Macedo, um interprete, músico e autor dos melhores que o fado têm.

A letra é de Linhares Barbosa, neste fado conhecido popularmente como Tonecas e Marianela


Minha mãe é pobrezinha
Não tem nada para me dar
Dá-me beijos, coitadinha
E depois põe-se a chorar

Tonecas e Marianela
Dois engraçados garotos,
Foram sentar-se, os marotos
Por sob a minha janela,
Nisto diz ele p'ra ela;
Andas tão mal vestidinha
Ando sim, mas não é minha,
A culpa de andar assim,
A vida está tão ruím
Minha mãe é pobrezinha

Tu nunca andaste calçada
Nunca tiveste sapatos
Ela baixou os gaiatos
Olhitos, envergonhada,
Tu nunca tiveste nada,
Uma corda p'ra saltar,
Um arco para brincar
Um tambor, muitas bonecas
Minha mãezinha, Tonecas
Não tem nada p'ra me dar

Eu não posso perceber
tu nunca foste á escola
Para gente p'ra pedir esmola
Não precisa saber ler
Então onde vais comer?
A casa duma vizinha!
Vou lá pela manhãzinha
Á noite vou lá também
E depois, a minha mãe
Dá-me beijos coitadinha

Beijos são apenas beijos
perdoa que eu te diga
Se não enchem a barriga
Não devem matar desejos
Mas não sabem a sobejos
Têm outro paladar
Sabem ao doce manjar
Dos mais ternos alimentos
Minha mãe dá-mos aos centos
E depois põe-se a chorar


Caso não consiga ver o vídeo clicar >>>>>>>>>>>>> aqui


sábado, 20 de junho de 2009

O ardinita

Este fado O ardinita vais ser aqui repartido pelas vozes de Alice Pires(que não canta a quadra inicial) e de Cidália Moreira.

Ainda não tinha apresentado aqui Alice Pires, um fadista de voz poderosa e de tons graves, que aliás têm a minha preferência. Muito embora a sua carreira tenha enveredado pelo teatro de revista quando tem oportunidade ela sabe dar voz ao fado castiço.

Letra de Linhares Barbosa música do popular fado corrido

Ó minha mãe, minha mãe,
Ó minha mãe, minha amada,
Quem tem uma mãe, tem tudo,
Quem não tem mãe - não tem nada!

O ardinita, o João,
Levantou-se muito cedo
Porque tinha que estar cedo
À porta da redacção.
Trincou um naco de pão
Que lhe soube muito bem;
Antes de partir, porém,
Foi-se à mãe adormecida
Dizendo: Cá vou à vida
Ó minha mãe, minha mãe!...

A mãe, com todo o carinho."
Deitou-lhe a benção, beijou-o
E, depois, aconselhou-o:
«Sempre muito juizinho,
Não te enganes no caminho,
Não fumes, não jogues nada...
«Pode ficar descansada!...
Disse ele, p'ra a iludir,
E tornou-se a despedir:
Ó minha mãe, minha amada!...

Cruzou toda a Madragoa
Apressado, a assobiar
Uma marcha popular
Do São João em Lisboa.
Nisto pensou: «É tão ,boa
A minha mãe!... E contudo
Como a engano, a iludo
E lhe minto, coitadinha!...
«Gramo» tanto essa velhinha!
Quem tem uma mãe, tem tudo!...

Neste calão repelente
Da gíria da malandragem,
Havia um quê de homenagem
Na sua boca inocente.
Chegou ao jornal, contente,
Sempre de alma levantada,
Mas, como o calão lhe agrada
Repete: - «Como eu a «gramo»!...
Tanto lhe quero, tanto a amo,
Quem não tem mãe, não tem nada!...

Caso não consiga ver o vídeo clicar >>>>>>>>>>>>> aqui



quarta-feira, 11 de junho de 2008

A Lenda das Rosas

Volto com Hermano da Câmara, num fado com letra de Linhares Barbosa e música de António de Bragança.

Não sei porque razão Hermano da Câmara na cantou as estrofes, que aqui destaco na letra a preto, mas optei por publicar completa, conforme ouço cantar a outros fadistas.

Na mesma campa nasceram
Duas roseiras a par,
Conforme o vento as movia
Iam-se as rosas beijar

Deu uma rosas vermelhas,
Desse vermelho que os sábios
Dizem ser da cor dos lábios,
Onde o amor põe centelhas

Da outra, gentis parelhas
De rosas brancas vieram,
Só nisso diferentes eram,
Nada mais as diferenciou

A mesma seiva as criou
Na mesma campa nasceram

Dizem contos magoados
Que aquele triste coval
Fora leito nupcial
De dois jovens namorados,

Que, no amor contrariados,
Ali se foram finar,
E continuaram a amar
Lá no além todavia

E por isso ali havia
Duas roseiras a par

A lenda, simples, singela,
Conta mais, que as rosas brancas
Eram as mãos puras, francas,
Da desditosa donzela

E ao querer beijar as mãos dela,
Como na vida fazia,
A boca dele se abria
Em rosas de rubra cor

E celebravam o amor
Conforme o vento as movia

Quando as crianças passavam
Junto aquela sepultura
Toda a gente afirma e jura
as rosas brancas coravam

E as vermelhas se fechavam
Para ninguém lhes tocar
Mas que alta noite, ao luar
Entre um séquito de goivos,

Tal qual os lábios dos noivos
Iam-se as rosas beijar. "




quinta-feira, 13 de setembro de 2007

É tão bom ser pequenino

Chegou a vez do Rei, infelizmente já desaparecido Fernando Maurício, letra de Linhares Barbosa e música do tradicional Fado corrido

Caso não consiga ouvir considerando a opção de baixo clicar >>>>>>>>>>>>>> aqui

É tão bom ser pequenino, ter pai, ter mãe, ter avós
Ter esperança no destino, e ter quem goste de nós

Vem cá José Manuel, dás-me a graciosa ideia
De Jesus da Galileia, a traquinar no vergel
És moreninho de pele, como foi o Deus menino
Tens o mesmo olhar divino, ai que saudades eu tenho
Em não ser do teu tamanho, é tão bom ser pequenino

Os teus dedos delicados, nessas tuas mãos inquietas
Lembram-me dez borboletas, a voejar nos silvados
E como tu sem cuidados, também já corri veloz
Vem cá falemos a sós, dum caso sentimental
Quero dizer-te o que vale, ter pai, ter mãe, ter avós

Ter avós afirmo-te eu, perdoa as imagens minhas
É ter relíquias velhinhas, e ter mãe é ter o céu
Ter pai assim como o teu, te dá o pão e o ensino
É ter sempre o sol a pino, e o luar como rouxinóis
Triunfar como os heróis, e ter esperança no destino

Tu sabes o que é esperança, o sonho, a ilusão, a fé
Sabes lá o que isso é, minha inocente criança
Tu és fonte na pujança, e eu o rio que chegou à foz
Eu sou antes tu voz, que saudades, que saudades
A gente a fazer maldades, e ter quem goste de nós