Querendo ver outros blogs meus consultar a Teia dos meus blogs
Mostrar mensagens com a etiqueta T-decassilabos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta T-decassilabos. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 25 de junho de 2025

*Recordo-me de ti

Recordo-me de ti quando a saudade fria
me encontra tão sozinho, perdido em pensamento
e percebendo então, que a minha alma vazia,
sofre pela tua ausência, um cruel tormento.

Recordo-me de ti, quando a noite escura
me pesar sobre o peito, em noites de incerteza,
se  buscares abrigo, o refúgio for inseguro,
lembra-te de mim, sou plo meu amor a certeza.

Recordo-me de ti, quando o vento que passa
trouxer junto consigo, o sabor da lonjura,
e em cada gesto teu, por mais que a dor disfarça,
brilhará no teu rosto, a luz do amor que dura.

Sonho então o dia, em que o tempo impiedoso
te traga ao passado, que não queres lembrar,
e que por fim apagues, este  arder  silencioso,
e nos braços meus, possas enfim, repousar.

nusica do fado alexandrino de Joaquim Campos 

quinta-feira, 22 de maio de 2025

No lugar a tua espera

Eu sei, que estou a mais na tua vida,
Presença que não queres nem lembrar,
Fui tudo, e hoje sou só despedida,
Um eco, que insiste em te chamar

Apaga-me no escuro dos teus dias,
Sem voz, sem direção, perdi o norte.
Fui verso, fui calor, fui melodias,
Agora sou silêncio, sombra, morte.

Fui porto, fui abrigo de tempestade,
Fui tudo o que juraste não perder.
Agora sou o fim, sou a metade
Do nada, que deixaste por fazer.

Sou brisa que não toca o teu cabelo
Sou gesto, que esqueceste de sentir.
Eu fui o teu começo, em breve apelo
E hoje és só o fim que quis partir.

E se o amor que fores reencontrar,
Não souber te amar como eu te amei,
Se um dia, por sofrer, quiseres voltar,
Estarei no lugar onde te esperei.

Musica do fado Varela de Renato Varela

quarta-feira, 26 de março de 2025

Sonho intenso

 

Amor se em teus braços, me refaço,
O tempo é só um eco, do que somos.
O amor que temos, eterno laço,
E em cada gesto o todo, que nos damos

Trazes no peito a brisa que me acalma,
No olhar, a imensidão do amor antigo.
E quando a noite envolve, a minha alma,
É em teus braços, que encontro o abrigo.

Em sombras de marés ,que a lua embala,
Teu corpo é o cais do sonho, que persigo.
O som da tua voz ,em mim se instala,
Gritando nos meus braços, por abrigo.


Como azul que se desfaz na maresia,
Reside a tua luz, no meu sossego.
Teu corpo, é o mar da minha fantasia,
E nele meu coração, o aconchego

Se um dia te perderes, por destino,
Que leves no olhar, por meu castigo.
Deixarás em mim, rasto divino,
Dum sonho intenso bem vivido..


Dum sonho intenso bem vivido..

Renato Varela-Fado varela

 

sexta-feira, 7 de março de 2025

Amor sem fim

Se a saudade apertar, no teu peito,
Lembra sempre que o tempo é traiçoeiro,
Na vida essa  dor é um defeito,
Mas o amor, será sempre verdadeiro.

Que tua alma jamais conheça o medo,
De viver e amar com  intensidade,
Amar exige força  no segredo,
E buscar no escuro a felicidade.

Na solidão, o silêncio é  parceiro,
mas o amor é um chama e não  apaga,
se  a vida nos separar, por inteiro,
O amor nos  juntará em nova  vaga.

Se o céu se cobrir de cinza e pranto,
Não temas, nosso  amor terá seu brilho,
Até na dor há força, doce  encanto,
é nosso  fado  a guiar o nosso trilho.

Júlio Proença-Fado Esmeraldinha

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

*A voz do verbo amar

Adeus, jardim dos sonhos esquecidos,
na brisa leve, o tempo despedaça, 
adeus olhos doces, não esquecidos, 
no mar deste pranto, que não passa 

Adeus, promessas feita, em madrugadas, 
quebrada aos poucos, por qualquer razão, 
adeus palavras minhas, sufocadas, 
que um dia, foram luz no coração. 

Adeus, na curva longa da estrada, 
e teu rosto sumiu sem mais voltar ,
adeus, sem renascer nova manhã, 
restando a dor de não mais te amar. 

Adeus, amor, nos fios da memória, 
ficou teu nome, no ir e não voltar, 
nas ruas frias, finda-se uma história, 
e o vento cala a voz do verbo amar. 

 Armando Machado-fado súplica

domingo, 2 de fevereiro de 2025

O nosso rio que já partiu

Tínhamos um rio que era só nosso, 
molhava teus pés que alvoroço, 
cresceu fugiu e foi pro mar, 
e nunca mais o pude alcançar. 

Esse rio era livre, feito calma, 
correndo a solta em minha alma, 
suas margens guardavam teu olhar, 
mas as águas levaram-no pro mar. 

O amor cantava no meu peito, 
agora o rio é mar, fora do leito,
levou o que perdi, o teu sorriso. 
deixando  a memoria desse riso 

O rio, em seu destino, se perdeu, 
no mar distante, e que era meu 
ficando só as margens, onde guardei. 
as saudades do amor, que eu te dei 

As águas partiram sem despedida, 
deixando um vazio em minha vida, 
levando contigo o que restou, 
ficando a lagrima, de quem amou. 


 Alfredo Marceneiro-Fado CUF

sábado, 1 de fevereiro de 2025

*Quero ser tudo


Quero ser tudo em ti, vida e ternura, 
uma luz suave em noite escura,. 
nas asas do tempo, ir sem medida, 
desbravando o caminho, unindo a vida. 

Quero ser tudo, em cada estação, 
na primavera,  inverno ou no verão. 
se o tempo ousar tentar nos separar, 
não haverá mais vida a recordar. 

Quero ser o silêncio que te embala, 
e a voz que no teu peito, sempre fala,. 
no tempo eterno, sem medo ou prisão, 
ser o amor que vive em tua mão. 

Quero ser tudo, em tempo de ternura, 
no teu sorriso encontro, a ventura,. 
ser tua força, o porto mais seguro, 
e nos teus braços, desejar futuro. 

Quero ser a luz que te guia, 
e à noite ser  fado, feito carícia. 
a dança eterna, não terá mais fim, 
ser o poema escrito em ti e em mim.


  Miguel Ramos-fado margaridas

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Que a rosa nunca murche



No outro lado deste, nosso mundo, 
Há um jardim secreto e lá no fundo. 
Num roseiral escondido , eu  colhi
Uma linda rosa branca , que te dei

Ali o sol desperta a cada aurora, 
Foi ali onde a flor ,em paz nasceu. 
só viverei amor, até a hora, 
Enquanto essa rosa, não murchar. ~

Que a rosa do amor em nós floresça,
e jamais o tempo. a faça murchar.
Que em nossos corações,  permaneça,
bela e viva, sem nunca se apagar.

Guardemos meu amor, dentro de nós, 
nos murmurios doces , da nossa voz. 
que em nossas almas, rosa acolhida 
Mantenha o seu viço, toda a vida.

Renato Varela-Fado varela,

Novo amor me guia sendo vida

 
Em alegria encontrei, meu abrigo, 
liberto das amarras da tristeza. 
Em cada riso doce, um novo amigo, 
esperança doutra luz, toda beleza 

Nos braços da ternura, me desfaço, 
Do medo a que outrora, me prendia . 
Nesta nova dança, que me enlaço, 
que laços do passado, não sentia 

Pois tu minha vida ,foste a janela 
Deixando para trás ,as sombras densas, 
E já um novo amor, se me revela, 
em sensações tão boas, tão intensas , 

Nova luz na vida, vem agora, 
De alma leve livre, e renascida. 
em cada novo dia , um sonho aflora, 
E teu amor me guia , sendo vida


  Armando Machado-fado licas,

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

O lugar onde te acordo

Há um lugar distante, onde tu estás, 
Em sonhos vou te ver, quem sabe assim 
Vageando enamorado, e sem ter paz 
No espaço onde repousas, longe de mim. 

Esqueço-me às vezes, de ser feliz 
Nos tramas da vida, perco o sentido 
De tanto sonho perdido, sou aprendiz 
Desse tempo que se foi, desvanecido 

Perco-me em pensamentos e saudades, 
No meu olhar distante, vi que perdi. 
Revendo as tuas novas, amizades, 
Há um mundo de sonhos, que não vivi 

Mas há um brilho em cada amanhecer, 
Perdi te meu amor, ainda recordo, 
Lembrando do passado esse prazer 
Que a felicidade, está onde te acordo. 


 Miguel Ramos-Fado Alberto

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

*O amargo gosto da saudade

Como é amargo o gosto da saudade, 
Dessa vida feliz, por ti esquecida
Uma unica memória, uma verdade, 
Deixando a minh alma, comovida 

Como é triste a saudade do teu beijo, 
Desse amor impossível, desejado, 
Que sua memória ainda revejo, 
E me deixou perdido e abandonado. 

Como é triste e amarga a tua ausência, 
Sabe-me a dor cruel dentro do peito, 
Que invade o meu ser com insistência, 
Deixando o coração, quase desfeito. 

Como um espinho cravado, em minha vida. 
uma dor bem cruel, feita verdade 
fiquei assim sabendo, em despedida 
Como é amargo o gosto da saudade, 



 Amadeu Ramin-Fado Zeca