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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Rosa da noite

Liana é uma fadista vencedora prque venceu 12 dos 13 concursos em que entrou. Lembro-me bem dela vencer em 1994, com 20 anos a primeira Grande Noite do Fado, que viria a repetir no ano seguinte como sénior. Lembro-me dela loura e muito jovem "desembrulhar" uma voz potentíssima que dominava ainda com dificuldade não deixando de evidenciar alguma gritaria desnecessária.

Melhorou imenso pois aprendeu a dominar as suas capacidades vocais, e depois de ter em 2000 vencido o festival da Canção, foi convidada para o elenco da Amália por Filipe La Féria, desempenhando o papel de Amália enquanto jovem.

Hoje canta assim, mas penso que ambiciona mais do que ser fadista, razão porque se mudou para Londres, por certo em busca doutros caminhos, muito embora continue a cantar fado por lá no restaurante português o Fado em Knightsbridge.

Este fado tem letra de Ary dos Santos e música de Joaquim Luís Gomes

Vou pelas ruas da noite / Com basalto de tristeza
Sem passeio que me acoite / Rosa negra à portuguesa

É por dentro do meu peito triste / Que o silêncio se insinua agreste
Noite negra que despiste / A ternura que me deste

Um cão abandonado / Uma mulher sózinha
Num caixote entornado / A mágoa que é só minha

Trago aos ombros as esquinas / Trago varandas no peito
E as pedras pequeninas / São a cama onde me deito

És azul claro de dia / E azul escuro de noite
Lisboa sem alegria / Cada estrela é um açoite

A queixa de uma gata / O grito de uma porta
No Tejo uma fragata / Que me parece morta

Morro aos bocados por ti / Cidade do meu tormento
Nasci e cresci aqui / Sou amigo do teu vento

Por isso digo Lisboa, amiga / Cada veia é uma rua intensa
Por onde corre a cantiga / Da minha voz que é imensa

Renovo os meus agradecimentos a José Fernandes Castro pelo seu blog Fados no fado, sem o seu trabalho na pesquisa e publicação das letras este post ficaria incompleto.

Caso não consiga ver o clip clicar >>>>>>>>>>>>>>>>> aqui


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Roseira botão de gente

Há muito tempo que não ouço cantar o Américo ao vivo, é um valor que precisaria de ser acarinhado, mas Portugal a pátria do fado, não ama a sua gente

Américo Grova
Guitarra Portuguesa: Sérgio Costa
Viola: Carlos Fonsesa
Viola-Baixo: Luís Vieira
Letra: Ary Dos Santos
Música de : Paulo de Carvalho

As condições acústicas não são as melhores, mas os meus agradecimentos ao autor do video

A Força
Que eu tive no momento
Tecendo o teu corpo
A primeira vez
Está agora no teu ventre
Em movimento
No filho que a gente fez


Depois irá pouco a pouco
Ficando maior
Por dentro de ti
E o teu corpo me segreda
Quando toco
Que o meu filho está ali


Eu fui a semente
Tu és o canteiro,
Dum cravo de carne
Que tem o meu cheiro.
Eu fui o arado
Tu és a seara
Seara de trigo sem fim,
Seara lavrada por mim,


O que um homem sente
Quando a companheira
Dá flor no presente
Para a vida inteira.
É como se o sangue
Fosse uma roseira,
Roseira botão de gente,
Rosa da minha roseira


A vida que tece outra vida
É vida parida,
É vida maior,
Tens agora a palpitar,
A minha vida,
No teu ventre meu amor.


Depois vamos os dois
P'rá vida nova'
Será uma flor
Flor de carne
A despontar da primavera,
Do teu ventre meu amor.

Caso não consiga ver o vídeo clicar >>>>>>>>>>>>> aqui