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sábado, 30 de junho de 2012

Lei da vida

De João Alberto já aqui publiquei alguns poemas seus, muito cantados e conhecidos como o Coração embriagado e Sinas trocadas, trago este fado menos conhecido mas nem por isso pior. Desta vez cantado pelo grande Artur Batalha, sobre a música do fado Ermida também da autoria de João Alberto

Gastei contigo
parte da vida
que já vivi,
jamais consigo
ser o quer era
se te perdi,
ontem gostaste
hoje cansaste
de me querer bem,
é lei da vida
tudo o que nasce
morre também


Amor sincero
chego a pensar
que no teu peito,
não pode entrar
amor sincero
nunca peças para te dar,
amor sincero
só pode haver
quando são dois,
a querer viver
amor sincero
toda a vida
até morrer

Não vejo jeito
para entender
tua vontade,
que no meu peito
em vez de amor
haja amizade,
qual de nós dois,
vera depois
que está errado
nem tu nem eu
pode esquecer
o amor passado


terça-feira, 20 de abril de 2010

Fado dum mundo louco

Este fado na voz do veterano Artur Batalha que aqui volta com este fado já antigo do seu repertório tem letra de Zeca Maneca e música de João Maria dos Anjos

Noite negra nua e fria
uma garganta escondida
estranho silêncio no ar
a cantar a nostalgia
que nela vinha perdida
numa noite sem luar

Era a voz do louco fado
dum pesadelo a fugir
ao fascínio da maldade
no seu mundo inconformado
onde teve que cair
no abismo da verdade

Uivou a noite dos lobos
chorou a a noite sem calma
neste mundo sem razão,
nas gargalhadas dos bobos
nos tristes corpos sem alma
a viver na escuridão





quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Estás a pensar em mim

Este fado que aqui trago na voz ímpar de Artur Batalha, é por certo o fado que é conhecido pelos mais variados nomes, para alguns é o "Luta por mim amor" para outros "Promete jura" ou ainda o título que eu prefiro e julgo ser o correcto.

Letra de Maria João Dâmaso e música de Sérgio José Dâmaso

Se estás a pensar em mim, promete jura
se sentes como eu o vento a soluçar
as verdades mais certas mais impuras
que as nossa bocas tem pra contar.

Se sentes lá para a chuva estremecida
como desenlaçar uma aventura,
foram ficar por todo a vida, rediz
se sentes como eu promete jura

Se sentires este fogo que me queima
se sentires o teu corpo em tempestade
luta por mim amor, arrisca teima
abraça este desejo que me invade

Se sentes meu amor o que eu não disse
além de tudo o mais que não dissemos,
é que não houve verso que sentisse,
aquilo que eu te dei e tu me deste


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Noites perdidas

Artur Batalha cantando no seu poiso actual o Restaurante FEereiras em Lisboa, canta sobre uma música de fado Proença de Júlio Proença esta letra de Sérgio Valentino

Ai quantas noites perdidas,
contigo compartilhadas,
a semear vendavais.
horas falsas mal vividas,
à minha vida roubada,
que não quero viver mais

Ai quem me dera esquecer,
aquelas noites sombrias,
vividas sem qualquer fim,
horas e horas sem ver
sem ver que tu não valias
nem um minuto de mim

O que sofri ninguém sonha
das tuas noites já fartas
de mudarem de paixão
e hoje tenho vergonha,
por não conseguir que partas.
de vez do meu coração






segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Coração embriagado



O príncipe Artur Batalha, assim ficou conhecido, desde que há uns anos apareceu no Mundo do fado, mas hoje um veterano e magnífico fadista, volta para cantar este fado de João Alberto, um dos letristas preferidos por Batalha, que dele interpreta bastantes fados como Amor cansado, Boneca atrevida ou Lei da vida.


Letra de João Alberto e música de Valente Rocha


Entrei num bar
com desejos de beber
somente para esquecer
o que não quero lembrar

Bebo por perder a esperança
da sorte que o mundo me nega
com a sede da vingança
só a bebida me sossega


Um homem embriagado
é aos olhos de quem passa,
um corpo abandonado
vivendo a sua desgraça

mas essa alma vencida,
entregue ao vicio à loucura
encontra num bebida
tudo aquilo que procura.

Eu procurei
ser feliz não consegui
tudo o que tinha perdi
do que foi meu já não sei

Ao lembrar o que já tive
desde que me fui esquecendo
a gente pensa que vive
e afinal vai morrendo



terça-feira, 31 de março de 2009

Morreu um poeta



Ainda não tinha aqui trazido Artur Batalha, para muitos, ainda o "Príncipe do Fado", muito embora já seja um veterano com muitos anos de fado, mas no tempo em que ele começou, havia um rei, Fernando Maurício e não me consta que o título tenha sido atribuído a alguém, depois da sua norte.


Gosto de ouvir o Artur Batalha, que ressurgiu dos seus problemas que duraram uns anos a passar, mas está de novo em forma.

Artur Batalha faz actualmente parte do elenco do Restaurante Os Ferreiras, em Lisboa na Rua de S.Lázaro, onde pode ouvir-se fado todas as 6ªfeiras e sábados

A letra deste fado é de Rui Manuel e a música de Vital d Assunção e foi uma criação original do Chico Madureira

Silêncio... hoje morreu um poeta
E a carne morreu esquecida
Como esquecida viveu
Silêncio... hoje morreu um poeta
Que espalhou rimas de vida
Nos poemas que escreveu

Fez rimar terra com pão
Emigrante com fronteira
E rimou humilhação
Com repulsa e bebedeira

Fez um berço de poesia
Bem na ponta dos seus dedos
Rimou dôr com alegria
E criança com brinquedos

Fez rimar ponte com rio
Pescador com tempestade
Rimou estiva com navio
Grilhetas com liberdade

Na inspiração maior
Que um verso pode conter
Rimou amor com amor
E ternura com mulher