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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Um dia quando isso for

Hoje recordei João Ferreira Rosa  cantando uma letra de António Calém  para a  Marcha de Alfredo Marceneiro, um fado extraído dum video e de não muito boa qualidade  mas que importa recordar por ser pouco cantado, aqui na voz de alguém que não conheço  chamado João Filipe e que homenageio por fugir ao hábito muito corrente de se cantar o que está na moda

Um dia, quando isso for
Deixar o teu corpo em flor
E se aproximar do fim

Queria partir, sem te ver
Sentir o mundo morrer
Lá longe, dentro de mim

Depois, em vez de esquecer-te
Tornar em sonhos, rever-te
Lá longe, na solidão

De ver-te sozinho assim
Ver-te só dentro de mim
Dentro do meu coração

É que não posso partir
Sem me partir dos teus olhos
Antes do adeus derradeiro

É que partir sem te ver
É duas vezes morrer
De alma e de corpo inteiro






quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Resta-me a esperança

ANTÓNIO ROCHA é não só um reconhecido talentoso fadista, estilista notável, como um poeta de mérito. Começou a cantar aos 8 anos, e aos 13 conquistou o 1º lugar do concurso do jornal Ecos de Portugal (1951).

Assim começa o notável blogue de musica de jjsilva, onde para além de poder saber mais de António Rocha, se podem ouvir mais uns quantos fados deste grande senhor do fado

Mais um fado cantado sobre a música da marcha de Alfredo Marceneiro

Mais um dia sem te ver,
menos um dia de vida,
sem te ouvir sem te falar,
porque vieste acender,
esta chama adormecida,
que eu não queria despertar.

Quanto mais foges de mim
tanto mais perto te sinto,
menos consigo esquecer-te
mas se apareces por fim,
vejo-me num labirinto
onde receio perder-te

O amor que em mim despertaste,
é rio que corria manso,
e hoje transborda do leito,
falei-te não me escutaste
estendo os braços não te alcanço.
aumenta a angustia em meu peito

Angustia que não se cansa,
desde dia em que te vi
que me prendeu em teus laços
resta-me apenas a esperança
que não fujas mais de ti
e te entregues em meus braços


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Confissão

Sendo descoberta minha muito recente, lá pelas internetes, percebo que é muito conceituado pelo Norte do País, nesses fantásticos ambientes fadistas que pululam por todo o País e que reflectem o grande amor que existe em Portugal, pelo seu querido fado.

Falo aqui de António de Jesus um fadista de mão cheia, já veterano por certo, que não me canso de ouvir e que deveria ter maior projecção em todo o País.

Agradeço a fpalhinhas que editou um vídeo deste fado que não sei a autoria, (agradeço quem souber me informe) cantado sobre a Marcha de Alfredo Marceneiro e que me permitiu fazer aqui esta referência.

(Entretanto o amigo Manuel Augusto Costa (ver comentário) ajudou-me a esclarecer a autoria do poema deste fado o que agradeço)

No meu outro blog o Guarda fados, onde coloco edições doutros colegas, pode ouvir-se mais de António de Jesus, no ambiente castiço, num desse locais onde se pode ouvir muito fado amador


Ó minha mãe santa e bela
perdoa me se te desgosta
a minha resolução
mas eu não gostava dela,
e a gente quando não gosta,
não engana o coração.

Das coisa mais sublimes,
é ter no peito um cantinho,
para guardar a nossa dor,
e um dos mais graves crimes
é aceitar um carinho,
pagando com falso amor.

Ó minha mãe não a quero,
são santos os teus esforços
mas a minha vida é assim
não a querendo sou sincero
e não sentirei remorsos
de a ver perdida por mim

Ó minha mãe vais saber,
a causa do meu desgosto,
que me faz pensar assim,
é porque eu ando a sofrer,
por outra de quem eu gosto,
e que não gosta de mim,


sexta-feira, 1 de julho de 2011

A saudade que me dói

Florência é uma fadista nascida no Porto em 1943, uma veterana, que dispenso de relatar passagens do seu curriculum socorrendo-me do que foi escrito no blog Lisboa no guiness

Aqui canta um lindo fado (como todos) de Vasco de Lima Couto para o fado marcha de Alfredo Marceneiro

Rasga o passado em que vida
deixou os meus olhos presos
às janela imperfeitas
rasga a penumbra em que a vida
guarda os meus sonhos acessos
nessa cama em que te deitas

Rasga tudo o que te dei
quando deixei de ser eu
por te sentir a meu lado
e o perdão, que eu inventei,
porque tu fechaste o céu
ao limite do pecado

E na minha voz tão nua
rasga se puderes rasgar
o tempo da violência,
e as aves, daquela rua,
onde eu vivi para te amar,
num fado vestido ausência


sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Fado do cartaz

Teresa Tarouca, volta aqui para cantar um dos seus fados mais conhecidos

Letra de Manuel de Andrade musica de Alfredo Marceneiro-Marcha

Numa tasca bem castiça
De paredes de caliça
Um cartaz se destacava;
Foi uma grande toirada
Disse, da mesa avinhada
Um campino que ali estava

De manhã o sol nascia
E já ao longe se ouviam
Os foguetes a estalar

Veio a tarde sorridente
Foi aos toiros toda a gente

Estava a praça a abarrotar.

O Simão, alegre e vivo
Cravou seis ferros ao estribo
Num toiro dos de Bandeira.

Mascarenhas, meia praça
Pega com a fina graça

Desse Marquês de Fronteira

Depois, o mestre João
Arrancou grande ovação
Com o seu novo tourear

E num toiro de Salgueiro
Foi Ricardo, o cernelheiro

Jorge Duque a rabujar

Quando o campino acabou
Toda a gente reparou
Que estava quase a chorar

Ficou na tasca castiça
Destacado entre a caliça

Um cartaz p’ra recordar

o agradecimento habitual ao blog fados no fado


quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Tudo acabou

Grande Fernando Maurício canta agora este fado com letra de Moita Girão e sobre a marcha de Alfredo Marceneiro

Desde que te ouvi dizendo
Que sentimento em revolta
Adeus amor acabou-se

Os anos foram correndo
O mundo deu muita volta
E a vida modificou-se

Ainda trago comigo
Aquela cruz que me deste
Tudo o que guardo de ti

Cruz que tem sido o castigo
A lembrar-me que esqueceste
Tanta jura que te eu ouvi

Não sei onde estás agora
Nem sei se vives ainda
Ou se Deus já te levou

Eu sigo pla vida fora
Sentindo a saudade infinda
Dum amor que se acabou




segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Sete esperanças sete dias

Novamente João Braga , numa letra de Manuel de Andrade com música de Alfredo Marceneiro e a sua Marcha


Sete esperanças sete dias
Era tudo o que trazias
Nada mais me querias dar
Sete ventos te trouxeram
Mais outros sete vieram
mais tarde pra te levar


Teus olhos vinham de longe
Teus olhos vinham de longe
De mais longe que os teus passos
Vitórias fáceis de mais
Deste-os em beijos iguais
Sete dias nos meus braços

Brancos lírios não mos deste
Nem esse perfume agreste
Que nos teus olhos trazias
Vinhas de mãos estendidas
Trazer-me em frases mentidas
Sete esperanças sete dias