Aqui João Braga, canta uma letra de João Ferreira Rosa sobre música do fado amora de Joaquim Campos
Teus olhos verdes são mares
Que a lua vem namorando
São saudades,são cantares
São olhos tristes chorando
São as ondas pensamentos
Que o teu olhar me deixou
São estrelas mortas lamentos
Que o teu mar despedaçou
Meu barco quero levar
Ao final do horizonte
Ver teus olhos ao luar
E neles morar de fronte
Passa o vento nos escolhos
Como o teu triste cantar
No verde mar dos teus olhos
Ando sempre a naufragar
Este blogue é o local onde guardo os meus poemas para serem cantados e também uma homenagem a todos os que amam o FADO.
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sexta-feira, 25 de março de 2011
domingo, 13 de dezembro de 2009
Tive um barco
(Republicação de post anterior)
Continuemos com Manuel de Andrade, ouvindo agora esta sua letra
Tive um barco e dei-lhe um nome
Dei-lhe um nome feito ao vento
Dei-lhe um nome feito ao mar
Tive um amor e deixou-me
Ficou no meu pensamento
Mas não mais o vi voltar
O seu olhar era a bruma
O seu jeito era o do mar
Em tardes de calmaria
E eram cristais de espuma
Os seus dentes ao cantar
E os seus olhos se sorria
Partimos pla barra fora
Meu amor achei-o estranho
Mais tarde por lá ficou
Onde foi que importa agora
Tive um barco e nada tenho
E o meu amor não voltou
Desta vez cantado por João Braga com música tradicional de Casimiro Ramos
Continuemos com Manuel de Andrade, ouvindo agora esta sua letra
Tive um barco e dei-lhe um nome
Dei-lhe um nome feito ao vento
Dei-lhe um nome feito ao mar
Tive um amor e deixou-me
Ficou no meu pensamento
Mas não mais o vi voltar
O seu olhar era a bruma
O seu jeito era o do mar
Em tardes de calmaria
E eram cristais de espuma
Os seus dentes ao cantar
E os seus olhos se sorria
Partimos pla barra fora
Meu amor achei-o estranho
Mais tarde por lá ficou
Onde foi que importa agora
Tive um barco e nada tenho
E o meu amor não voltou
Desta vez cantado por João Braga com música tradicional de Casimiro Ramos
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Fado da sina
João Braga volta aqui para cantar um velho fado que pertenceu ao repertório da grande e inesquecível Hermínia Silva.
Letra de Amadeu do Vale e Música de Jaime Mendes que assinou música e canções para alguns dos mais populares filmes portugueses de sempre, como O Costa do Castelo, O Leão da Estrela, A Menina da Rádio ou Um Homem do Ribatejo, e criações como o Fado da Sina, o Fado Marialva ou Lenda das Algas. Faleceu em 1997, com 94 anos.
Letra de Amadeu do Vale e Música de Jaime Mendes que assinou música e canções para alguns dos mais populares filmes portugueses de sempre, como O Costa do Castelo, O Leão da Estrela, A Menina da Rádio ou Um Homem do Ribatejo, e criações como o Fado da Sina, o Fado Marialva ou Lenda das Algas. Faleceu em 1997, com 94 anos.
Reza-te a sina nas linhas traçadas na palma da mão
Que duas vidas se encontram cruzadas no teu coração
Sinal de amargura, de dor e tortura, de esperança perdida
Indício marcado, de amor destroçado na linha da vida
E mais te reza na linha do amor que terás de sofrer
O desencanto ou leve dispor de uma outra mulher
Já que a má sorte assim quis, a tua sina te diz
Que até morrer terás de ser sempre infeliz
Não podes fugir ao negro fado brutal
Ao teu destino fatal que uma má estrela domina
Tu podes mentir às leis do teu coração
Mas ai... quer queiras quer não
Tens de cumprir a tua sina
Cruzando a estrada da linha da vida traçada na mão
Tens uma cruz, a afeição mal contida que foi uma ilusão
Amor que em segredo, nasceu quase a medo, p'ra teu sofrimento
E foi essa imagem a grata miragem do teu pensamento
E mais ainda te reza o destino que tens de amargar
Que a tua estrela de brilho divino, deixou de brilhar
Estrela que Deus te marcou, mas que bem pouco brilhou
E cuja luz aos pés da cruz já se apagou
Que duas vidas se encontram cruzadas no teu coração
Sinal de amargura, de dor e tortura, de esperança perdida
Indício marcado, de amor destroçado na linha da vida
E mais te reza na linha do amor que terás de sofrer
O desencanto ou leve dispor de uma outra mulher
Já que a má sorte assim quis, a tua sina te diz
Que até morrer terás de ser sempre infeliz
Não podes fugir ao negro fado brutal
Ao teu destino fatal que uma má estrela domina
Tu podes mentir às leis do teu coração
Mas ai... quer queiras quer não
Tens de cumprir a tua sina
Cruzando a estrada da linha da vida traçada na mão
Tens uma cruz, a afeição mal contida que foi uma ilusão
Amor que em segredo, nasceu quase a medo, p'ra teu sofrimento
E foi essa imagem a grata miragem do teu pensamento
E mais ainda te reza o destino que tens de amargar
Que a tua estrela de brilho divino, deixou de brilhar
Estrela que Deus te marcou, mas que bem pouco brilhou
E cuja luz aos pés da cruz já se apagou
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Sete esperanças sete dias
Novamente João Braga , numa letra de Manuel de Andrade com música de Alfredo Marceneiro e a sua Marcha
Sete esperanças sete dias
Era tudo o que trazias
Nada mais me querias dar
Sete ventos te trouxeram
Mais outros sete vieram
mais tarde pra te levar
Teus olhos vinham de longe
Teus olhos vinham de longe
De mais longe que os teus passos
Vitórias fáceis de mais
Deste-os em beijos iguais
Sete dias nos meus braços
Brancos lírios não mos deste
Nem esse perfume agreste
Que nos teus olhos trazias
Vinhas de mãos estendidas
Trazer-me em frases mentidas
Sete esperanças sete dias
Sete esperanças sete dias
Era tudo o que trazias
Nada mais me querias dar
Sete ventos te trouxeram
Mais outros sete vieram
mais tarde pra te levar
Teus olhos vinham de longe
Teus olhos vinham de longe
De mais longe que os teus passos
Vitórias fáceis de mais
Deste-os em beijos iguais
Sete dias nos meus braços
Brancos lírios não mos deste
Nem esse perfume agreste
Que nos teus olhos trazias
Vinhas de mãos estendidas
Trazer-me em frases mentidas
Sete esperanças sete dias
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