Trago aqui um fadista já falecido António Mello Correia e como desapareceu permaturamente não existe muito discografia . Lembro neste fado de Manuel de Andrade com música do fado bailado de Alfredo Marceneiro.
Para saber um pouco mais dele ler aqui.
Mãos abertas, mãos de dar
As minhas mãos são assim,
Viste-as abertas chegar,
Abertas hão-de ficar,
Quando tu partires em mim.
Ao partir não levarei
Nada mais do que ao chegar,
Minhas mãos, quando tas dei,
Iam abertas e sei
Que abertas hão-de ficar
Nunca as juntei p’ra rezar
Nem nunca as ergui aos céus,
Minhas mãos são mãos de dar,
Não sabem querer nem esperar
Nem sequer dizer adeus
Ao partir não sentirei
Nada teu partindo em mim
De mãos abertas irei
Passado, nunca o terei
As minhas mãos são assim
Este blogue é o local onde guardo os meus poemas para serem cantados e também uma homenagem a todos os que amam o FADO.
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Fado do cartaz
Teresa Tarouca, volta aqui para cantar um dos seus fados mais conhecidos
Letra de Manuel de Andrade musica de Alfredo Marceneiro-Marcha
Numa tasca bem castiça
De paredes de caliça
Um cartaz se destacava;
Foi uma grande toirada
Disse, da mesa avinhada
Um campino que ali estava
De manhã o sol nascia
E já ao longe se ouviam
Os foguetes a estalar
Veio a tarde sorridente
Foi aos toiros toda a gente
Estava a praça a abarrotar.
O Simão, alegre e vivo
Cravou seis ferros ao estribo
Num toiro dos de Bandeira.
Mascarenhas, meia praça
Pega com a fina graça
Desse Marquês de Fronteira
Depois, o mestre João
Arrancou grande ovação
Com o seu novo tourear
E num toiro de Salgueiro
Foi Ricardo, o cernelheiro
Jorge Duque a rabujar
Quando o campino acabou
Toda a gente reparou
Que estava quase a chorar
Ficou na tasca castiça
Destacado entre a caliça
Um cartaz p’ra recordar
o agradecimento habitual ao blog fados no fado
Letra de Manuel de Andrade musica de Alfredo Marceneiro-Marcha
Numa tasca bem castiça
De paredes de caliça
Um cartaz se destacava;
Foi uma grande toirada
Disse, da mesa avinhada
Um campino que ali estava
De manhã o sol nascia
E já ao longe se ouviam
Os foguetes a estalar
Veio a tarde sorridente
Foi aos toiros toda a gente
Estava a praça a abarrotar.
O Simão, alegre e vivo
Cravou seis ferros ao estribo
Num toiro dos de Bandeira.
Mascarenhas, meia praça
Pega com a fina graça
Desse Marquês de Fronteira
Depois, o mestre João
Arrancou grande ovação
Com o seu novo tourear
E num toiro de Salgueiro
Foi Ricardo, o cernelheiro
Jorge Duque a rabujar
Quando o campino acabou
Toda a gente reparou
Que estava quase a chorar
Ficou na tasca castiça
Destacado entre a caliça
Um cartaz p’ra recordar
o agradecimento habitual ao blog fados no fado
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Sete esperanças sete dias
Novamente João Braga , numa letra de Manuel de Andrade com música de Alfredo Marceneiro e a sua Marcha
Sete esperanças sete dias
Era tudo o que trazias
Nada mais me querias dar
Sete ventos te trouxeram
Mais outros sete vieram
mais tarde pra te levar
Teus olhos vinham de longe
Teus olhos vinham de longe
De mais longe que os teus passos
Vitórias fáceis de mais
Deste-os em beijos iguais
Sete dias nos meus braços
Brancos lírios não mos deste
Nem esse perfume agreste
Que nos teus olhos trazias
Vinhas de mãos estendidas
Trazer-me em frases mentidas
Sete esperanças sete dias
Sete esperanças sete dias
Era tudo o que trazias
Nada mais me querias dar
Sete ventos te trouxeram
Mais outros sete vieram
mais tarde pra te levar
Teus olhos vinham de longe
Teus olhos vinham de longe
De mais longe que os teus passos
Vitórias fáceis de mais
Deste-os em beijos iguais
Sete dias nos meus braços
Brancos lírios não mos deste
Nem esse perfume agreste
Que nos teus olhos trazias
Vinhas de mãos estendidas
Trazer-me em frases mentidas
Sete esperanças sete dias
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