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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Mãos abertas

Trago aqui um fadista já falecido António Mello Correia e como desapareceu permaturamente não existe muito discografia . Lembro neste fado de Manuel de Andrade com música do fado bailado de Alfredo Marceneiro.

Para saber um pouco mais dele ler aqui.

Mãos abertas, mãos de dar
As minhas mãos são assim,
Viste-as abertas chegar,
Abertas hão-de ficar,
Quando tu partires em mim.

Ao partir não levarei
Nada mais do que ao chegar,
Minhas mãos, quando tas dei,
Iam abertas e sei
Que abertas hão-de ficar

Nunca as juntei p’ra rezar
Nem nunca as ergui aos céus,
Minhas mãos são mãos de dar,
Não sabem querer nem esperar
Nem sequer dizer adeus

Ao partir não sentirei
Nada teu partindo em mim
De mãos abertas irei
Passado, nunca o terei
As minhas mãos são assim



sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Fado do cartaz

Teresa Tarouca, volta aqui para cantar um dos seus fados mais conhecidos

Letra de Manuel de Andrade musica de Alfredo Marceneiro-Marcha

Numa tasca bem castiça
De paredes de caliça
Um cartaz se destacava;
Foi uma grande toirada
Disse, da mesa avinhada
Um campino que ali estava

De manhã o sol nascia
E já ao longe se ouviam
Os foguetes a estalar

Veio a tarde sorridente
Foi aos toiros toda a gente

Estava a praça a abarrotar.

O Simão, alegre e vivo
Cravou seis ferros ao estribo
Num toiro dos de Bandeira.

Mascarenhas, meia praça
Pega com a fina graça

Desse Marquês de Fronteira

Depois, o mestre João
Arrancou grande ovação
Com o seu novo tourear

E num toiro de Salgueiro
Foi Ricardo, o cernelheiro

Jorge Duque a rabujar

Quando o campino acabou
Toda a gente reparou
Que estava quase a chorar

Ficou na tasca castiça
Destacado entre a caliça

Um cartaz p’ra recordar

o agradecimento habitual ao blog fados no fado


segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Sete esperanças sete dias

Novamente João Braga , numa letra de Manuel de Andrade com música de Alfredo Marceneiro e a sua Marcha


Sete esperanças sete dias
Era tudo o que trazias
Nada mais me querias dar
Sete ventos te trouxeram
Mais outros sete vieram
mais tarde pra te levar


Teus olhos vinham de longe
Teus olhos vinham de longe
De mais longe que os teus passos
Vitórias fáceis de mais
Deste-os em beijos iguais
Sete dias nos meus braços

Brancos lírios não mos deste
Nem esse perfume agreste
Que nos teus olhos trazias
Vinhas de mãos estendidas
Trazer-me em frases mentidas
Sete esperanças sete dias