Esta poema de Henrique Rego provavelmente devido à sua extensão, só era cantada na sua totalidade por Alfredo Marceneiro, sobre a sua música do fado bailado. A versão que aqui trago é a de Manuel Cardoso de Menezes
A sorte que Deus me deu
e que sempre hei-de lembrar,
embora não seja ateu,
julguei encontrar o céu,
na expressão do teu olhar
Neste mundo mar de escolhos
Unindo os nossos destinos,
E nesta vida de abrolhos,
para mim teus lindos olhos,
eram dois céus pequeninos
No espelho do teu olhar
vi dois céus em miniatura
e para mais me encantar
iam-se neles mirar
na minha própria ventura
(esta só marceneiro cantava)
E tão mística atracção
tinha teu olhar profundo
que em sua doce expressão
eram um manto de perdão
sobre as misérias do mundo
Mas deitaste-me ao deserto
deste mundo enganador
hoje o teu olhar incerto
já não é um livro aberto
em que eu lia o teu amor
Enganaste os olhos meus
nunca mais te quero ver,
meus olhos dizem-te adeus,
teus olhos não são dois céus
são dois infernos a arder.
Coração pra amar a fundo
outro coração requer
se há tanta mulher no mundo
vou dar este amor profundo
ao amor doutra mulher
Este blogue é o local onde guardo os meus poemas para serem cantados e também uma homenagem a todos os que amam o FADO.
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sexta-feira, 22 de junho de 2012
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Como a vida passa
Para cantar uma letra de Germano Sousa para a música do fado Camélia de Júlio Proença volto a trazer aqui o muito castiço Manuel Cardoso de Menezes
A vida passa tão breve,
tão vertiginosa e leve,
deixando apenas saudades,
eu sinto um grande desgosto
de já ter rugas no rosto,
da perdida mocidade.
Os anos correm a esmo,
sinto que não sou o mesmo,
neste mundo de ilusão,
quando o espelho consultei,
tremi, depois chorei
magoei o meu coração
Quem me dera não amar
não ter alma não sentir,
os tormentos do amor,
pra não carpir não chorar,
pra não saber definir,
as amarguras da dor.
Eu sinto um grande desgosto
de já ter rugas no rosto
da perdida mocidade,
a vida passa tão breve,
tão vertiginosa e leve,
deixando apenas saudades
A vida passa tão breve,
tão vertiginosa e leve,
deixando apenas saudades,
eu sinto um grande desgosto
de já ter rugas no rosto,
da perdida mocidade.
Os anos correm a esmo,
sinto que não sou o mesmo,
neste mundo de ilusão,
quando o espelho consultei,
tremi, depois chorei
magoei o meu coração
Quem me dera não amar
não ter alma não sentir,
os tormentos do amor,
pra não carpir não chorar,
pra não saber definir,
as amarguras da dor.
Eu sinto um grande desgosto
de já ter rugas no rosto
da perdida mocidade,
a vida passa tão breve,
tão vertiginosa e leve,
deixando apenas saudades
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Gostei de ti
Volto a Manuel Cardoso de Menezes recomendando vivamente que se leia o post, que sobre ele se publica no blog Lisboa no Guiness,
Este fado tem letra de Guilherme Pereira da Rosa e música de Jorge Costa Pinto.
A nossa vida
Anda escrito no destino
Vai de vencida
Guiada p’lo Deus menino
E se em meu fado
Tu foste o meu desespero
Hoje és passado
Podes crer, já não te quero
Gostei de ti...
Como ninguém há-de amar-te
O que eu sofri...
Só de pensar em deixar-te
Mas se hoje passo junto a ti por qualquer rua
Não há um traço de paixão, por culpa tua
Foste a culpada
Desta indiferença de agora
P’ra mim és nada
Tu que foste tudo outrora
És o passado
Apenas recordação
Lume apagado
As cinzas duma paixão
Este fado tem letra de Guilherme Pereira da Rosa e música de Jorge Costa Pinto.
A nossa vida
Anda escrito no destino
Vai de vencida
Guiada p’lo Deus menino
E se em meu fado
Tu foste o meu desespero
Hoje és passado
Podes crer, já não te quero
Gostei de ti...
Como ninguém há-de amar-te
O que eu sofri...
Só de pensar em deixar-te
Mas se hoje passo junto a ti por qualquer rua
Não há um traço de paixão, por culpa tua
Foste a culpada
Desta indiferença de agora
P’ra mim és nada
Tu que foste tudo outrora
És o passado
Apenas recordação
Lume apagado
As cinzas duma paixão
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Apagou-se a chama
Admito perfeitamente que na primeira vez que se ouça, a voz de Manuel Cardoso de Menezes, não soe perfeita. Peço contudo que se entenda que no fado, o castiço e a "alma de cantar" são atributos que se sobrepõem ao perfeito.
Quantas pessoas não disseram o mesmo e reafirmam hoje que Alfredo Marceneiro não tinha voz nenhuma ?.
Deixemos isso, ouçamos Manuel Cardoso de Menezes cantar esta letra de Conde Sobral, sobre música de Filipe Pinto o tradicional Meia-noite
Soprei apagou-se a chama,
disse-te adeus em seguida
quem diz adeus a quem ama,
diz adeus a própria vida.
Foi uma zanga sem jeito
mas não tem reparação,
tu julgavas ter razão,
eu tinha-a dentro do peito.
Com o coração desfeito
mas a alma decidida
num gesto joguei a vida
num amor que te deu fama
soprei apagou-se a chama
disse-te adeus em seguida
Nunca mais soube de ti
nem o procurem saber,
não me quero arrepender
daquilo que decidi.
Mas sei bem ,quanto perdi
na hora da despedida,
sou como folha caida
sou como, fio sem chama,
quem diz adeus a quem ama
diz adeus a própria vida.
Quantas pessoas não disseram o mesmo e reafirmam hoje que Alfredo Marceneiro não tinha voz nenhuma ?.
Deixemos isso, ouçamos Manuel Cardoso de Menezes cantar esta letra de Conde Sobral, sobre música de Filipe Pinto o tradicional Meia-noite
Soprei apagou-se a chama,
disse-te adeus em seguida
quem diz adeus a quem ama,
diz adeus a própria vida.
Foi uma zanga sem jeito
mas não tem reparação,
tu julgavas ter razão,
eu tinha-a dentro do peito.
Com o coração desfeito
mas a alma decidida
num gesto joguei a vida
num amor que te deu fama
soprei apagou-se a chama
disse-te adeus em seguida
Nunca mais soube de ti
nem o procurem saber,
não me quero arrepender
daquilo que decidi.
Mas sei bem ,quanto perdi
na hora da despedida,
sou como folha caida
sou como, fio sem chama,
quem diz adeus a quem ama
diz adeus a própria vida.
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