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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

§saudades da madrugada



Max um dos maiores fadistas de sempre, volta aqui para cantar uma letra de Fernando Peres, Saudades da madrugada para a música do fado Súplica de Armando Machado


Deixa ficar comigo esta saudade
Sem beijos, sem amor, já sem mais nada
Uma saudade triste de verdade,
Uma saudade desta madrugada.

Na certeza feliz de estar contigo,
Fiz promessas. em quase desespero,
Saudade toma a forma dum castigo,
Castigo só porque eu tanto te quero.

Primavera de esperança em cada hora,
Um mundo de ternura, nos teus braços,
E um desejo de amor que não demora,
A saudade que fica nos meus braços

No mistério do dia que não vem,
E os minutos são horas de ansiedade,
Eu sinto quem sem ti ,não sou ninguém,
Deixa ficar comigo esta saudade

Letra "cedida" pelo amigo e também poeta José Fernandes de Castro



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Não Voltes


O grande Max o fadista que sempre ficará nas minhas recordações, canta esta sua letra para a música do fado varela


Não voltes porque não quero mais sofrer

saudades e tristezas que causastes
não voltes pois não quero reviver
tantas falsas promessa que juraste

Não penses em voltar porque não quero,
sentir arfar teu peito junto ao meu,
e agora só em sonho eu venero
o nosso grande amor que já morreu

E deixa que o perfume da saudade
me embalo o castelo onde estou preso
e guarda para castigo da maldade
o meu ódio profundo o meu desprezo



quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Lamentos

Max o grande fadista menos conhecido entre nós por essa faceta, volta aqui de novo, com o seu estilo inconfundível, nunca deixarei de o lembrar considerando um dos maiores nomes do fado de sempre

Letra é de Domingos Gonçalves Costa e música do próprio Max.


Foge de mim
sinceramente te peço,
esquece tu
que eu também esqueço,
o nosso amor infeliz

Foge de mim
porque jamais compreendes,
que eu não sou
quem tu pretendes
e assim não serás feliz

Foge de mim
porque ao sofrer teu penar,
a isto chamas amar,
e eu não quero amar assim.

E se algum dia,
te encontrares
sem um carinho,
qual errante
num caminho,
agreste e triste sem fim

Volta aos meus braços,
aos meus afectos leais,
e verás que nunca mais,
nunca mais foges de mim

Foge de mim,
se a tua sorte voltar,
é trocares nossa amizade,
por outro afecto qualquer.

Foge de mim,
porque a saudade é só minha,
e se és mais feliz sozinha,
e só te vejas mulher

Foge de mim,
para onde eu nunca te veja,
foge que Deus te proteja,
e ao meu desgosto ter fim

Volta aos meus braços,
aos meus afectos leiais,
e verás que nunca mais,
nunca mais foges de mim.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Perdida

Este fado de Max, mais um do grande fadista madeirense, (raramente recordado por essa sua vertente, é o mais pelo lado menor das "Mulas da cooperativa "), em música de Carlos Rocha, com letra de Artur Ribeiro


Não rias não faças troça,
de quem passa enquanto danças,
já foste menina e moça,
já tiveste louras tranças.

Agora louca e perdida,
de tudo o que já foi teu,
andas a rir divertida ,
do Mundo que te perdeu.

Assim perdida,
da vida ausente
estás convencida,
que esta vida,
é só o presente.

Mas não te esqueças,
que a boa estrada,
sempre aparece
depois da má terminada

Deixa a roupa da desgraça,
cair de manso a teus pés,
e verás que bem se passa
sem luxos nem cabarets.

E de novo assim vestida,
duma maneira diferente,
deixarás de ser perdida,
serás mulher novamente.



quarta-feira, 30 de abril de 2008

Já me deixou

O fado na voz de Max, um dos grandes nomes de sempre tem um sabor especial, adocicado com o sotaque madeirense.

Neste fado canta uma letra de Artur Ribeiro, para uma música de sua autoria

Este fado foi reeditado peal Emi-Valentim de Carvalho em 2004 sob o título genérico de Max(biografias do Fado)

A saudade andou comigo
E através do som da minha voz
No seu fado mais antigo
Fez mil versos a falar de nós.
Troçou de mim á vontade,
Sem ouvir sequer os meu lamentos,
E por capricho ou maldade,
Correu comigo a cidade,
Até há poucos momento.


Ja me deixou foi-se logo embora,
A saudade a quem chamei maldita.
Já nos meus olhos não chora,
Já nos meu sonhos não grita.
Já me deixou foi-se logo embora,
Minha tristeza chegou ao fim,
Já me deixou mesmo agora,
Saíu pela porta fora
Ao ver-te voltar pra mim


Nem sempre a saudade é triste
Nem sempre a saudade é pranto e dor
Se em paga a saudade existe,
A saudade não dói tanto amor,
Mas enquanto tu não vinhas,
Foi tão grande o sofrimento meu,
Pois não sabia que tinhas,
Em paga ás saudades minhas,
Mais saudades do que eu



sábado, 23 de fevereiro de 2008

Tudo te dei

Insisto na ideia, que não corresponde a uma opinião muito generalizada entre a maioria das pessoas, o diabo da Mula da Cooperativa, confundiu bastante o ouvidas pessoas, mas para mim MAX, foi um dos maiores fadistas que me foi dado ouvir.

Aqui canta esta fado de Joaquim Pimentel, um outro interprete e autor, muitos anos radicado no Brasil, de quem falarei brevemente

Caso não consiga ouvir o fado escolhendo a opção do fundo da página clique >>> aqui


Para te ver feliz
de mim tudo te dei
para te ver sorrir
de tudo abdiquei.
deixei de ser quem era,
na ânsia de querer-te,
e a tudo me humilhei,
com medo de perder-te,
e tu lá nas alturas ,
pra ti o sol brilhava,
enquanto eu cá na terra
em silêncio chorava.

Eu fui a mão,
que te guiou com carinho,
fui o degrau ,
que te ensinou
a subir,
eu fui a luz,
a iluminar-te o caminho,
fui um palhaço a chorar,
para te ver rir.

À lama da mais suja
desci para te encontrar,
e ao ver-te noutros braços
sorri para disfarçar,
disfarçar a vergonha,
de tanta humilhação ,
e os outros
não sentissem,
a minha decepção,
mas hoje, ao recordar,
o que então fazia,
se vergonha matasse
eu já não vivia



sábado, 11 de agosto de 2007

Fiz leilão de mim

Para muita gente será uma surpresa ouvir Max cantar o fado. Para mim foi um dos maiores de sempre.

Esta letra é de Artur Ribeiro (clicar) e a música de Max

Talvez de razão perdida
quis fazer leilão da vida
disse ao leiloeiro
venda ao desbarato
venda o lote inteiro
que de mim estou farto
meus versos que não
são versos
atirei ao chão
dispersos
vou ver se algum dia
o mundo pateta
por analogia
diz que sou poeta

Fiz leilão de mim
e fui por fim apregoado
mas de mau que sou
ninguém gritou
arrematado
fiz leilão de mim
tinhas razão minha almofada
por lances a esmo
provei a mim mesmo
que não valho mais que nada

Também quis vender meu fado
meu modo de ser errado
leiloei ternura
chamaram-me louco
mostrei amargura
e o mundo fez pouco
depois leiloei carinho
e em praça fiquei sozinho
diz me a pouca sorte
que para castigo
até vir a morte
vou ficar comigo