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sexta-feira, 2 de março de 2012

Sou como a água do rio

Natural da Marinha Grande, onde nasceu a 6 de Agosto de 1948 começou a cantar aos 16 anos pela mão do maestro Resende Dias aos microfones dos Emissores Reunidos do Norte, vindo a profissionalizar-se pouco tempo depois na Emissora Nacional.

Pode ler-se mais sobre Lenita Gentil pela "voz autorizada" de Vitor Duarte Marceneiro no seu blog Lisboa no Guiness

Aqui na sua magnífica voz, de quem pode cantar tudo o que quiser, porque nunca o fará menos bem, apresento num poema de Mário Martins para a música do fado Tamanquinhas de Carlos Simões Neves

Se fui rio já me não lembro,
Só sei que corri demais,
Numa busca de oceano,
Num esforço desumano,
De banhar praias iguais.

De encontro ás margens, feri-me
Mas o instinto era a foz,
Nem diques me detiveram
E as fontes que me esqueceram
Enriqueceram-me a voz

No meu canto há branca espuma,
E há sedimentos de lodo,
E se há momentos de calma,
Eu convido a minha alma,,
A reflectir o céu todo.

As pontes que me atravessam,
São as certezas que tenho,
Que ao cantar de olhos fechados,
Vejo os pólos limitados,
E o mundo do meu tamanho.



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Eu vou dizer amor

No ano de 2005 Lenira Gentil lançou o seu trabalho O Outro lado da fado, donde retirei este fado que aqui publico. A sua voz e alma com que nos encanta, continua a mesma de há 5 anos e de sempre, como os seus 40 anos de carreira continuam a atestar . Quem quiser conferir basta visita-la na sua casa o Faia, onde canta todas as noites.

E neste álbum, editado pela Ovação, Lenita Gentil foi acompanhada por Fernando Silva (guitarra portuguesa), Jaimes Santos (viola) e Joel Pina (viola-baixo).

Letra de Torre da Guia e música de Armando Machado-Fado súplica

Eu vou dizer amor, como um poema,
que nunca consegui realizar
e por amor sentir se vale a pena,
até num mentira acreditar

Eu vou dizer amor e vou sonhar,
que fico nos teus braços toda a vida,
as vezes é tão bom imaginar,
a dor da natureza adormecida.

Eu vou dizer amor à despedida,
com beijos inocentes de criança
e guardar no vazio da partida
a fé infinita da esperança.

Eu vou dizer amor, palavra mansa,
com silabas inteiras de ternura,
amor amor amor que não se cansa,
de repetir cem vezes com loucura


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Povo que lavas no rio

Lenita Gentil é uma fadista de grande qualidade, fez recentemente 60 anos, mas tem uma carreira de mais de 40 anos uma longa experiência, mesmo por outros caminhos, que não exclusivamente no fado, "apenas" porque têm uma voz portentosa e neste caso concreto do fado uma extraordinária alma fadista.

Povo que lavas no rio
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.

Fui ter à mesa redonda
Bebi em malga que me esconde
O beijo de mão em mão.
Era o vinho que me deste
A água pura, puro agreste
Mas a tua vida não.

Aromas de luz e de lama
Dormi com eles na cama
Tive a mesma condição.
Povo, povo, eu te pertenço
Deste-me alturas de incenso,
Mas a tua vida não.

Povo que lavas no rio
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.

Para ouvir clicar >>>>>>>>>>>>>>>> aqui