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terça-feira, 5 de abril de 2011

Maldito fado

Esta letra de Pedro Bandeira e Álvaro Leal com música de Raúl Ferrão também atribuída a Ayres Pinto Ribeir é de qualquer forma um fado muito antigo, cantado pelo António de Mello Correia


Ele era um bom rapaz trabalhador
Um operário leal cumprindo bem
Vinte anos de ilusão brotando em flor
Numa eterna afeição por sua mãe

Mas um dia fatal os companheiros
Levaram-no a taberna onde parava
A malta de vadios desordeiros
Dos quais um à guitarra assim cantava

Um fadinho a soluçar
Faz de nós afugentar
A ideia da própria morte
Mata a dor mata a tristeza
O fado é bendita reza
Dos desgraçados sem sorte
Tem tal dor e mágoa tanta
Quando canta na garganta
De quem vive amargurado
Que o refúgio preferido
Para quem viver dolorido
Está na doçura do fado

Esta triste canção foi mau agoiro
Que a vida lhe viesse transtornar
Tomou gosto à taberna um matadouro
E em breve até deixou de trabalhar

Uma ideia tenaz e doentia
Trazia-lhe a cabeça transtornada
Chorar fazia a mãe quando o ouvia
Já ébrio ao regressar de madrugada



sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Mãos abertas

Trago aqui um fadista já falecido António Mello Correia e como desapareceu permaturamente não existe muito discografia . Lembro neste fado de Manuel de Andrade com música do fado bailado de Alfredo Marceneiro.

Para saber um pouco mais dele ler aqui.

Mãos abertas, mãos de dar
As minhas mãos são assim,
Viste-as abertas chegar,
Abertas hão-de ficar,
Quando tu partires em mim.

Ao partir não levarei
Nada mais do que ao chegar,
Minhas mãos, quando tas dei,
Iam abertas e sei
Que abertas hão-de ficar

Nunca as juntei p’ra rezar
Nem nunca as ergui aos céus,
Minhas mãos são mãos de dar,
Não sabem querer nem esperar
Nem sequer dizer adeus

Ao partir não sentirei
Nada teu partindo em mim
De mãos abertas irei
Passado, nunca o terei
As minhas mãos são assim