Florência é uma fadista nascida no Porto em 1943, uma veterana, que dispenso de relatar passagens do seu curriculum socorrendo-me do que foi escrito no blog Lisboa no guiness
Aqui canta um lindo fado (como todos) de Vasco de Lima Couto para o fado marcha de Alfredo Marceneiro
Rasga o passado em que vida
deixou os meus olhos presos
às janela imperfeitas
rasga a penumbra em que a vida
guarda os meus sonhos acessos
nessa cama em que te deitas
Rasga tudo o que te dei
quando deixei de ser eu
por te sentir a meu lado
e o perdão, que eu inventei,
porque tu fechaste o céu
ao limite do pecado
E na minha voz tão nua
rasga se puderes rasgar
o tempo da violência,
e as aves, daquela rua,
onde eu vivi para te amar,
num fado vestido ausência
Este blogue é o local onde guardo os meus poemas para serem cantados e também uma homenagem a todos os que amam o FADO.
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sexta-feira, 1 de julho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Dei-te um nome em minha cama
Beatriz da Conceição nasceu no Porto mas uma vez descoberta em Lisboa para o fado, foi adoptada como sua filha estreando-se na Márcia Condessa.
Muito rigorosa na escolha do seu reportório bem como na sua preocupação interpretativa, faz com que para a Beatriz cantar o fado seja sempre um acto sofrido de amor
Letra de Vasco de Lima Couto para as Quadras de José António Sabrosa
Dei-te um nome em minha cama
Aberta no meu outono
Depois amei-te em silêncio
Que é uma forma de abandono
Dei-te um nome em minha cama
Rasgada em lençóis de sono
Tentei ser tudo o que era
Nas horas da mão parada
Corpo e campo aberto ao vento
Que encaminha a madrugada
Tentei ser a primavera
E cantei meu triste nada
Vi-te ao canto da memória
Por te viver e sonhar
Amor d'amor sem glória
Como um rio ao começar
Que te vai contando a história
Onde eu não posso morar
Dei-te um nome em minha cama
Aberta no meu outono
Depois, amei-te em silêncio
Que é uma forma de abandono
Dei-te um nome em minha cama
Rasgada em lençóis de sono
Muito rigorosa na escolha do seu reportório bem como na sua preocupação interpretativa, faz com que para a Beatriz cantar o fado seja sempre um acto sofrido de amor
Letra de Vasco de Lima Couto para as Quadras de José António Sabrosa
Dei-te um nome em minha cama
Aberta no meu outono
Depois amei-te em silêncio
Que é uma forma de abandono
Dei-te um nome em minha cama
Rasgada em lençóis de sono
Tentei ser tudo o que era
Nas horas da mão parada
Corpo e campo aberto ao vento
Que encaminha a madrugada
Tentei ser a primavera
E cantei meu triste nada
Vi-te ao canto da memória
Por te viver e sonhar
Amor d'amor sem glória
Como um rio ao começar
Que te vai contando a história
Onde eu não posso morar
Dei-te um nome em minha cama
Aberta no meu outono
Depois, amei-te em silêncio
Que é uma forma de abandono
Dei-te um nome em minha cama
Rasgada em lençóis de sono
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Nasci ao pé do teu mundo
Carlos Macedo, volta aqui, porque não me canso de relembrar a sua inegável classe como homem do fado em todas as vertentes que começa (é o termo ideal) na construção da guitarra portuguesa, que tão bem domina como intérprete
Letra de Vasco de Lima Couto música de Armando Machado-fado súplica
(Os meus agradecimentos renovados a fados no fado pela letra ali recolhida)
Vou dar-te aquele tempo de criança
Que tem vontade de gritar ás aves
Para voar aquela doce esperança
Que não conhece as horas que são graves
Vou dar-te a minha infãncia sem medida
Primeiro passo dos regaços quentes
As praias que eu amava de escondida
Onde enterrava o corpo das sementes
Vou dar-te a geração do palco frio
Onde inventei o meu total deserto
De correr o meu corpo em desafio
E a minha boca a soluçar mais perto
E vou dar-te este canto que é já triste
Mas que ultrapassa ainda, a maresia
Para saberes que o meu amor existe
No teu amor onde nasci um dia
(Os meus agradecimentos renovados a fados no fado pela letra ali recolhida)
Vou dar-te aquele tempo de criança
Que tem vontade de gritar ás aves
Para voar aquela doce esperança
Que não conhece as horas que são graves
Vou dar-te a minha infãncia sem medida
Primeiro passo dos regaços quentes
As praias que eu amava de escondida
Onde enterrava o corpo das sementes
Vou dar-te a geração do palco frio
Onde inventei o meu total deserto
De correr o meu corpo em desafio
E a minha boca a soluçar mais perto
E vou dar-te este canto que é já triste
Mas que ultrapassa ainda, a maresia
Para saberes que o meu amor existe
No teu amor onde nasci um dia
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Disse-te adeus e morri
Gosto de ouvir cantar Gonçalo Salgueiro, embora reconheça que ainda tem caminho para trilhar.
Este fado foi popularizado pela grande Amália e qualquer fadista prescisa de ser arrojado, para cantar fados que ela interpretou. Gonçalo fê-lo imprimindo-lhe o seu estilo muito pessoal e a sua forma de interpretar vinda de dentro.
Realço mais uma vez que as letras de Vasco de Lima Couto, são do melhor que a história do fado tem para contar
Letra de Vasco de Lima Couto música de José António Sabrosa
Este fado foi popularizado pela grande Amália e qualquer fadista prescisa de ser arrojado, para cantar fados que ela interpretou. Gonçalo fê-lo imprimindo-lhe o seu estilo muito pessoal e a sua forma de interpretar vinda de dentro.
Realço mais uma vez que as letras de Vasco de Lima Couto, são do melhor que a história do fado tem para contar
Letra de Vasco de Lima Couto música de José António Sabrosa
Disse-te adeus e morri
E o cais vazio de ti
Aceitou novas marés.
Gritos de búzios perdidos,
O varão dos meus sentidos,
A gaivota que tu és.
Gaivota d’asas coradas,
Que não sentes madrugadas
E acorda à noite a chorar.
Gaivota que faz o ninho
Porque perdeu o caminho
Onde aprendeu a sonhar.
Preso no ventre do mar
O meu triste respirar
Sofre a invenção das horas.
Pois, na ausência que deixaste,
Meu amor, como ficaste?
Meu amor, como demora!
Para ver clicar >>>>>>>>>>>>>> aqui
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Noite
Jaime Dias é um veterano do fado, um nome respeitado pela sua vasta experiência e qualidade vocal.
Este fado tem letra de Vasco de Lima Couto e música de Max
Sou da noite um filho noite
Trago rugas nos meus dedos
De contarem os segredos
Nas altas fontes do amor
E canto porque é preciso
Raiar a dor que me impele
E gravar na minha pele
As fontes da minha dor
Noite companheira dos meus gritos
Rio de sonhos aflitos
Das aves que abandonei
Noite céu dos meus casos perdidos
Vêm de longe os sentidos
Nas canções que eu entreguei
Oh minha mãe de arvoredos
Que penteias a saudade
Com que vi a humanidade
A minha voz soluçar
Dei-te um corpo de segredos
Onde risquei minha mágoa
E onde bebi essa água
Que se prendia no ar
Noite companheira dos meus gritos
Rio de sonhos aflitos
Das aves que abandonei
Noite céu dos meus casos perdidos
Vêm de longe os sentidos
Nas canções que eu entreguei
Este fado tem letra de Vasco de Lima Couto e música de Max
Sou da noite um filho noite
Trago rugas nos meus dedos
De contarem os segredos
Nas altas fontes do amor
E canto porque é preciso
Raiar a dor que me impele
E gravar na minha pele
As fontes da minha dor
Noite companheira dos meus gritos
Rio de sonhos aflitos
Das aves que abandonei
Noite céu dos meus casos perdidos
Vêm de longe os sentidos
Nas canções que eu entreguei
Oh minha mãe de arvoredos
Que penteias a saudade
Com que vi a humanidade
A minha voz soluçar
Dei-te um corpo de segredos
Onde risquei minha mágoa
E onde bebi essa água
Que se prendia no ar
Noite companheira dos meus gritos
Rio de sonhos aflitos
Das aves que abandonei
Noite céu dos meus casos perdidos
Vêm de longe os sentidos
Nas canções que eu entreguei
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