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terça-feira, 31 de março de 2009

Morreu um poeta



Ainda não tinha aqui trazido Artur Batalha, para muitos, ainda o "Príncipe do Fado", muito embora já seja um veterano com muitos anos de fado, mas no tempo em que ele começou, havia um rei, Fernando Maurício e não me consta que o título tenha sido atribuído a alguém, depois da sua norte.


Gosto de ouvir o Artur Batalha, que ressurgiu dos seus problemas que duraram uns anos a passar, mas está de novo em forma.

Artur Batalha faz actualmente parte do elenco do Restaurante Os Ferreiras, em Lisboa na Rua de S.Lázaro, onde pode ouvir-se fado todas as 6ªfeiras e sábados

A letra deste fado é de Rui Manuel e a música de Vital d Assunção e foi uma criação original do Chico Madureira

Silêncio... hoje morreu um poeta
E a carne morreu esquecida
Como esquecida viveu
Silêncio... hoje morreu um poeta
Que espalhou rimas de vida
Nos poemas que escreveu

Fez rimar terra com pão
Emigrante com fronteira
E rimou humilhação
Com repulsa e bebedeira

Fez um berço de poesia
Bem na ponta dos seus dedos
Rimou dôr com alegria
E criança com brinquedos

Fez rimar ponte com rio
Pescador com tempestade
Rimou estiva com navio
Grilhetas com liberdade

Na inspiração maior
Que um verso pode conter
Rimou amor com amor
E ternura com mulher