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domingo, 6 de abril de 2008

Que estranha forma de vida

Quando esta menina despontou, para o conhecimento do público, num programa de Televisão,já eu a tinha ouvido cantar o fado, algumas vezes no restaurante Os Ferreiras, em Lisboa, na rua de S.Lázaro e lembro-me do que ouvi o Fernando Maurício dizer dela.

Ainda prima afastada da Amália, Fábia Rebordão é um potencial grande valor do Fado, porque é ainda muito nova, assim ela o queira em vez de preferir ser mais uma no mundo da canção ligeira portuguesa.

Não posso sequer considerar que aquilo que aqui hoje se ouve seja o seu melhor, acreditem que ela é capaz, eu atesto, de o fazer muito melhor.

Este fado é da autoria de Amália Rodrigues (letra) e de Alfredo Marceneiro para a música do seu Fado Bailado *

Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Foi por vontade de Deus.

Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de vida perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.

Coração independente,
coração que não comando:
vives perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.

Eu não te acompanho mais:
para, deixa de bater.
Se não sabes aonde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais.

* de novo agradeço a colaboração de Fernando Batista do Porto.

Caso não consiga ver o vídeo escolhendo a opção em fim de página clicar >>>> aqui