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terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

*A voz do verbo amar

Adeus, jardim dos sonhos esquecidos,
na brisa leve, o tempo despedaça, 
adeus olhos doces, não esquecidos, 
no mar deste pranto, que não passa 

Adeus, promessas feita, em madrugadas, 
quebrada aos poucos, por qualquer razão, 
adeus palavras minhas, sufocadas, 
que um dia, foram luz no coração. 

Adeus, na curva longa da estrada, 
e teu rosto sumiu sem mais voltar ,
adeus, sem renascer nova manhã, 
restando a dor de não mais te amar. 

Adeus, amor, nos fios da memória, 
ficou teu nome, no ir e não voltar, 
nas ruas frias, finda-se uma história, 
e o vento cala a voz do verbo amar. 

 Armando Machado-fado súplica

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

§saudades da madrugada



Max um dos maiores fadistas de sempre, volta aqui para cantar uma letra de Fernando Peres, Saudades da madrugada para a música do fado Súplica de Armando Machado


Deixa ficar comigo esta saudade
Sem beijos, sem amor, já sem mais nada
Uma saudade triste de verdade,
Uma saudade desta madrugada.

Na certeza feliz de estar contigo,
Fiz promessas. em quase desespero,
Saudade toma a forma dum castigo,
Castigo só porque eu tanto te quero.

Primavera de esperança em cada hora,
Um mundo de ternura, nos teus braços,
E um desejo de amor que não demora,
A saudade que fica nos meus braços

No mistério do dia que não vem,
E os minutos são horas de ansiedade,
Eu sinto quem sem ti ,não sou ninguém,
Deixa ficar comigo esta saudade

Letra "cedida" pelo amigo e também poeta José Fernandes de Castro



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Eu vou dizer amor

No ano de 2005 Lenira Gentil lançou o seu trabalho O Outro lado da fado, donde retirei este fado que aqui publico. A sua voz e alma com que nos encanta, continua a mesma de há 5 anos e de sempre, como os seus 40 anos de carreira continuam a atestar . Quem quiser conferir basta visita-la na sua casa o Faia, onde canta todas as noites.

E neste álbum, editado pela Ovação, Lenita Gentil foi acompanhada por Fernando Silva (guitarra portuguesa), Jaimes Santos (viola) e Joel Pina (viola-baixo).

Letra de Torre da Guia e música de Armando Machado-Fado súplica

Eu vou dizer amor, como um poema,
que nunca consegui realizar
e por amor sentir se vale a pena,
até num mentira acreditar

Eu vou dizer amor e vou sonhar,
que fico nos teus braços toda a vida,
as vezes é tão bom imaginar,
a dor da natureza adormecida.

Eu vou dizer amor à despedida,
com beijos inocentes de criança
e guardar no vazio da partida
a fé infinita da esperança.

Eu vou dizer amor, palavra mansa,
com silabas inteiras de ternura,
amor amor amor que não se cansa,
de repetir cem vezes com loucura


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Nasci ao pé do teu mundo

Carlos Macedo, volta aqui, porque não me canso de relembrar a sua inegável classe como homem do fado em todas as vertentes que começa (é o termo ideal) na construção da guitarra portuguesa, que tão bem domina como intérprete

Letra de Vasco de Lima Couto música de Armando Machado-fado súplica

(Os meus agradecimentos renovados a fados no fado pela letra ali recolhida)

Vou dar-te aquele tempo de criança
Que tem vontade de gritar ás aves
Para voar aquela doce esperança
Que não conhece as horas que são graves

Vou dar-te a minha infãncia sem medida
Primeiro passo dos regaços quentes
As praias que eu amava de escondida
Onde enterrava o corpo das sementes

Vou dar-te a geração do palco frio
Onde inventei o meu total deserto
De correr o meu corpo em desafio
E a minha boca a soluçar mais perto

E vou dar-te este canto que é já triste
Mas que ultrapassa ainda, a maresia
Para saberes que o meu amor existe
No teu amor onde nasci um dia



quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Balada do sol errado

Miguel Ramos é um jovem fadista, vencedor duma grande noite do Fado em Lisboa.

Herdeiro dum grande nome o viola Miguel Ramos já falecido. também ele toca acompanhando outros fadistas.

Este fado é uma letra linda de Helder Moutinho, sobre o fado Súplica de Armando Machado

Adeus ó meu amor minha aventura
de ar sereno ao vento e brusco ao mar
Adeus minha ilusão que não tem cura
adeus amor que não te posso amar

Adeus ó rio que nasce á noitinha
e desces de mansinho as madrugadas
quem dera que essa noite fosse minha
adeus ó meu amor de águas paradas

Mas se algum dia à luz de um sol errado
brilhar na tua praia adormecida
eu voltarei ao som deste meu fado
e cantarei bom dia a toda a vida

Agora vem dormir na calmaria
deste teu rio sem rumo e sem vontade
talvez um dia amor talvez um dia
me acordes noutro rio de liberdade